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sábado, 24 de setembro de 2011

Obras das hidrelétricas Colíder e Teles Pires têm ações de embargo




As obras das primeiras hidrelétricas que serão instaladas no rio Teles Pires, na divisa dos Estados de Mato Grosso e Pará, começam maculadas por uma série de acusações e problemas relacionados a descumprimento de acordos socioambientais. No alvo do Ministério Público Estadual (MPE) do Mato Grosso estão as hidrelétricas de Colíder e de Teles Pires. Essas duas usinas, que estão entre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são as primeiras de um complexo de ao menos cinco hidrelétricas previstas para a região.
Esta semana, o MPE e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do Mato Grosso decidiram embargar as obras da usina Colíder. A decisão, segundo o promotor de Justiça, Marcelo Caetano Vacchiano, deve-se a dezenas de irregularidades nas áreas de engenharia e meio ambiente cometidas pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), responsável pela usina. Um pedido de paralisação das obras de Teles Pires também deverá ser feito pelo MPE ao Ibama, na próxima segunda-feira.
"Não somos contra usinas hidrelétricas, nossa posição não é ideológica, mas é um absurdo o que está ocorrendo nessa região", diz Marcelo Caetano Vacchiano.
A usina Colíder, projeto de R$ 1,6 bilhão, com 342 megawatts (MW) de potência, foi iniciada em março. Os problemas relatados pelo MPE na execução do empreendimento são confirmados pelo prefeito de Colíder, Celso Paulo Banazeski (PR).
A Copel, segundo Banazeski, não inclui em seu Plano Básico Ambiental (PBA) qualquer ação compensatória que atenda Colíder, município de 39 mil habitantes. "Vamos receber 8 mil novos habitantes e não temos a menor capacidade para isso. Os homicídios já aumentaram, nossa saúde está entulhada e a empresa que está causando tudo isso simplesmente não se comprometeu a pagar nada até agora", afirma Banazeski.
O prefeito de Colíder elaborou um estudo técnico com a relação de ações compensatórias para o município, o que custará R$ 44 milhões. "Vivemos uma situação muito difícil. Até o treinamento de profissionais que eles disseram que fariam não foi realizado. Essa usina vai gerar 2,8 mil empregos diretos e 5 mil indiretos. Eles treinaram 80 pessoas no Senai", acrescenta.
A Copel não permitiu que o Valor tivesse acesso ao canteiro de obras da usina. Por meio do rio Teles Pires, no entanto, a reportagem pôde verificar que está tudo parado no local. Os 700 homens que trabalhavam na obra foram dispensados e aguardam um desfecho em casa. Para o prefeito Banazeski, a construção só será retomada com a negociação fechada.
Por meio de nota, a Copel informou que "já apresentou ao órgão ambiental, mesmo antes da efetivação do embargo, todos os esclarecimentos e as informações que haviam sido solicitados, razão pela qual entende que o restabelecimento da licença se dará no menor prazo possível." A empresa informou ainda que "se prontifica a estudar a alteração das ações, sempre mantendo a mesma equivalência na aplicação dos recursos para os programas sociais e ambientais" previstos na concessão.
Segundo o prefeito de Colíder, uma reunião com a liderança da Copel deverá ocorrer no início da próxima semana.
As ações do MPE também estão direcionadas para a hidrelétrica de Teles Pires, que será construída entre os municípios de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA). O promotor Marcelo Caetano Vacchiano afirmou que irá entregar uma notificação ao Ibama para que interrompa as operações no canteiro de obras de Teles Pires. O motivo do pedido, segundo o promotor, é o descumprimento de um acordo firmado entre o consórcio empreendedor de Teles Pires e o MPE, para contratar um serviço independente de auditoria que acompanhe a execução de ações compensatórias nos municípios impactados pela obra.
Segundo Vacchiano, "houve um retrocesso nos compromissos" assumidos pela Companhia Hidrelétrica Teles Pires, sociedade formada pela Neoenergia (50,1%), Eletrobras Eletrosul (24,5%), Eletrobras Furnas (24,5%) e Odebrecht Participações e Investimentos (0,9%).
"Fechamos um acordo para que pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) analisassem os impactos da obra, mas eles passaram mais de dois meses para dar a resposta e depois alegaram preço caro e questionaram a capacidade técnica dos pesqusiadores", comenta o promotor de Justiça. "A obra não pode seguir adiante sem que essa situação seja resolvida."
O consórcio Teles Pires nega qualquer negligência na contratação da auditoria que fará o acompanhamento das ações indenizatórias. A empresa afirma, inclusive, que partiu dela a iniciativa de contratar uma empresa externa para fiscalizar a execução dos projetos. "Vamos financiar esse estudo, não há nenhuma resistência por parte da empresa", comentou.
As obras de Teles Pires tiveram início há apenas duas semanas, depois que o Ibama liberou sua licença de instalação, em 19 de agosto. O projeto de R$ 3,3 bilhões e potência instalada de 1.820 MW é a quarta maior obra hidrelétrica em andamento no país, atrás apenas das usinas do rio Madeira, em Porto Velho-RO (Jirau e Santo Antônio) e de Belo Monte, no Pará. A previsão é de que 7 mil empregos diretos sejam gerados daqui a dois anos, no pico das obras e de Teles Pires fique pronta em 2015.
Além de Colídes e Teles Pires na região, está prevista a construção das usinas São Manoel (747 MW), Sinop (461 MW), e Foz do Apiacás, no rio Apiacás (275 MW).

