quarta-feira, 15 de junho de 2011

Índios que protestaram em hidrelétrica no Mato Grosso querem 5% do lucro


O mais de 200 índios de diferentes etnias que fizeram protesto na Usina Hidrelétrica de Energia (UHE) Dardanelos, em Aripuanã (MT), querem a participação de 5% no lucros da produção de energia. Audiências com representantes do governo federal para tratar da legalidade foi o acordo acertado para que deixassem as instalações, de acordo com o coordenador regional da Fundação Nacional do Índio em Juína, Antônio Carlos Ferreira de Aquino. “Eles querem este percentual de participação de forma permanente”, disse, em entrevista ao Só Notícias.
De ante mão, ele ressaltou que empresa informou não ter condições de atender ao pedido dos grupos indígenas. Nas audiências, marcadas para dias 27 e 28, na sede da Funai em Brasília, as obrigações dos indígenas e da empresa serão colocadas em pauta, e se, realmente, o pedido de participação no lucros é legal. Deverão estar presentes membros dos Ministérios de Minas e Energia, Justiça e Meio Ambiente, Ministério Público Federal, Casa Civil e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O empreendimento, que tem capacidade para gerar 261 megawatts de energia a partir do rio Aripuanã, foi concluído ano passado, após três anos de obras, mas ainda não está em operação. Falta viabilizar uma linha de transmissão ao Sistema Nacional de Energia.
Os índios também querem a cessão de dois ônibus e a construção de moradias, que foram prometidas no Plano Básico de Meio Ambiente, para compensar os danos causados pela obra a cerca de 1 mil indígenas da região. O acordo foi feito durante o processo de negociação para construção da usina, mas ainda não foram cumpridos. Conforme Só Notícias informou, os índios deixaram a hidrelétrica, onde estavam desde quarta-feira (8), neste final de semana. 
(Fonte: Só Notícias/MT)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Hidrelétrica Teles Pires será responsável por 8% da energia consumida no País

A presidenta Dilma Rousseff participou em Brasília, da cerimônia de assinatura do contrato de concessão da construção da Usina Hidrelétrica Teles Pires, situada na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará. A disputa pelo empreendimento foi vencida pelo consórcio formado pelas empresas Neoenergia (50,1%), Odebrecht (0,9%), Furnas (24,5%) e Eletrosul (24,5%).
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, destacou a importância do empreendimento para assegurar o abastecimento de energia no Brasil. O ministro informou que a decisão de licitar o aproveitamento hídrico foi tomada pela presidenta Dilma em 2003, quando assumiu o Ministério de Minas e Energia no governo do presidente Lula.
O presidente da Neoenergia, Marcelo Corrêa, disse que o investimento do grupo é a sinalização de “uma mensagem de ousadia e confiança no País e na população”. Corrêa disse que as primeiras máquinas da hidrelétrica estão previstas para entrar em operação no início de 2015, mas os sócios trabalham numa antecipação de três a quatro meses. O empreendimento vai gerar 17 mil empregos diretos e indiretos com investimentos estimados em cerca de R$ 3,3 bilhões.
“É importante destacar que todos os equipamentos utilizados pela UH Teles Pires serão fabricados no Brasil. Trata-se da iniciativa do governo federal em garantir energia limpa e renovável”, afirmou Lobão.
A partir da assinatura do contrato de concessão, o grupo vai trabalhar na Licença de Instalação (LI). A expectativa das empresas é que as obras sejam iniciadas em agosto de 2011. Corrêa informou que todas as providências estão sendo tomadas junto aos setores encarregados em conceder a licença.

Teles Pires
O local da implantação da UH Teles Pires está situado na região do médio Teles Pires, na divisa dos estados de Mato Grosso e do Pará. O reservatório ocupará áreas dos municípios de Jacareacanga (PA) (16% do reservatório) e Paranaíta (MT) (84% do reservatório).
Serão instaladas na usina seis unidades geradoras de 303,3 megawatts (MW) cada, totalizando 1.820 MW de potência. Essa capacidade proporcionará uma energia assegurada para o Sistema Interligado Nacional de 917 MW médios. Essa energia é suficiente para abastecer 8% das residências brasileiras.
O reservatório da UHE Teles Pires terá 152 quilômetros quadrados (km²), uma relação de 0,08 km²/MW, enquanto a média atual é de 0,49  km²/MW, seis vezes menor.
O leilão ocorreu no dia 17 de dezembro de 2010 e apresentou o menor preço de energia elétrica adquirida em leilões de energia nova: R$ 58,35 por MW/hora.
A construção da usina proporcionará a incorporação de uma expressiva capacidade de geração ao SIN, gerando energia limpa e renovável a preços muito abaixo da média dos últimos leilões, contribuindo para a modicidade tarifária.

sábado, 11 de junho de 2011

Ibama autoriza instalação da linha de transmissão de hidrelétricas no rio Madeira

