quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cachoeira Caldeirão deve ser a terceira hidrelétrica confirmada no A-5


RIO – A usina Cachoeira Caldeirão, no rio Araguari, no Amapá, deverá ser a terceira hidrelétrica – das dez inscritas – confirmada para participar do Leilão de A-5, marcado para o dia 20 de dezembro. De acordo com o diretor de estudos de energia elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), José Carlos Miranda, a usina recebeu ontem, do órgão ambiental do Estado do Amapá, a declaração de reserva de disponibilidade hídrica (DRDH) para participar a disputa, que licitará empreendimentos com início de geração previsto para 2016.
Segundo o diretor, a usina foi objeto de audiência pública ontem e está muito próxima de conseguir a licença prévia necessária para participar do leilão.
Até agora, apenas duas hidrelétricas conseguiram a licença prévia, Estreito e Cachoeira, as duas no rio Parnaíba, e já têm participação garantida no A-5. O prazo limite para obtenção da licença prévia é 1º de dezembro, segundo Miranda.
A hidrelétrica de São Manuel, no rio Teles Pires, no Mato Grosso, seria objeto de audiência pública esta semana, mas o processo foi adiado. Apesar do adiamento, Miranda frisou que não há anormalidades no processo.
“Essas coisas acontecem”, disse Miranda, que participou da Conferência APEx, realizada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no Rio de Janeiro.
O diretor destacou que as hidrelétricas são prioridade do governo. “[O governo] Está fazendo tudo para que sejam cumpridos os compromissos com o Ministério do Meio Ambiente e para que as hidrelétricas consigam as licenças dentro do prazo”, afirmou.
Miranda ressaltou que a licença precisa ser obtida sem que seja necessário alterar o projeto.
O baixo número de usinas hidrelétricas aprovadas para o A-5 até agora não preocupa Miranda. “O Brasil tem uma oferta de fontes de energia muito diversificada”, frisou, lembrando também a grande quantidade de energia eólica que será ofertada no leilão.
Ele afirmou que há espaço para a redução dos preços negociados pela energia no A-5. Segundo ele, a partir da competição, os empreendedores buscam otimizar os processos e evoluir as tecnologias para oferecer maior qualidade e preços menores.
“É claro que haverá um limite. Mas acreditamos que haverá redução de custos”, ponderou.
O investimento em novas tecnologias e a vinda de fábricas para o Brasil são os principais motivos apresentados por Miranda para justificar a expectativa por menores preços. Miranda lembrou que a energia eólica chegou a ser negociada a menos de R$ 100 o megawatt-hora no leilão A-3 este ano, mas ainda assim há espaço para quedas maiores no preço.
“A energia eólica está mais em evidência porque não se imaginava que pudesse reduzir tanto o preço. Esperávamos isso para 2020”, disse.
(Marta Nogueira | Valor)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cientistas fazem projeto para coleta eficiente de energia solar

Redação do Site Inovação Tecnológica - 27/09/2011
Fotossíntese artificial: cientistas fazem projeto para coleta eficiente de energia solar
Estrutura do complexo de captura de energia da luz solar, mostrando a organização das moléculas que capturam e transmitem a energia com eficiência extraordinária.[Imagem: Greg Scholes