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sinop discutirá com governo federal compensações com hidrelétrica


Fonte: Só Notícias/Weverton Correa

A prefeitura de Sinop discutirá compensações com a construção da Usina Hidrelétrica Sinop (UHE Sinop), no município, este mês, com uma comissão do governo federal. O assunto será tratado dia 24, a possibilidade da União também assumir ações, principalmente nos setores da Saúde e Educação com a construção, visando a demanda de pessoas que devem desaguar no município e região, para trabalhar na obra.

Um dos objetivos seria "contar" com o governo para preparação da estrutura para acomodar a demanda, já que tanto compensações nas áreas sociais como ambientais, foram reiteradas em duas cartas abertas, elaboradas por lideranças dos municípios que serão afetados com a obra. Porém, estes documentos preveem a execução das medidas, estimadas em R$ 197 milhões, apenas por parte da empresa que vencer a concessão da usina. 

Rogério Rodrigues, secretário de Meio Ambiente, declarou os textos devem ser alterados para serem inclusas as ações que a União assumiria, já no próximo encontro de lideranças dos municípios que devem ser afetados com a UHE- Sinop, Colíder, Paranaíta, Claudia, Alta Floresta, Paranaíta, Nova Canaã e Itaúba-, em Alta Floresta, dia 19. Outros dois encontros já foram realizados em Sinop e Colíder, nos últimos dois meses.

Contudo, enquanto entidades discutem compensações, o processo de liberação da usina é moroso. Recentemente, conforme Só Notícias informou, o Ministério Público Estadual (MPE) requereu, no início do mês, anulação da licença ambiental da obra. O órgão apontou que laudos técnicos elaborados por professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), demonstram uma série de vícios no Estudo e no Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

Entre essas irregularidades, o MP destacou omissões na delimitação das áreas de influência do empreendimento; falta de definição dos métodos de transposição de espécies ameaçadas de extinção em virtude a obra; além de falhas em relação às alterações do regime hidrológico do Rio Teles Pires.

A usina que terá capacidade de gerar 400 megawatts de energia será construída abrangerá território de Sinop, Itaúba, Sorriso, Ipiranga do Norte, Cláudia. O reservatório deve inundar pelo menos 23 mil hectares somente em Sinop. O número de empregos diretos e indiretos que devem ser gerados e o investimento que deve ser feito ainda não foram divulgados oficialmente. O processo de liberação pode durar até quatro anos e meio.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sistema de transmissão para hidrelétricas em MT terá 1.500 km de extensão


Fonte: Redação
Data: 04/08/2011 15:42

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) finalizou os estudos para definição do sistema de transmissão associado às usinas Teles Pires (1.820 MW), São Manoel (700 MW), Sinop (400 MW), Colíder (300 MW) e Foz do Apiacás (230 MW). A soma da potência instalada será de de 3.450 megawatts (MW). O objetivo do trabalho foi encontrar a melhor alternativa que garanta o pleno escoamento da eletricidade que será produzida pelos empreendimentos de geração, levando em conta a longa distância dos centros consumidores.

O estudo contemplou a análise de tecnologias em corrente alternada e corrente contínua, além de diversos pontos de chegada das linhas na região Sudeste, principal centro consumidor de energia do país. A opção pela implantação de um sistema em corrente alternada em 500 quilovolts (kV) possibilita a viabilização de futuras conexões com os sistemas locais, próximos às usinas hidrelétricas. Com relação às questões socioambientais, os estudos concluíram que as faixas de terrenos não apresentam características que venham a dificultar a implantação das futuras linhas de transmissão.

