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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Alemanha inaugura usina híbrida com tecnologia eólica e de hidrogênio.


Instalação de geração de energia renovável é a primeira do tipo no mundo.
Armazenamento de hidrogênio permite fornecimento mesmo sem vento.


Usina servirá para desenvolver tecnologia híbrida de produção de energia. (Foto: AFP)
                   

Foi inaugurada nesta terça-feira (25) em Prenzlau, no leste da Alemanha, a primeira usina híbrida de energia eólica e de hidrogênio no mundo.
A vantagem dessa instalação é que, quando há muito vento, ela produz hidogênio que é armazenado para quando a velocidade do ar diminuir.
Assim, fica garantida uma capacidade estável de fornecimento de energia, o que apenas uma turbina eólica não pode assegurar, já que depende das condições meteorológicas para produzir mais ou menos eletricidade.
A Alemanha pretende que, até 2050, 80% de sua matriz energética seja renovável, reduzindo em especial o uso de energia nuclear e termoelétrica a carvão.
A nova usina, por enquanto, é um projeto-piloto que não funciona comercialmente. A ideia é usá-la para melhorar essa tecnologia a ponto de torná-la viável economicamente. Sua capacidade é de 6 Megawatt.
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*Com informações da AFP

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Leilão de energia nova tem 377 cadastrados, diz EPE


A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 377 empreendimentos para o leilão de energia nova que contratará a demanda do mercado cativo em 2016 (A-5), que será realizado pelo governo federal em 20 de dezembro deste ano. Esses projetos somam uma capacidade de 24,25 mil megawatts (MW), entre térmicas a gás e a biomassa, projetos eólicos, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), novas hidrelétricas e ampliações de hidrelétricas existentes.
De acordo com a EPE, as térmicas a gás natural representam 53% da oferta cadastrada para o leilão, totalizando 12,86 mil MW a partir de 34 projetos. A fonte eólica detém a maior quantidade de usinas inscritas, 296, totalizando 7,48 mil MW. Entre os Estados, o Rio Grande do Sul teve o maior número de projetos cadastrados, 87, enquanto o Rio de Janeiro registrou a maior oferta de energia, 3,009 mil MW. Quatorze usinas a biomassa foram inscritas, sendo 12 termelétricas movidas a bagaço de cana-de-açúcar (696 MW) e duas a cavaco de madeira (159,8 MW).
Entre os 14 projetos hidrelétricos, 10 usinas são novas concessões, que totalizam 2,16 mil MW. As hidrelétricas são: Cachoeira (63 MW), Castelhano (64 MW), Estreito Parnaíba (56 MW), Ribeiro Gonçalves (113 MW), Uruçuí (134 MW), Cachoeira Caldeirão (219 MW), São Roque (135 MW), São Manoel (700 MW), Sinop (400 MW) e Riacho Seco (276 MW). Esses projetos estão localizados nos rios Parnaíba (PI/MA), Araguari (AP), Canoas (SC), Teles Pires (MT/PA) e São Francisco (BA/PE). Dos 10 projetos, apenas Riacho Seco e Uruçuí não têm previsão de obter a licença ambiental prévia a tempo de participar do leilão A-5.
Já outros quatro projetos são expansões de hidrelétricas existentes e somam 584,3 MW. Entre as usinas, destaque para a expansão de um projeto entre os Estados do Amapá e do Pará, que provavelmente deve ser a hidrelétrica Santo Antônio do Jari, adquirida recentemente pela EDP. A companhia tem planos de expandir em cerca de 70 MW a capacidade dessa usina, volume que é exatamente o valor cadastrado no leilão A-5 do projeto entre o Amapá e o Pará.
A EPE também informou que está cadastrada no leilão a expansão de uma hidrelétrica em Rondônia, totalizando 450 MW de capacidade.

