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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Copel reforçará transmissão de energia no Paraná e São Paulo


A Copel recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel para implantar reforços nas instalações de transmissão em dois de seus empreendimentos: na subestação Cascavel Oeste, no Oeste do Paraná, e na linha de transmissão Araraquara 2 a Taubaté, em 500 mil volts, no interior do estado de São Paulo.
As obras autorizadas envolvem investimentos da ordem de R$ 36,8 milhões e irão assegurar um adicional anual de receitas de R$ 5,2 milhões à subsidiária de geração e transmissão de energia elétrica da Companhia. Os projetos básicos já estão sendo iniciados.
Cascavel
Os reforços autorizados para a subestação Cascavel Oeste, no Paraná, compreendem a instalação do terceiro banco de autotransformadore da unidade que será composto por tres equipamentos com potência individual de 200 MVA (megavolts-ampères), operando nas tensões de chegada de 525 mil e 230 mil volts e dos módulos de conexões associados além da ampliação do barramento de 525 mil volts.

Essa é a maior subestação do sistema de transmissão operado pela Copel, com potência de transformação de 1.200 MVA. O aumento da sua capacidade em 600 MVA vai proporcionar maior disponibilidade de energia para os consumidores estabelecidos em todo o Oeste e Sudoeste do Estado, com melhoria na segurança operacional e nos níveis de confiabilidade do sistema elétrico.
Para a instalação desses reforços de transmissão na subestação Cascavel Oeste, também será necessária a realocação de estruturas metálicas de três linhas de transmissão no terreno e no entorno da subestação. Uma das linhas é de propriedade da Copel, outra da Abengoa e a terceira, da Eletrosul.
A implantação dessas obras exigirá investimentos estimados em R$ 35,5 milhões, permitindo à subsidiária de geração e transmissão da Copel uma receita anual de R$ 5,1 milhões. Tal empreendimento representa 15% das metas físicas de expansão da transmissão relativamente à capacidade de transformação prevista no planejamento estratégico da Companhia até 2015.
São Paulo
Também foi aprovada pela Aneel a implantação de circuito duplo nos últimos 5,4 km da linha de transmissão em 500 mil volts que interligará as subestações Araraquara 2 e Taubaté, no interior de São Paulo, com lançamento somente do primeiro circuito.
Tal alternativa viabilizará a construção da futura conexão prevista entre as subestações Taubaté e Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro, por meio de uma linha de transmissão que também deverá operar na tensão de 500 mil volts.
Os impactos sociais e econômicos antevistos para a construção da linha até Nova Iguaçu serão significativamente atenuados, pois ela poderá compartilhar tanto as torres quanto a faixa de segurança da linha que a Copel está construindo e cujo traçado passa por uma região urbana de Taubaté cujo crescimento é bastante expressivo.
A execução dessa obra autorizada pela Aneel exigirá a utilização de uma nova série de estruturas metálicas adequadas à sustentação de dois circuitos de transmissão e a implantação de 11 torres autoportantes, sendo quatro do tipo ancoragem e sete do tipo suspensão.
Esses reforços na linha de transmissão entre Araraquara e Taubaté terão custo aproximado de R$ 1,3 milhão e vão proporcionar à Copel um aumento de R$ 140 mil na receita anual permitida para esse empreendimento.
A concessão para a construção dessa linha, que integra o Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, foi arrematada pela Copel em leilão promovido pela Aneel no dia 11 de junho de 2010.
Com 356 km de extensão, essa linha reforçará a rede básica de transmissão que atende ao maior pólo consumidor de eletricidade do país, permitindo escoar a energia proveniente das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em construção no rio Madeira, na Região Amazônica.


sábado, 13 de agosto de 2011

Aripuanã: Após atraso de 6 meses usina entra em operação


Por enquanto, estão sendo realizados testes.
 Após 6 meses de atraso, a Usina de Dardanelos, instalada no rio Aripuanã, está pronta para entrar em operação, gerando 261 megawatts (MW) de energia. As informações são do diretor técnico da Energética Águas da Pedra, Arfield Ramos Tomas, prevendo início das atividades em até uma semana, já que solicitação ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para operação comercial foi apresentada. No empreendimento foram investidos R$ 580 milhões.