A alternativa que será implantada estabelece inicialmente a integração das cinco usinas com o Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de três linhas de transmissão entre as subestações de Paranaíta e Ribeirãozinho, ambas localizadas em Mato Grosso. Neste trecho haverá ainda a implantação de três novas subestações. A partir da subestação de Ribeirãozinho, será construída uma nova linha até a subestação Rio Verde Norte (GO), de onde partirão outras duas linhas de transmissão até uma nova subestação em Marimbondo (na fronteira entre MG e SP).

Esse conjunto de projetos totaliza 1.500 quilômetros de extensão, desde a subestação de Paranaíta até a de Marimbondo. Serão investidos cerca de R$ 3,8 bilhões em todo o sistema de transmissão, e a estimativa é que o leilão dessas novas linhas e subestações ocorra ainda em 2011. Os projetos terão que entrar em operação até janeiro de 2015, data prevista para o início do funcionamento comercial da hidrelétrica de Teles Pires - licitada no final do ano passado.

As análises estratégicas do escoamento da energia que será produzida pelas usinas hidrelétricas em Mato Grosso, bem como a comparação econômica dos custos entre as opções estudadas, permitiram que a alternativa de transmissão recomendada assegurasse o desempenho adequado do sistema de transmissão dentro dos padrões de confiabilidade, segurança e qualidade de suprimento que caracterizam as linhas planejadas pela EPE para o SIN.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Governo investe R$ 5 bi em hidrelétrica


O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em sua segunda versão, prevê R$ 958,9 bilhões em investimentos entre os anos de 2011 e 2014 e mais uma média de R$ 631,6 bilhões após 2014. Somados, os dois períodos totalizam um montante de R$ 1,59 trilhão. Destes, a maior parte está direcionada para a área de energia elétrica, que sozinha custará ao Governo Federal R$ 465 bilhões entre 2011 e 2014 e mais R$ 627 bilhões após este período. Em Mato Grosso, a construção das Usinas Hidrelétricas (UHE) Teles Pires e Colíder, juntas, custarão aos cofres públicos R$ 5 bilhões somente no período de 2011-2014.

A UHE Teles Pires tem como meta, segundo o relatório do PAC 2 divulgado pelo Governo Federal no último dia 29, produzir 1.820 MW de energia. A responsável pela execução da obra é a Companhia Hidrelétrica Teles Pires, composta pela Eletrosul (24,5%), Neoenergia (50,1%), Furnas (24,5%) e a ODEBRECHT (0,9%).

A data de operação prevista para a usina é em 30 de maio de 2015, com data de conclusão das obras marcadas para até 30 de setembro do mesmo ano. O contrato de concessão da usina já foi assinado em junho deste ano e, para dar segmento à obra, a empresa aguarda a emissão da licença de instalação pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O documento deve ser concedido até 19 de agosto deste ano, para que o as obras se iniciem até o final de outubro.

Outra usina, de menor porte, também localizada no rio Teles Pires, está inclusa nos recursos destinados ao PAC 2. Com meta de produção de 300 MW, a usina deverá “abocanhar” R$ 1,3 bilhão até 2014. A empresa responsável pela execução das obras é a Companhia Paranaense de Energia (Copel). O contrato de concessão foi assinado em janeiro de 2011 e a licença de instalação já foi emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) em dezembro de 2010. As obras já estão com 13,4% de progresso e a meta da empresa é concluir 17% até dezembro.

Planejamento

O Governo Federal pretende ainda, investir os recursos do PAC também na instalação de mais uma UHE, que ainda está em fase de estudos para implantação. A UHE Sinop deverá ser erguida igualmente no rio Teles Pires e terá meta de produção de 400 MW. A empresa responsável pelos estudos é a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os investimentos previstos pelo governo são de R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos e mais R$ R$ 311,2 milhões após 2014.

Agora, a empresa aguarda que a emissão de licença prévia da Sema até 30 de setembro deste ano, a fim de dar continuidade aos estudos de viabilização para instalação.
 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Usina Colíder gerará receitas superiores a R$ 5 bilhões durante a vigência da concessão


    Depois de marcar sua entrada no maior pólo consumidor de energia elétrica do Brasil, arrematando em junho a concessão para construir e operar duas obras de grande porte -- uma linha de transmissão e uma subestação -- no interior de São Paulo, a Copel agora vai ingressar na região que concentra a maior parte do potencial hidrelétrico remanescente do país, a Amazônia.