Circuitos moleculares
A energia solar pode ser capturada de forma eficiente, e transportada por longas distâncias, usando minúsculos circuitos moleculares.
É o que propõe o Dr. Gregory Scholes e seus colegas da Universidade de Toronto, no Canadá.
A equipe descobriu como projetar esses circuitos moleculares, que são 10 vezes menores do que os mais finos fios existentes no interior dos processadores de computador.
A ideia não é nova, mas é radicalmente promissora: imitar a fotossíntese das plantas, criando uma fotossíntese artificial com potencial para ser a fonte definitiva de energia limpa.
O trabalho de vários grupos ao redor do mundo no campo da fotossíntese artificial tem gerado conhecimentos novos na forma como as plantas, algas e bactérias usam a mecânica quântica para otimizar a captura de energia do Sol.
Agora os cientistas juntaram o quebra-cabeças desse conhecimento, mapeando as diversas estruturas moleculares e suas funções - um passo essencial para a sua reprodução de forma artificial, criando "células solares biomiméticas".
Antena biológica
Nas plantas, a luz do Sol é capturada por uma espécie de "antena" biológica, formada por moléculas "coloridas" - corantes ou pigmentos - que direcionam a energia para proteínas especiais, que a utilizam para produzir oxigênio e açúcares.
É isto o que os cientistas estão tentando imitar.
"A produção de combustível solar normalmente começa com a energia da luz sendo absorvida por uma estrutura de moléculas. A energia é armazenada por um breve momento na forma de elétrons em vibração, sendo então transferida para um reator adequado," explica o professor Scholes, citando um esquema artificial.
O grande gargalo está na velocidade com que as moléculas-antena das plantas mantêm a energia - apenas alguns bilionésimos de segundo. Se a energia não for transferida rapidamente, ela pode fritar as estruturas biológicas, matando a planta.
O segredo está nas propriedades quânticas dessas antenas, que são feitas de apenas algumas dezenas de pigmentos.
Foi neste conhecimento que os pesquisadores conseguiram avançar, idealizando meios para replicar o processo de forma artificial usando simulações computadorizadas.
Fotossíntese artificial: cientistas fazem projeto para coleta eficiente de energia solar
É a primeira vez que os cientistas conseguem descrever com tantos detalhes as funções de cada um dos elementos fotossintéticos das plantas e algas. [Imagem: Scholes et al./Nature Chemistry]

Receita de fotossíntese artificial
Segundo eles, serão necessários quatro elementos básicos para garantir a captura e a distribuição da energia solar com as antenas nanoscópicas.
O primeiro é mais óbvio é o desenvolvimento dos componentes básicos da antena, que devem ser moléculas com alta capacidade de absorção de energia. Esses fotoabsorvedores deverão ser bem distribuídos para aumentar a probabilidade de conversão dos fótons em elétrons em toda a antena.
O segundo elemento é um adequado agrupamento das moléculas absorvedoras de luz, de forma que elas possam: a) absorver diferentes comprimentos de onda; b) criar gradientes de energia para que a energia flua sempre em um determinado sentido; e c) explorar várias rotas para a transferência da energia captada, explorando o fenômeno da coerência quântica.
Também deverá ser garantido que as escalas de energia envolvidas no processo de transferência da energia sejam mais ou menos ressonantes. Isso deverá garantir que os mecanismos de transferência quântica e clássica se combinem para que a energia seja transmitida tanto por distâncias curtas quanto longas - quando várias antenas estiverem conectadas.
O quarto e último elemento é que a transferência de energia não deve ser tão rápida quanto possível, mas tão rápida quanto necessário. Isto significa a necessidade da incorporação de mecanismos regulatórios nas próprias antenas, por exemplo, "peles" que sejam capazes de dissipar qualquer excesso danoso de energia.
Bibliografia:

Lessons from nature about solar light harvesting
Gregory D. Scholes, Graham R. Fleming, Alexandra Olaya-Castro, Rienk van Grondelle
Nature Chemistry

Ponte solar vai gerar quase 1 MW de energia

Fonte Site Inovação Tecnológica.
Começa a ser construída primeira ponte solar do mundo

Ponte solar
Começou a ser construída em Londres, no Reino Unido, a maior ponte solar do mundo.
A ponte vitoriana sobre o rio Tâmisa, construída em 1886, será transformada na fundação da estação Blackfriars.
Sobre ela, a empresa japonesa Sanyo está instalando 4.400 painéis solares fotovoltaicos, criando uma usina solar capaz de gerar 1,1 MW de energia.
Os painéis estão sendo instalados na forma de um teto de 6.000 metros quadrados.
Começa a ser construída primeira ponte solar do mundo
Para compensar a cobertura, "tubos solares" serão usados para captar a luz do Sol e direcioná-la para a iluminação interna. [Imagem: Network Rail]
Usina solar
Em média, os engenheiros calculam que a ponte solar deverá gerar 900.000 kWh de energia, suprindo 50% do consumo da estação e reduzindo as emissões de carbono em 511 toneladas por ano.
Outras técnicas ambientalmente corretas que estão sendo instaladas na estação incluem um sistema de coleta de água da chuva, para uso nos banheiros e na limpeza, e "tubos solares", para captar a luz do Sol e direcioná-la para a iluminação interna.