 "Agora é rápido, único problema é o baixo volume de água, porque com a seca a vazão diminuiu muito". Linhas de transmissão (LT) interligando Aripuanã às subestações em Brasnorte e Juína e então ao Sistema Integrado Nacional (SIN) estão concluídos. Gerente de operações da Empresa Brasileira de Terraplanagem e Engenharia Ltda (EBTE), Joeval Gusmão da Rosa, diz que o trecho de 207 km entre Brasnorte e Juína está concluído, após embargo indígena. "Desde início deste mês LT está pronta". Ela integra um empreendimento de 775 km de extensão no Estado.

 De acordo com informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o grupo de linhas possibilitará o escoamento de energia de diversas usinas instaladas e a serem construídas em Mato Grosso, agregando 1,120 mil MW de potência ao SIN. Conforme dados do primeiro balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para período 2011-2014, apresentado nesta sexta-feira (29), associando a produção energética de Dardanelos à hidrelétrica de Estreito, no Rio Tocantins (MA/TO) e do Complexo Eólico Cerro Chato, no Rio Grande do Sul, mais 2 mil megawatts de energia entram em operação no país.

 Balanço do PAC 2 mostra que 14% das obras do setor de energia já foram concluídas, havendo 76% em andamento adequado, 9% que merecem atenção e 1% em situação preocupante.

Em Mato Grosso existe atualmente 49 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), com potência instalada de 645,92 MW. Conforme estudo apresentado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), entregue à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre 2014 e 2019 serão viabilizados projetos de 7 usinas hidrelétricas (UHE) em Mato Grosso, as quais permitirão gerar mais 4,072 mil MW de energia, somados aos atuais 1,95 mil MW, montante proporcional a 1,98% da potência total no país (108,26 mil MW) e 22% da região Centro-Oeste.

 No ultimo dia 27 foi assinado contrato de concessão do Lote A do Leilão de Transmissão 008/2010, na Aneel. Entre eles, da subestação de Lucas do Rio Verde, de 230/138 kV, arrematada pela Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A. O deságio médio foi de 35,03%. A Receita Anual Permitida (RAP) ofertada foi de R$ 1,917 milhão. Obra deve gerar 120 empregos diretos, sendo entregue em 2 anos.

 Com empreendimento, crescimento da carga da cidade será suprido. Foram leiloados 7 empreendimentos, com 555 km de linhas de transmissão e 9 subestações, disputados por 14 empresas e 10 consórcios. Os investidores são brasileiros, espanhóis, chineses e portugueses.
Fonte: Redação - MT Notícias com GD

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sistema de transmissão para hidrelétricas em MT terá 1.500 km de extensão


Fonte: Redação
Data: 04/08/2011 15:42

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) finalizou os estudos para definição do sistema de transmissão associado às usinas Teles Pires (1.820 MW), São Manoel (700 MW), Sinop (400 MW), Colíder (300 MW) e Foz do Apiacás (230 MW). A soma da potência instalada será de de 3.450 megawatts (MW). O objetivo do trabalho foi encontrar a melhor alternativa que garanta o pleno escoamento da eletricidade que será produzida pelos empreendimentos de geração, levando em conta a longa distância dos centros consumidores.

O estudo contemplou a análise de tecnologias em corrente alternada e corrente contínua, além de diversos pontos de chegada das linhas na região Sudeste, principal centro consumidor de energia do país. A opção pela implantação de um sistema em corrente alternada em 500 quilovolts (kV) possibilita a viabilização de futuras conexões com os sistemas locais, próximos às usinas hidrelétricas. Com relação às questões socioambientais, os estudos concluíram que as faixas de terrenos não apresentam características que venham a dificultar a implantação das futuras linhas de transmissão.

A alternativa que será implantada estabelece inicialmente a integração das cinco usinas com o Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de três linhas de transmissão entre as subestações de Paranaíta e Ribeirãozinho, ambas localizadas em Mato Grosso. Neste trecho haverá ainda a implantação de três novas subestações. A partir da subestação de Ribeirãozinho, será construída uma nova linha até a subestação Rio Verde Norte (GO), de onde partirão outras duas linhas de transmissão até uma nova subestação em Marimbondo (na fronteira entre MG e SP).