    No leilão para contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração realizado nesta sexta-feira (dia 30 de julho) pela Aneel, a Companhia paranaense arrematou a concessão para construir e operar a Usina Colíder, empreendimento com 300 megawatts de potência situado no Mato Grosso, a 700 km da capital Cuiabá e nas proximidades da cidade de Colíder.

    Receitas
    A Copel venceu os seus competidores oferecendo um deságio de 10,9% sobre o valor teto fixado pela Aneel, dispondo-se a vender 70% da eletricidade produzida por R$ 103,40 por megawatt-hora. Essa energia será destinada a 27 distribuidoras do país todo.

    A comercialização obrigatória no ambiente regulado de 70% da energia garantida da Usina Colíder vai assegurar à Copel, pelo prazo de 30 anos, uma receita anual total de R$ 113,2 milhões. Os demais 30% serão negociados no mercado livre, onde os preços de venda são melhores. Considerando por hipótese que toda a produção da usina venha a ser negociada pelo preço do mercado regulado, a nova hidrelétrica da Copel gerará mais de R$ 5 bilhões em receitas durante todo o tempo da concessão.

    Por ser uma obra incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, a Copel irá gestionar excepcionalização junto ao Conselho Monetário Nacional a fim de tornar o empreendimento elegível para a obtenção de financiamentos junto ao BNDES.

    Nova era
    A vitória na disputa pela Usina Colíder foi exaltada como sendo "o início de uma nova era de crescimento da Copel" pelo seu presidente Ronald Ravedutti, em cujo entendimento "a empresa está assumindo uma dimensão maior, deixando de participar no cenário energético como uma força regional para se consolidar, cada vez mais, como um agente de envergadura nacional".

    Segundo ele, a estratégia em curso na Copel de atuar com mais arrojo e ousadia na disputa por novos empreendimentos tem esse objetivo. "Nossas diretrizes estratégicas, estabelecidas pelo Conselho de Administração em atendimento às orientações do governador Orlando Pessuti, visam posicionar a Companhia como um agente de peso e de alcance nacional crescente", argumentou Ravedutti. "E sob esse aspecto, o ingresso da Copel na bacia do rio Tapajós, onde 12 outros aproveitamentos hidrelétricos já estão sendo projetados, deixará a empresa numa condição excepcional perante os competidores quando as novas outorgas forem colocadas em disputa".

    Parceiros
    A Copel disputou isoladamente a concessão da Usina Colíder como investidora, mas já contando com uma estrutura de parceiros pré-contratados que inclui as empresas J. Malucelli Construtura, Engevix, VLB Engenharia, CR Almeida e Impsa.

    O outro empreendimento de interesse da Copel que foi negociado no mesmo leilão, a Usina Hidrelétrica Garibaldi, em Santa Catarina, foi arrematado por um grupo privado que ofereceu deságio de quase 20% em relação ao preço teto do edital. "Participamos dessa disputa ao lado da Eletrosul e dentro do nosso limite de responsabilidade como empresa estatal, pois entendemos tratar-se de um empreendimento com elevado risco fundiário, com escala reduzida e, em termos estratégicos, que não nos abre novas perspectivas futuras", informou o presidente. "Dessa forma, preferimos concentrar nossos esforços na Usina Colíder, esta sim, um projeto com enorme potencial estratégico por já colocar a Copel dentro da região onde acontecerá a expansão da geração hidrelétrica do Brasil".

    Colíder
    A Usina Colíder será o primeiro de quatro aproveitamentos hidrelétricos previstos para serem executados no curso do rio Teles Pires, no norte do Mato Grosso. Esse rio integra a bacia do Tapajós, um dos principais afluentes do rio Amazonas e, no seu trecho final, marca o limite entre os estados do Mato Grosso e Pará. Além desses quatro empreendimentos, existem mais oito aproveitamentos de grande porte inventariados na bacia do Tapajós previstos para serem leiloados nos próximos anos. Ademais, há outros rios da mesma bacia que estão em fase de estudos de inventário.

    O empreendimento Colíder terá 300 megawatts de potência instalada -- o suficiente para atender ao consumo de uma cidade com 850 mil habitantes -- e deverá começar a produzir energia em dezembro de 2014. Seu sistema de transmissão será formado por uma subestação e uma linha de transmissão com 130 km de extensão, ambas na classe de tensão de 500 mil volts.