O Ibama emitiu nesta quinta-feira (09) licença para instalação da  Linha de Transmissão Coletora Porto Velho – Araraquara 2, n° 1, conhecida como “Linhão do Madeira”, que será a responsável pelo escoamento de parte da energia produzida nas Usinas Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira.
Com corrente contínua de 600kV, a linha de transmissão percorrerá uma distância de 2.381 km, com aproximadamente 5.000 torres, atravessando 81 municípios, partindo do estado de Rondônia e passando por Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
Também integram essa lista os desvios da zona de amortecimento do Parque Nacional Chapada dos Guimarães, de fragmentos florestais relevantes, de áreas urbanas, de reservas legais, de serras, de áreas de proteção permanente, de cavidades naturais subterrâneas etc.
O empreendedor deverá adotar alternativas tecnológicas menos impactantes, a exemplo da instalação de torres autoportantes, que exigem desmatamento menor, em fragmentos florestais relevantes, e usar estruturas temporárias (pontes brancas e estivas) em vez de aterrar áreas alagadas. Precisará ainda instalar o “linhão” próximo a linhas de transmissão já existentes ao longo do traçado programado.
Estão previstos 21 programas ambientais, a serem executados durante a fase de instalação do “linhão”, envolvendo educação ambiental dos trabalhadores, comunicação social, reposição florestal, instituição da faixa de servidão e outros.
O conjunto das medidas reduzirá a supressão da vegetação e a interceptação de fragmentos florestais.
“O processo de licenciamento ambiental resultou em ganhos socioambientais e melhorias do projeto”, afirma a diretora de Licenciamento Ambiental, Gisela Forattini.
As informações são da assessoria de comunicação do Ibama.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

PCH Foz do Cedro: Obras devem começar em 2012

A PCH receberá o nome de Foz do Cedro e será construída 3 km abaixo da Canoa Quebrada
A construção que era para ter início ainda esse ano, só não foi possível, pois falta a liberação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEL), já que as licenças ambientais em nível de Estado já estão todas definidas.

Para resolver o impasse o prefeito, Marino Franz, em companhia do presidente do Grupo Brenan (construtora da PCH), foram até Brasília para agilizar o processo junto a ANEL.

“É uma empresa grande que tem capital, que tem caixa. Todo projeto está pronto e falta só o aval da ANEL, que inclusive está bem adiantado processo, e grande parte das áreas que serão inundadas já foram                 compradas e indenizadas aos proprietários”,comentou o preito Marino Franz.

A PCH receberá o nome de Foz do Cedro e será construída 3 km abaixo da Canoa Quebrada. A nova hidrelétrica terá capacidade de produção de 30 megawatts de energia, que será distribuída pela nova subestação que está em fase de construção.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Teto solar gigante fornece energia para linha férrea da Bélgica


Um enorme túnel metálico recém construído em uma linha de trens acaba de ser entregue na Bélgica. Seu objetivo tem dupla funcionalidade: proteger a linha contra eventuais quedas de árvores e fornecer energia elétrica para o funcionamento dos trens.
Empresa responsável pelo “túnel de energia solar” construiu duas fazendas similares na França.
O projeto é resultado de um trabalho realizado pela Enfinity, empresa de energia renovável por trás do projeto, também responsável pela construção de projetos semelhantes ao longo das linhas de trem nos arredores de Londres.
O túnel, com duas milhas de extensão, deve fornecer 50% da energia utilizada para manter ativa a estação de Antuérpia. De fato, a ideia de cobrir a estrutura metálica com os 16 mil painéis solares só veio depois que a produção do túnel de proteção já estava decidido, para evitar a necessidade de abater árvores muito antigas e ambientalmente protegidas. Com a construção desta estrutura, a necessidade de derrubar árvores acabou sendo imensamente reduzida, mantendo intacta a floresta ancestral da região.
Para as empresas operadores de trens, é uma forma perfeitamente adequada de reduzir suas emissões de carbono, afirmou Bart Van Renterghem, responsável pela empresa belga Enfinity no Reino Unido, ao jornal inglêsThe Guardian. “Os projetos não geram protestos como os de energia eólica”, resume.
A empresa foi notícia recentemente por outro feito semelhante, ao apresentar duas fazendas de energia solar no Parque Les Mees, na França, que abrangem uma área de 89 hectares e devem gerar, juntas, aproximadamente 18.2MW de energia.
As fazendas são parte de um projeto ainda maior na região, que deverá contar com cerca de 200 hectares de painéis solares e produzir cerca de 100 MW, até o final de 2011.

Cerro Chato III com 10 MW


A Eletrosul recebeu autorização da Aneel para operar comercialmente 10 MW da usina eólica Cerro Chato III (30 MW), em Santana do Livramento (RS). A usina terá 15 turbinas, de 2 MW cada, e faz parte do complexo eólico Cerro Chato que terá 90 MW, construído em parceria com a Wobben (10%), da alemã Enercon. 
O complexo foi arrematado em dezembro de 2009 e está adiantado em relação ao cronograma inicial, que previa operação comercial em 2012. As três fases de Cerro Chato demandaram investimentos de R$ 400 milhões.
A Aneel também liberou a operação em teste de 28,5 MW em três unidades geradoras da PCH Santa Luzia Alto. A usina fica no rio Chapecó, entre os municípios de São Domingos e Ipuaçu, em Santa Catarina.