domingo, 25 de setembro de 2011

Super turbina eólica utiliza levitação magnética para produzir até 1 GWS


Super turbina eólica

A energia eólica é vista de forma muito simpática por todos aqueles que se preocupam com o meio ambiente. Os especialistas em energia, contudo, afirmam que a eletricidade produzida pelo vento necessitará de mais tecnologia e menos custos se quiser entrar para valer como uma fonte de geração definitiva.
Turbina com levitação magnética
A empresa MagLev apresentou na China aquela que poderá ser a solução tecnológica que faltava para a viabilização econômica da energia eólica. Com um design totalmente diferente dos tradicionais cataventos, a turbina MagLev utiliza levitação magnética para oferecer um desempenho muito superior em relação às turbinas tradicionais.
As pás verticais da turbina de vento são suspensas no ar acima da base do equipamento. Ao invés se sustentarem e de girarem sobre rolamentos, essas pás ficam suspensas, sem contato com outras partes mecânicas - e, portanto, podem girar sem atrito, o que aumenta exponencialmente seu rendimento.
Ímãs de neodímio
A turbina utiliza ímãs permanentes, e não eletroímãs, que poderiam diminuir seu rendimento líquido, já que uma parte da energia gerada seria gasta para manter esses eletroímãs em funcionamento.
Os magnetos permanentes são feitos de neodímio - um elemento contido no mineral conhecido como terras-raras, - largamente utilizado na fabricação de discos rígidos para computadores. Além de aumentar o rendimento, os ímãs diminuem os custos de manutenção da turbina, que dispensa lubrificação e as constantes trocas dos rolamentos.
Viabilização econômica da energia eólica
Segundo a empresa, a turbina MagLev consegue gerar energia a partir de brisas de apenas 1,5 metros por segundo e consegue suportar até vendavais de até 40 metros por segundo - o equivalente a 144 km/h.

gerador do moinho de vento de 5kw MAGLEV

As maiores turbinas eólicas atuais geram 5 MW de potência. Já uma única MagLev gigantesca poderia gerar 1 GW, suficiente para abastecer 750.000 residências. Isso acontece porque a nova turbina pode ser construída em dimensões muito grandes, o que não acontece com os tradicionais cataventos.
Segundo a empresa, a nova turbina gera 20% a mais de energia em relação à turbinas convencionais e tem um custo de manutenção 50% menor. Ainda segundo as estimativas do seu fabricante, uma super-turbina eólica que utiliza levitação magnética poderá funcionar continuamente por... 500 anos.

sábado, 9 de julho de 2011

Ceará terá 103 projetos inscritos no leilão de energia eólica

No último leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para contratação de energia gerada por fontes alternativas em 2010, o Ceará conseguiu aprovar apenas cinco projetos. A nova edição do leilão, em agosto deste ano, é a chance de se recuperar. Serão lançados 103 projetos somando 2,42 mil megawatts (MW) de capacidade instalada.

No ano passado, o Rio Grande do Norte levou a melhor e o Ceará espera recuperar os investimentos perdidos. Impasses ambientais foram considerados o maior motivo para a queda de projetos cearenses. A participação do estado em leilões do setor caiu 88,57% entre 2004 e 2010. O Ceará respondia por 63,9% dos contratos assinados e no ano passado, o percentual caiu para 7,3%.

Os projetos inscritos no leilão este ano somam 27,56 mil mw de capacidade instalada, entre térmicas a gás natural e a biomassa, usinas eólicas, pequenas centrais hidrelétricas (PCH) em duas categorias: A-3 e energia de reserva (LER). O primeiro leilão (A-3) será aberto a todas as fontes de energia para empreendimentos que entrarem em operação a partir de 2014. O LER será destinada exclusivamente para a energia eólica e a biomassa.

Reunião
Secretários estaduais ligados ao setor de energias do Ceará e Piauí se reuniram ontem com representantes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A reunião, que contou com representantes do Ministério das Minas e Energia, da Coelce, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Agência Reguladora dos Serviços públicos Delegados do Ceará (Arce) e representantes da classe empresarial decidiu a criação de grupos de trabalho para analisar a situação da energia no nordeste.