Microinversor brasileiro viabiliza usinas solares domésticas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/10/2011
É cada vez mais comum ver sobre os telhados das casas e edifícios painéis solares fotovoltaicos para a geração de energia.
Como os painéis solares ainda são caros, um grande incentivo para sua utilização seria a possibilidade de vender a energia gerada para as concessionárias, quando o proprietário da casa não a estivesse utilizando.
Essa geração distribuída de energia é um dos conceitos mais difundidos hoje no mundo, em substituição ao sistema atual, de grandes usinas geradoras que distribuem para consumidores passivos.
Mas, para que os consumidores se transformem em geradores de energia, é necessário um equipamento que possa captar a energia gerada em cada residência e injetá-la na rede de distribuição, onde ela poderá ser compartilhada e usada por outros consumidores.
Foi o que fizeram Jonas Rafael Gazoli, Ernesto Ruppert Filho e Marcelo Gradella Villalva, engenheiros eletricistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Microinversor
Os pesquisadores desenvolveram um microinversor monofásico que permite ligar os painéis solares fotovoltaicos à rede elétrica de baixa tensão.
Os sistemas fotovoltaicos são constituídos basicamente por um ou mais painéis solares, acoplados a um microinversor eletrônico. A função básica do inversor é converter a eletricidade de corrente contínua, como é gerada pelas células solares, em corrente alternada, que é a forma pulsada de energia presente na rede elétrica.
Como uma placa solar produz cerca de 25 volts (V) em corrente contínua, a função do microinversor é compatibilizar essa energia com a tensão de 127 V ou 220 V da corrente alternada da rede elétrica.
Para a produção local de energia, basta instalar o painel solar no telhado da residência e o microinversor em um ponto da rede, como se fosse um eletrodoméstico.
Se o consumo da residência for inferior à produção, o excesso pode ser exportado para a concessionária local. Um medidor bidirecional instalado em substituição ao medidor de energia padrão permitirá registrar a energia fornecida e recebida ao longo do dia, de forma que o usuário pague apenas pela diferença.
Capacitores eletrolíticos
Segundo Gazoli, a grande inovação do seu microinversor é a eliminação dos capacitores eletrolíticos, componentes responsáveis pelo armazenamento momentâneo de energia.
Esses componentes possuem vida útil curta, de sete anos em média, quando trabalham sob temperaturas altas, como no caso da geração solar de energia.
Já um sistema fotovoltaico tem uma vida útil da ordem de 25 anos, o que força a troca do equipamento várias vezes.
O principal objetivo da pesquisa da Unicamp é construir um microinversor com grande vida útil que não use capacitores eletrolíticos, equiparando assim a vida útil de todos os equipamentos usados na "usina doméstica".
O Brasil ainda não possui uma regulamentação que permita a negociação direta da energia produzida por particulares com as concessionárias, embora o assunto esteja em discussão sob o patrocínio da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica).

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Governo vai licitar, em conjunto, três hidrelétricas no Rio Parnaíba


O governo federal deve licitar, em conjunto, três usinas hidrelétricas no Rio Parnaíba, na divisa do Maranhão com o Piauí, no próximo leilão de energia nova (Leilão A-5) da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). As usinas Castelhano, Cachoeira e Estreito Parnaíba estão entre as oito hidrelétricas previstas para entrar em licitação este ano.
O governo já havia tentado vender Cachoeira e Estreito Parnaíba em um leilão anterior da EPE, mas os empreendimentos não atraíram interesse de nenhum investidor. “Ao serem licitadas juntas, o empreendedor terá alguns ganhos de escala, como equipamentos que ele pode botar numa obra e ir escalonando para outra, em logística e em investimentos na área ambiental. Ao se construir a obra junta, se reduz o custo total. Ao leiloar [dessa forma], a gente acha que vai tornar o empreendimento mais viável”, disse o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.
A usina Ribeiro Gonçalves, também no Rio Parnaíba, será licitada separadamente, por causa da localização mais distante.
Como as usinas Cachoeira e Estreito Parnaíba já entraram em um leilão anterior, já têm licença prévia, condição obrigatória para que entrem do próximo leilão. As seis usinas restantes terão que apresentar a licença prévia até o início de dezembro.