Esse conjunto de projetos totaliza 1.500 quilômetros de extensão, desde a subestação de Paranaíta até a de Marimbondo. Serão investidos cerca de R$ 3,8 bilhões em todo o sistema de transmissão, e a estimativa é que o leilão dessas novas linhas e subestações ocorra ainda em 2011. Os projetos terão que entrar em operação até janeiro de 2015, data prevista para o início do funcionamento comercial da hidrelétrica de Teles Pires - licitada no final do ano passado.

As análises estratégicas do escoamento da energia que será produzida pelas usinas hidrelétricas em Mato Grosso, bem como a comparação econômica dos custos entre as opções estudadas, permitiram que a alternativa de transmissão recomendada assegurasse o desempenho adequado do sistema de transmissão dentro dos padrões de confiabilidade, segurança e qualidade de suprimento que caracterizam as linhas planejadas pela EPE para o SIN.

Transmissão de hidrelétricas de MT terá investimento de R$ 3,8 bi




As linhas de transmissão dos cinco novos projetos de usinas hidrelétricas no Mato Grosso demandarão investimentos de R$ 3,8 bilhões, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
O leilão das linhas de transmissão e subestações deve ocorrer ainda em 2011. Segundo a EPE, os projetos terão que entrar em operação até janeiro de 2015, data prevista para o início do funcionamento comercial da usina de Teles Pires, com potência instalada de 1.820 megawatts (MW) e que foi licitada no final do ano passado. As outras hidrelétricas previstas no Estado são Sinop (400 MW), Colíder (300 MW), Foz do Apiacás (230 MW) e São Manoel (700 MW).
De acordo com a EPE, as cinco usinas serão inicialmente integradas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de três linhas de transmissão entre as subestações de Paranaíta e Ribeirãozinho, ambas em Mato Grosso. A partir de Ribeirãozinho, será construída uma nova linha até a subestação Rio Verde Norte (GO), de onde partirão outras duas linhas de transmissão até uma nova subestação em Marimbondo - na fronteira entre Minas Gerais e São Paulo. O conjunto de projetos, conforme a EPE, totaliza 1,5 mil km de extensão.
O estudo contemplou a análise de tecnologias em corrente alternada e corrente contínua, para definir qual a melhor para os empreendimentos. "A opção pela implantação de um sistema em corrente alternada... possibilita a viabilização de futuras conexões com os sistemas locais, próximos às usinas hidrelétricas", disse a EPE. "Com relação às questões socioambientais, os estudos concluíram que as faixas de terrenos não apresentam características que venham a dificultar a implantação das futuras linhas de transmissão", acrescentou a EPE

sábado, 11 de junho de 2011

Ibama autoriza instalação da linha de transmissão de hidrelétricas no rio Madeira

O Ibama emitiu nesta quinta-feira (09) licença para instalação da  Linha de Transmissão Coletora Porto Velho – Araraquara 2, n° 1, conhecida como “Linhão do Madeira”, que será a responsável pelo escoamento de parte da energia produzida nas Usinas Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira.
Com corrente contínua de 600kV, a linha de transmissão percorrerá uma distância de 2.381 km, com aproximadamente 5.000 torres, atravessando 81 municípios, partindo do estado de Rondônia e passando por Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
Também integram essa lista os desvios da zona de amortecimento do Parque Nacional Chapada dos Guimarães, de fragmentos florestais relevantes, de áreas urbanas, de reservas legais, de serras, de áreas de proteção permanente, de cavidades naturais subterrâneas etc.
O empreendedor deverá adotar alternativas tecnológicas menos impactantes, a exemplo da instalação de torres autoportantes, que exigem desmatamento menor, em fragmentos florestais relevantes, e usar estruturas temporárias (pontes brancas e estivas) em vez de aterrar áreas alagadas. Precisará ainda instalar o “linhão” próximo a linhas de transmissão já existentes ao longo do traçado programado.
Estão previstos 21 programas ambientais, a serem executados durante a fase de instalação do “linhão”, envolvendo educação ambiental dos trabalhadores, comunicação social, reposição florestal, instituição da faixa de servidão e outros.
O conjunto das medidas reduzirá a supressão da vegetação e a interceptação de fragmentos florestais.
“O processo de licenciamento ambiental resultou em ganhos socioambientais e melhorias do projeto”, afirma a diretora de Licenciamento Ambiental, Gisela Forattini.
As informações são da assessoria de comunicação do Ibama.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Aneel Reconhece Falha na Montagem de Linhas de Transmissão

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconheceu que o não cumprimento do cronograma pela Energética Águas da Pedra (EAPSA), responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica Dardanelos (261MW), em Aripuanã, norte de Mato Grosso, aconteceu porque a Empresa Brasileira de Transmissão de Energia (EBTE) ainda não conclui a instalação dos transmissores.