Adail Fontenele, secretário estadual da Infraestrutura, disse que os principais problemas levantados foram a deficiência em alimentação de energia, problemas de ordem ambiental e limitações de algumas empresas.

Para Adail, o cenário atual de engenharia no Nordeste é de progresso acelerado, com novas linhas de transmissão de energia.

Entre os projetos futuros, está a intenção de criar pequenas centrais hidrelétricas (PCH). O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp disse que a previsão é de que reuniões como essa aconteçam a cada três meses para discutir assuntos pontuais e propostas a longo prazo.

Em relação ao andamento dos grupos de trabalho para a Copa 2014, Adail disse que o ministério de Minas e Energia encomendou oito relatórios, um para cada capital-sede. O diagnóstico está concluído e as sedes devem apresentar o resultado ao Ministério em agosto. “O Ceará não tem grandes problemas”, garantiu o secretário.

domingo, 3 de julho de 2011

Vestas testa turbina invisível a radares e estima novos 20GW de eólicas


A dinamarquesa Vestas anunciou nesta quarta-feira (29/06) um importante passo para resolver um desafio do setor de energia eólica. A companhia testou com sucesso uma turbina que não causa interferência nas operações de radares que podem ser encontrados próximos a áreas militares e aeroportos.
A experiência, que foi conduzida numa planta no Reino Unido com a tecnologia do parceiro QinetiQ, é parte de uma pesquisa de colaboração que começou em 2006. Os resultados preliminares do teste anunciados em fórum do segmento no Canadá mostraram que a turbina V90 reduz em aproximadamente 99% a incidência na área de abrangência dos radares.
“Esse [atuação perto de radares] é um passo crítico para a comercialização dessas turbinas e abre um número significante de novas localizações para nossos clientes de energia eólica”, afirmou o presidente de tecnologia da Vestas, Finn Strom Madsen. A companhia estima que há 20GW de capacidade “bloqueada” pela interferência de radares em todo o mundo.
“A solução usa materiais que são absorvidos pelos radares, integrados nos processos dos componentes das turbinas, em modificações que não afetam a performance dos equipamentos”, explica o comunicado da empresa.
Siemens
A Siemens também anunciou nesta quarta uma nova turbina offshore - para usinas em alto mar - que “deve em breve forçar para baixo os preços da energia eólica”. A máquina, de 6MW de potência, está sendo instalada para testes na costa da Dinamarca, e, caso obtenha êxito, pode entrar em produção em 2014.
Segundo a companhia, o equipamento apresenta vantagens na instalação por ter o mesmo peso das turbinas convencionais de 2-3MW. Até hoje, a Siemens já instalou mais de 600 turbinas nas águas europeias, com uma capacidade total de 1.800MW. No portfólio da empresa, a tecnologia de aerogeradores representou 28 bilhões de euros em vendas no ano de 2010.

Demora na habilitação técnica deixa leilão de energia A-3 e de reserva para agosto