Deputado quer proibir construção de hidrelétricas no Pantanal

Fonte: Só Notícias/Alex Fama

O deputado estadual e relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Hidrelétricas, Dilmar Dal Bosco (DEM), apresentou um projeto de lei que pretende proibir a construção de novas usinas hidrelétricas de energia (UHE) e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) no pantanal mato-grossense. A medida, caso aprovada, irá anular os processos que estão em andamento para concessão destes empreendimentos na região.

A justificativa do parlamentar é o de minimizar os impactos da ocupação humana neste ecossistema. De acordo com a assessoria de imprensa, estudos apontam que a construção de barragens no pantanal impede que os peixes subam os rios e que os nutrientes da água fluam de um local para outro. Ou seja, prejudicam tanto a desova quanto a alimentação dos peixes. Além disso, a liberação de sedimentos das barragens pode assorear os rios da região, afetando a periodicidade e o volume das águas pantaneiras.

Para ele, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) está equivocada em analisar o impacto ambiental de cada empreendimento isoladamente, sem ter a visão global dos estragos que todas juntas causariam a esse ecossistema. "Interesses econômicos não podem sobrepor a sobrevivência do pantanal. Precisamos fazer algo antes que todas as usinas propostas estejam construídas, aí ficará mais difícil parar suas atividades", alertou Dal"Bosco.

O parlamentar não informou quantos empreendimentos já estão construídos ou estão em fase de concessão na região do Pantanal.

Usina hidrelétrica Teles Pires deve começar a ser construída em agosto

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Usina Hidrelétrica Teles Pires deverá começar a ser construída em agosto e a previsão é de que fique pronta em janeiro de 2015. O contrato de concessão do empreendimento, que foi leiloado em dezembro do ano passado, foi assinado hoje (o7/06) no Palácio do Planalto.
O presidente da empresa Neoenergia, uma das responsáveis pela obra, Marcelo Corrêa, disse que espera que a licença de instalação do empreendimento, que permite o início da construção da obra, seja emitida em até 90 dias. O grupo que vai construir a usina também é formado pelas empresas Furnas, Eletrosul e Odebrecht.
A hidrelétrica terá potência instalada de 1.820 megawatts e será construída no Rio Teles Pires, entre os estados de Mato Grosso e do Pará. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a construção da usina vai gerar cerca de 4,2 mil empregos diretos e indiretos, e todos os equipamentos utilizados serão construídos no Brasil. O custo estimado é de R$ 3,3 bilhões.
Segundo Lobão, a energia gerada pela usina é suficiente para abastecer 8% de todas as residências do país. “É uma iniciativa do governo federal para garantir a segurança energética de que o país necessita. Vem se juntar ao parque brasileiro de fornecimento de energia limpa e renovável”.

sábado, 28 de maio de 2011

Quatro hidrelétricas serão construídas na região do Teles Pires.

Quatro hidrelétricas serão construídas nos próximos anos na região do extremo norte de Mato Grosso. A informação foi repassada pelo governador Silval Barbosa (PMDB), na manhã desta quinta-feira (26), durante seu programa “Bom dia, Governador”. Segundo ele, todas estas usinas serão construídas no rio Teles Pires.

“Estive em Nova Canaã e lá me reuni com toda a equipe da companhia elétrica Copel, do Paraná, que ganhou a licitação para construir a hidrelétrica entre Nova Canaã e Colíder. Esta usina vai gerar 300 megawatts e abastecerá toda a região neste momento. Porém já esta saindo outro empreendimento como este na região de Paranaíta, que irá produzir 1,8 mil megawatts. Além disso, serão construídas outras duas hidrelétricas: uma na Foz do Apiacás e a outra no rio Teles Pires”, explicou.

Segundo o governador, a construção destas usinas trará maior desenvolvimento para a região, já que produtores têm procurado os municípios do extremo Norte do Estado para investimentos. “Quando falo que está havendo uma demanda muito grande nesta região, falo daqueles que estão buscando municípios como Colíder, Matupá, Guarantã do Norte, Terra Nova, Marcelândia, Itaúba, entre outros. Toda essa região estará muito mais próxima do Porto de Santarém do que quem está nas cidades de Lucas do Rio Verde ou Nova Mutum. Por isso essa procura por estes lugares”, detalhou Silval.

Para finalizar, o governador disse que é preciso investir ainda na questão de infraestrutura, principalmente no que se refere a pavimentação asfáltica. “Queremos uma transformação para melhor. Por isso o desenvolvimento tem que chegar lá agora, pois ainda temos deficiência na infraestrutura. Temos que recuperar a rodovia 320, entre a BR-163 até Alta Floresta, pavimentar até Paranaíta, levar o asfalto até Nova Monte Verde, Bandeirantes e Apiacás. São regiões altamente produtivas e que as empresas e produtores vão chegar para fazer os investimentos”.
Fonte: PnB Online