A EAPSA ganhou um prazo de dez dias para que seja feita a opção por qual saída será utilizada para contornar os problemas no empreendimento e ficou isenta de multa. A usina deveria entrar em operação em janeiro de 2011.

Com isso, o relator do processo referente à hidrelétrica, André de Nóbrega, deu à empresa duas opções: comprar energia no mercado livre para honrar os contratos fechados com as distribuidoras na ocasião do leilão da usina, recebendo a receita total prevista nesses acordos; ou se eximir de cumprir os compromissos, mas, nesse caso, ficando também sem a receita deles proveniente.

"O estudo dos autos deixa evidente que a Águas da Pedra não pode ser responsabilizada pela não entrada em operação", apontou Nóbrega.

A EAPSA informou à Aneel, desde agosto de 2010, que a usina já tinha condições de iniciar a geração de energia, mas que o atraso na linha de transmissão vem impedindo a operação comercial das turbinas. Diante disso, numa reunião ontem (8-2) com a diretoria colegiada da Aneel, foi analisado e aceito o pedido da EAPSA para isenção das obrigações de cumprimento de contratos de comercialização da energia da hidrelétrica e de recomposição de lastro no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O pedido da empresa foi baseado no argumento de que a linha de transmissão - cuja obra ficou a cargo da Empresa Brasileira de Transmissão de Energia (EBTE) - deveria ter entrado em operação em 16 de junho de 2010, o que não se cumpriu.

Durante a discussão do caso, o diretor ainda lembrou que os dados apontam que a hidrelétrica estava pronta para gerar desde julho, o que também fez os investidores perderem receitas que poderiam surgir com a venda dessa energia de antecipação no mercado livre.

Na reunião também foi destacada a importância da Aneel convocar uma reunião com a EBTE, responsável pela linha atrasada, os órgãos ambientais e a Fundação Nacional do Índio (Funai) para discutir quais os entraves que ainda restam para a viabilização do empreendimento.

A Energética Águas da Pedra (EAPSA), empresa que tem como acionistas as empresas Neoenergia (51%), Eletrobras Chesf ( 24,5%) e Eletrobras Eletronorte (24,5%) é a responsável pela construção e operação da usina.

Aneel mostra preocupação com atrasos em linhas de transmissão

Crédito: gettyimages
Atraso nas Linhas de Transmissão
 A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revelou preocupação com o andamento das obras de linhas de transmissão no País. A questão veio à tona durante julgamento de pedido da Água da Pedra Energética, responsável pela construção da hidrelétrica de Dardanelos, no Mato Grosso. A usina está pronta há meses, mas aguarda a conclusão da linha que vai escoar sua energia para o sistema. Esse empreendimento está sendo tocado por outra companhia, a Empresa Brasileira de Transmissão de Energia (EBTE), que não consegue avançar devido a problemas ambientais.
O diretor lembrou que, no caso da usina de Dardanelos, os empreendedores tiveram de abrir mão de celebrar um contrato que, por parte deles, foi cumprido - no caso, o de entrega de energia às distribuidoras, firmado no momento em que a usina foi licitada, em 2006.
O diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, se disse menos pessimista e afirmou que acredita em uma melhora no processo. "Temos qua questionar o problema como um todo. É preciso que tenha análise de causas e consequências". O diretor lembrou também que tais entraves abrem a possibilidade de as empresas acionarem o governo na Justiça, uma vez que terão prejuízos não previstos. Ele também ponderou que o atraso na operação de uma hidrelétrica pode também acarretar custos ao sistema pela necessidade do acionamento de usinas térmicas, que geram energia mais cara.
Quem pode enfrentar complicações parecidas são os investidores por trás das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, que estão sendo construídas no rio Madeira, em Rondônia. Ao mesmo tempo em que as obras avançam e as empresas falam em adiantar a geração de energia, os empreendedores que construirão a linha que vai conectar as usinas aos centros de carga, na região Sudeste, ainda não têm licença ambiental para iniciar a implantação do empreendimento.