Os leilões de energia de reserva e de A-3 - que contratarão usinas para entrada em operação daqui a três anos - não acontecerão mais em julho, como o governo pretendia. Para a realização dos certames, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) precisa aprovar os editais com ao menos 30 dias de antecedência. Como isso ainda não aconteceu, a data esperada ficou inviável e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão de planejamento do Ministério de Minas e Energia, já admite que a licitação ficará para agosto.
"Deve sair uma portaria amanhã comunicando que o leilão vai sofrer um adiamento. De fato, os editais deveriam sair até hoje (quinta-feira, 30/6), mas já houve um acordo entre EPE, MME, Aneel e CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) para que o certame aconteça em agosto", explica o diretor de energia elétrica da EPE, José Carlos de Miranda.
De acordo com o executivo do órgão, o principal motivo para o não cumprimento do cronograma foi "a quantidade de projetos muito grande" inscrita para o certame. São 582 empreendimentos que somam 27.561MW e que precisam passar por uma habilitação técnica antes da licitação. "A EPE é uma empresa pública. Temos uma limitação de quadro e precisamos, com o quadro que temos, de mais tempo para analisar tudo", aponta Miranda.
O diretor, porém, destaca que o trabalho a ser feito "demonstra o sucesso dos leilões e do modelo, o interesse dos investidores em participar dos negócios". Segundo Miranda, a habilitação técnica segue "em pleno andamento". na EPE. "Estamos em um processo de analisar toda a documentação apresentada, as tecnologias. As medições de vento, no caso das eólicas, a disponibilidade de combustível, no caso das térmicas. É um processo normal, e tem que ser feito com cuidado, com atenção".
Os certames terão 10.935MW em parques eólicos, 10.871MW em termelétricas a gás natural e 4.580MW em usinas a biomassa. Além disso, ainda se inscreveram 725MW em pequenas centrais hidrelétricas e 450MW referentes ao projeto de expansão da hidrelétrica de Jirau, que está sendo construída no rio Madeira, em Rondônia. 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Copel compra participação em quatro parques eólicos no Rio Grande do Norte


A estatal paranaense Copel anunciou ao mercado nesta quinta-feira (16/6) que seu Conselho de Administração aprovou a aquisição de uma participação acionária em quatro parques eólicos. As usinas de Farol (20MW), Olho d´Água (30MW), São Bento do Norte (30MW) e Boa Vista (14MW) somam 94MW em capacidade instalada e pertencem à Galvão Energia, por meio do fundo Dreen Brasil Investimentos e Participações.
Pelo acordo, a Copel terá 49,9% dos parques, que venderam energia no leilão de fontes alternativas, realizado em agosto do ano passado. Segundo a empresa, as usinas "estão em fase de implantação". O negócio depende ainda de aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Energia eólica não tem prioridade para expansão no Brasil

SÃO PAULO (Agência USP) - As turbinas movidas pela força dos ventos (eólicas) são uma fonte limpa e renovável de energia, porém não constam como prioridade nos planos oficiais de geração energética, revela pesquisa do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP. A capacidade atual instalada é de 1 Gigawatt (GW), o que representa apenas 0,88% do total da energia disponível no Brasil. O trabalho da pesquisadora Juliana Chade mostra que os planos existentes podem aumentar essa capacidade para 6 GW até 2019, muito abaixo do potencial eólico do País, estimado em 143 GW.
O plano decenal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão do governo federal, insere a energia eólica como alternativa ao atendimento da carga. “Ele prevê uma capacidade instalada de aproximadamente 6 GW em 2019”, afirma a pesquisadora. “Entretanto, o plano energético oficial, com horizonte até 2030, elaborado pela EPE, dá ênfase à geração térmica, ao gás natural, carvão e nuclear, como alternativa de complementação à geração hídrica”. A pesquisa foi orientada pelo professor Ildo Sauer, do IEE.
De acordo com Juliana, o custo do investimento pode ser a maior dificuldade para a inserção da energia eólica no Brasil. “Mas os custos tendem a ser reduzidos com o aprendizado da tecnologia e incentivos governamentais”, destaca. “Outra dificuldade seria a falta de histórico de medição de ventos, pois dados de medição de longo prazo conduzem a projetos mais eficientes e com menos risco de incerteza na previsão de geração.”
A pesquisadora lembra que o Brasil possui pouco histórico com a tecnologia eólica e necessita treinar pessoas para manutenção e operação das usinas. “É preciso uma estratégia de inserção de fontes eólicas por meio de pacotes de fornecimento com a progressiva nacionalização da cadeia produtiva”, sugere. “Além disso, deve haver mecanismos de mobilidade de ciência e tecnologia para desenvolvimento da infraestrutura e logística, com programas de incentivos tecnológicos, recursos humanos, pesquisa, materiais, componentes, a fim de se obter ganho de escala na indústria”.
VentosSegundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, publicado pelo Centro Brasileiro de Referência para as Energias Solar e Eólica (CRESESB) do Centro de Pesquisas em Energia Elétrica (Cepel) das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), o Brasil possui um potencial eólico de 143 GW, valor analisado em 2001, quando haviam menores torres e ventos a 50 metros (m) de altura. “Hoje há torres mais altas, o que aumentaria o potencial estudado”, conta Juliana. “A região Nordeste possui aproximadamente metade do potencial do Brasil, outra região que se destaca é o litoral e interior do Rio Grande do Sul, que apresentam as maiores velocidades de ventos para a geração de energia”.
A energia eólica é uma fonte alternativa de energia limpa, renovável, ou seja que não se esgota, diferentemente das fontes térmicas de combustíveis fósseis, que além dos custos com combustível, geram gases de efeito estufa. “A eólica apresenta características de geração distribuída, o que reduz perdas na transmissão e a necessidade de investimentos de ampliação da rede”, diz a pesquisadora. “Além disso, os regimes de ventos apresentam sinais de complementaridade com o regime de hidrologia, preservando os níveis de armazenamento”.
Juliana observa que existem fábricas de pás e turbinas eólicas no Brasil, apesar de alguns materiais serem importados para a construção dos parques. “Nos últimos leilões de energia que contaram com fontes eólicas, em 2009 e 2010, houve uma maior participação da tecnologia e também redução em seus preços”, completa.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Cerro Chato III com 10 MW