    Conforme estimativas incluídas pela Aneel no edital do leilão, os investimentos necessários à construção da Usina Colíder somarão perto de R$ 1,26 bilhão.

    Barragem
    As características técnicas da hidrelétrica prevêem a construção de uma barragem no trecho médio do rio Teles Pires, nas proximidades da cidade de Colíder, com 1.270 metros de comprimento na crista e 37 metros de altura máxima. A estrutura formará um reservatório com superfície total de 172 km2 -- sendo 24,7 km2 a área correspondente à calha do rio e 147,3 km2 de área a ser alagada. O represamento vai atingir terras de quatro municípios (Nova Canaã do Norte, onde será instalada a casa de força da hidrelétrica, e mais Colíder, Itaúba e Cláudia), localizados numa região onde a estrutura fundiária é formada predominantemente por grandes propriedades e cuja principal atividade econômica é a pecuária bovina.

    Durante a elaboração do EIA/Rima do empreendimento, foram cadastradas na região de influência direta da Usina Colíder 86 unidades fundiárias rurais, uma pousada dedicada ao turismo rural e 13 ranchos utilizados para pesca. Também foram identificados seis sítios arqueológicos e cinco áreas de ocorrências arqueológicas. Embora não existam terras indígenas na área de influência direta da hidrelétrica, os estudos preliminares apontaram a existência de comunidades indígenas pertencentes a quatro diferentes etnias na bacia do rio Teles Pires.

    A licença prévia ambiental da Usina Hidrelétrica Colíder foi concedida em dezembro de 2009. Segundo informações do EIA/Rima elaborado para o empreendimento, as obras deverão gerar cerca de 2,7 mil empregos diretos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Hidrelétrica Teles Pires será responsável por 8% da energia consumida no País

A presidenta Dilma Rousseff participou em Brasília, da cerimônia de assinatura do contrato de concessão da construção da Usina Hidrelétrica Teles Pires, situada na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará. A disputa pelo empreendimento foi vencida pelo consórcio formado pelas empresas Neoenergia (50,1%), Odebrecht (0,9%), Furnas (24,5%) e Eletrosul (24,5%).
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, destacou a importância do empreendimento para assegurar o abastecimento de energia no Brasil. O ministro informou que a decisão de licitar o aproveitamento hídrico foi tomada pela presidenta Dilma em 2003, quando assumiu o Ministério de Minas e Energia no governo do presidente Lula.
O presidente da Neoenergia, Marcelo Corrêa, disse que o investimento do grupo é a sinalização de “uma mensagem de ousadia e confiança no País e na população”. Corrêa disse que as primeiras máquinas da hidrelétrica estão previstas para entrar em operação no início de 2015, mas os sócios trabalham numa antecipação de três a quatro meses. O empreendimento vai gerar 17 mil empregos diretos e indiretos com investimentos estimados em cerca de R$ 3,3 bilhões.
“É importante destacar que todos os equipamentos utilizados pela UH Teles Pires serão fabricados no Brasil. Trata-se da iniciativa do governo federal em garantir energia limpa e renovável”, afirmou Lobão.
A partir da assinatura do contrato de concessão, o grupo vai trabalhar na Licença de Instalação (LI). A expectativa das empresas é que as obras sejam iniciadas em agosto de 2011. Corrêa informou que todas as providências estão sendo tomadas junto aos setores encarregados em conceder a licença.

Teles Pires
O local da implantação da UH Teles Pires está situado na região do médio Teles Pires, na divisa dos estados de Mato Grosso e do Pará. O reservatório ocupará áreas dos municípios de Jacareacanga (PA) (16% do reservatório) e Paranaíta (MT) (84% do reservatório).
Serão instaladas na usina seis unidades geradoras de 303,3 megawatts (MW) cada, totalizando 1.820 MW de potência. Essa capacidade proporcionará uma energia assegurada para o Sistema Interligado Nacional de 917 MW médios. Essa energia é suficiente para abastecer 8% das residências brasileiras.
O reservatório da UHE Teles Pires terá 152 quilômetros quadrados (km²), uma relação de 0,08 km²/MW, enquanto a média atual é de 0,49  km²/MW, seis vezes menor.
O leilão ocorreu no dia 17 de dezembro de 2010 e apresentou o menor preço de energia elétrica adquirida em leilões de energia nova: R$ 58,35 por MW/hora.
A construção da usina proporcionará a incorporação de uma expressiva capacidade de geração ao SIN, gerando energia limpa e renovável a preços muito abaixo da média dos últimos leilões, contribuindo para a modicidade tarifária.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Usina hidrelétrica Teles Pires deve começar a ser construída em agosto