A Eletrosul recebeu autorização da Aneel para operar comercialmente 10 MW da usina eólica Cerro Chato III (30 MW), em Santana do Livramento (RS). A usina terá 15 turbinas, de 2 MW cada, e faz parte do complexo eólico Cerro Chato que terá 90 MW, construído em parceria com a Wobben (10%), da alemã Enercon. 
O complexo foi arrematado em dezembro de 2009 e está adiantado em relação ao cronograma inicial, que previa operação comercial em 2012. As três fases de Cerro Chato demandaram investimentos de R$ 400 milhões.
A Aneel também liberou a operação em teste de 28,5 MW em três unidades geradoras da PCH Santa Luzia Alto. A usina fica no rio Chapecó, entre os municípios de São Domingos e Ipuaçu, em Santa Catarina.

terça-feira, 26 de abril de 2011

China instalará 18GW de eólicas em 2011, diz associação

Crédito: ArquivoA China, que é o país com a maior capacidade eólica instalada no mundo, deve incrementar seu parque instalado com 18GW eólicos em 2011. A estimativa é do vice secretário-geral da Associação Chinesa da Indústria de Energia Renovável, Ma Lingjuan.
Com isso, a expectativa é que, até o final deste ano, o país asiático alcance 58GW de usinas eólicas em operação. O plano da China é instalar de 150GW a 230GW de plantas eólicas no decorrer dos próximos 10 anos. O objetivo é que a energia eólica seja responsável por 15% da produção de energia chinesa.
Apesar da forte expansão, o número cogitado pelo executivo da associação é bastante inferior ao montante total instalado na China em 2010. No ano passado, os chineses agregaram 25GW eólicos à matriz elétrica.
Segundo Lingjuan, o custo de implantação das fazendas eólicas tem caído consideravelmente. A média do custo do MW instalado no país é de US$764 mil por unidade. Contudo, o executivo garante que algumas usinas já estão sendo viabilizadas ao preço de US$611 mil por MW instalado.

Cientistas desenham turbina eólica de 20MW de potência

Trabalho de laboratório dinamarquês é fruto de cinco anos de pesquisas
Por Milton Leal
A questão que os pesquisadores pretendiam responder era se seria possível construir uma turbina de 20MW com a tecnologia e os componentes já existentes no mercado. Como uma turbina possui de 16 a 20 mil componentes, os cientistas focaram o trabalho somente nas principais partes da máquina e chegaram a conclusão que é possível, sim, construir esse equipamento.
"A conclusão geral a que chegamos é que para construirmos uma turbina de 20MW, incrementaríamos o custo do equipamento em 20% com as atuais tecnologias. Eu acho que isso está longe de nos desencorajar", afirma Peter Hjuler Jensen, responsável pelo projeto.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Google anuncia investimentos de US$ 500 milhões em parque de energia eólica

Shepherds Flat pretende ser o maior parque desse tipo de energia no mundo. Junto com o Google participam do investimento as companhias japonesas Itochu Corporation e Sumitomo Corporation
REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA EFE
Depois de anunciar investimentos para a construção da maior usina de energia solar, o Google anunciou que colocará US$ 500 milhões em um projeto para a construção do maior parque eólico do mundo, mais um de seus investimentos em energia sustentável. A informação foi confirmada nesta terça-feira (19) pelo grupo norte-americano General Electric (GE), que ficará responsável pelas turbinas do parque a ser construído no Estado do Oregon. 

Junto com o Google participam do investimento as companhias japonesas Itochu Corporation e Sumitomo Corporation, que se tornarão, junto à gigante da internet, coproprietárias do complexo. 

"Este projeto é particularmente atrativo porque usa um sistema de turbinas muito avançado, além de gerar energia limpa e renovável", disse o responsável de operações comerciais verdes do Google, Rick Needham. 

O parque eólico incluirá 338 aerogeradores da GE, que ficará responsável pela manutenção destes pelos primeiros dez anos de operações. No total, as instalações foram avaliadas em US$ 2 bilhões e devem gerar cerca de 845 megawatts quando estiverem em funcionamento em 2012. 

Chamado de Shepherds Flat, o parque, a ser instalado nos condados de Gilliam e Morrow, servirá quase que exclusivamente ao Estado da Califórnia, vizinho do Oregon. O abastecimento energético californiano trará à costa oeste dos EUA, enfim, uma grande usina de energia renovável. 

O Google já investiu mais de US$ 350 milhões no setor das energias renováveis, incluindo o projeto da maior usina de energia solar do mundo, que está sendo construída na própria Califórnia. Já a japonesa Itochu tem investimentos em mais de 15 usinas nos EUA, e a Sumitomo possui duas usinas eólicas no Japão, uma na China e já é coproprietária de outra nos Estados Unidos junto à GE.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Argentinos investem pesado para gerar energia dos ventos

parque_eolicoNo Brasil, principalmente em regiões litoraneas sulistas ou nordestinas, as rajadas de ventos raramente atingem mais do que 10,0 metros por segundo.
Prá ter a dimensão do que essa velocidade de ventos significa, basta dizer que na Europa, a maior parte da geração de eletricidade é feita com ventos de até 6,0 metros por segundo.
Nos vales argentinos patagônicos, no entanto, as rajadas comuns invariavelmente são menores do que 50,0 metros por segundo e movimentariam, facilmente, milhares de “ventiladores” gigantescos para produzir eletricidade abundante e relativamente barata, até pára exportar aos países vizinhos.
Uma lei aprovada em 2009 dá prazo de dez anos para que argentinos elevem para 8% do mix total elétrico os seus percentuais de geração de energias renováveis não-tradicionais.
parque-eolico-tramandai_rs
O Rio Grande do Sul  já retira dos ventos, significativos percentuais de energia elétrica através do Parque Eólico de Tramandaí (foto ao lado).
Nos leilões públicos brasileiros e argentinos os preços médios dos empreendimentos eólicos vai de R$ 140 a R$ 148 por Megawatt/hora produzido.
Um dos maiores entraves tanto na Argentina quanto no Brasil é a deficitária e antiquada rede de transmissão elétrica existente e as dificuldades geográficas e operacionais para ampliar suas estrutura.
As localidades de Comodoro Rivadávia, Santa Cruz e Buenos Aires são as que mais projetos eólicos implementarão nos proximos 36 meses