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Usina Hidrelétrica Teles Pires deverá começar a ser construída em agosto e a previsão é de que fique pronta em janeiro de 2015. O contrato de concessão do empreendimento, que foi leiloado em dezembro do ano passado, foi assinado hoje (o7/06) no Palácio do Planalto.
O presidente da empresa Neoenergia, uma das responsáveis pela obra, Marcelo Corrêa, disse que espera que a licença de instalação do empreendimento, que permite o início da construção da obra, seja emitida em até 90 dias. O grupo que vai construir a usina também é formado pelas empresas Furnas, Eletrosul e Odebrecht.
A hidrelétrica terá potência instalada de 1.820 megawatts e será construída no Rio Teles Pires, entre os estados de Mato Grosso e do Pará. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a construção da usina vai gerar cerca de 4,2 mil empregos diretos e indiretos, e todos os equipamentos utilizados serão construídos no Brasil. O custo estimado é de R$ 3,3 bilhões.
Segundo Lobão, a energia gerada pela usina é suficiente para abastecer 8% de todas as residências do país. “É uma iniciativa do governo federal para garantir a segurança energética de que o país necessita. Vem se juntar ao parque brasileiro de fornecimento de energia limpa e renovável”.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Resultado do Leilão da UHE Teles Pires é homologado pela ANEEL

 A diretoria colegiada da ANEEL aprovou na reunião da última terça-feira (08/02) a homologação do resultado do leilão de energia nova, realizado em 17 de dezembro de 2010, para contratação da produção proveniente apenas de empreendimentos de geração hidrelétrica. Com a decisão foram adjudicadas* as concessões das Usinas Hidrelétricas (UHE) Teles Pires do Mato Grosso e Santo Antônio do Jarí do Amapá, integrantes do certame.
     A UHE Teles Pires terá potência instalada mínima de 1820 Megawatts (MW) e será construída no rio Teles Pires (MT). A usina foi arrematada pelo Consórcio Teles Pires Energia Eficiente com preço de lance final de R$ 58,36 por MWh, deságio de 33% ao preço inicial de R$ 87 por MWh.
O vencedor do leilão de energia da UHE Santo Antônio do Jari foi o consórcio Amapá Energia, formado pelas empresas ECE Participações e Jari Energética, com preço de lance final de R$ 104 por MWh, sem deságio em relação ao preço inicial. A UHE, com potência instalada de 300 MW, está instalada no rio Jari (AP).
     O leilão terminou com a contratação de 968 MW médios, a um preço médio de venda de R$ 67,31 por MWh. O valor total dos investimentos chega a R$ 4,8 bilhões. As duas usinas que venderam energia no leilão assinarão contratos de compra e venda de energia com 30 anos de duração, com início de suprimento a partir de 1° de janeiro de 2015. Confira aqui o aviso de adjudicação e homologação do certame. (DB/GL)
*Adjudicação – Pela Lei nº. 8666/92 (Lei de Licitações), a adjudicação é ato final da atuação da Comissão de Licitação ou do Pregoeiro. É um ato preparatório para a homologação, que por sua vez é a aprovação dada por autoridade judicial ou administrativa a certos atos particulares para que produzam os efeitos jurídicos que lhes são próprios.


fonte ( http://www.aneel.gov.br )

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Aneel aprova resultado do leilão de Teles Pires

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o resultado do leilão da hidrelétrica de Teles Pires, realizado em dezembro do ano passado. De acordo com nota publicada no site do órgão nesta sexta-feira, a diretoria colegiada da Aneel aprovou a homologação do resultado do leilão em reunião realizada na terça-feira.
"Com a decisão foram adjudicadas as concessões das usinas hidrelétricas de Teles Pires, do Mato Grosso, e Santo Antônio do Jari, do Amapá", informa a Aneel na nota. A adjudicação é uma etapa burocrática do processo de homologação que, por sua vez, significa a aprovação efetiva do processo.
A usina de Teles Pires será construída no rio de mesmo nome entre os Estados do Mato Grosso e Pará. A hidrelétrica terá capacidade de gerar 1.820 megawatts (MW) de energia. O consórcio que arrematou a usina é formado por Furnas (24,5% de participação), Eletrosul (24,5%), Neoenergia (50,1%) e Odebrecht (0,9%).
( Renato Andrade, da Agência Estado )