10/10/2011 - 16h39 Nível das hidrelétricas brasileiras é maior do que em 2010


SÃO PAULO - Em setembro, perto do fim da época de seca no país, que vai de maio a outubro, o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas brasileiras estava acima do registrado no mesmo período de 2010. Segundo os dados fornecidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o armazenamento de energia está bem acima da meta para 2011.

No final de setembro, o sistema Sudeste e Centro-Oeste tinha 65,35% de energia armazenada. No mesmo período do ano passado, o nível estava em 49,26%. No sistema Sul, o armazenamento estava em 93,6% no mês passado. Um ano atrás, o período de seca tinha castigado mais as hidrelétricas da região, pois o nível era de 64,26.% No Nordeste também havia mais espaço para a geração de energia elétrica nas usinas: 60,31% contra 48,28% em setembro do ano passado.

O único sistema em que o período de seca deste ano não se diferenciou muito de 2010 foi o da região Norte. Enquanto em setembro agora o armazenamento estava em 52,18%, no ano passado ele era de 45,30%.

O último verão, mais chuvoso, e o período de estiagem no meio deste ano menos rigoroso do que no último ano serviu para uma folga maior para o setor hidrelétrico. De acordo com a ONS, a meta segura para o sistema SE/CO para dezembro é de 20% de energia armazenada. No Sul, a curva de reversão foi fixada em 33% e no Nordeste em 20%. O sistema Norte é esvaziado após o período de seca para poder comportar as chuvas nos meses subsequentes, que apresentam alto índice pluviométrico na região, por isso não tem meta segura estipulada.

(Rodrigo Pedroso | Valor)

sábado, 1 de outubro de 2011

Mineirão vai produzir energia solar e beneficiar casas vizinhas


Fonte: Portal 2014

O estádio Mineirão, que está em reforma para a Copa do Mundo de 2014, aproveitará a energia solar para gerar eletricidade, o que beneficiará as residências vizinhas, informou nesta quarta-feira uma fonte do setor elétrico.
"A cobertura do estádio será construída em um material que receberá a radiação solar, e depois, uma planta geradora se transformará em eletricidade para ser aproveitada dentro do próprio estádio", disse à agência Efe o diretor de Relações Institucionais da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Luiz Henrique Michalick.
A energia excedente poderá ser utilizada para levar eletricidade a 743 casas próximas ao estádio de Belo Horizonte, um dos candidatos para ser sede da partida de inauguração do Mundial.
A Cemig investirá R$ 2,7 milhões em ampliação e adequação de suas redes na capital mineira até 2014.
Desse orçamento, R$ 1 milhão será destinado às obras da parte elétrica do Mineirão e do ginásio poliesportivo Mineirinho, incluindo o projeto de geração a partir da energia solar.

Com uma segunda planta geradora de energia solar no ginásio, o número de residências que serão beneficiadas se ampliará para 1.500.
O estudo de viabilidade do projeto de geração de energia solar no estádio foi elaborado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
A capacidade de energia instalada no Mineirão será de 1 mil quilowatts e uma produção calculada de 1.200 megawatts/hora.
O superintendente de Tecnologia e Alternativas Energéticas da Cemig, Alexandre Heringer Lisboa, contou à Efe que a empresa administra com autoridades como será feito para comercializar a energia que será gerada a partir da cobertura do estádio.

Eletrobras não foi comunicada de suspensão da obra em Belo Monte


Fonte: Valor



A Eletrobras ainda não foi comunicada oficialmente da suspensão das obras da usina de Belo Monte, determinada ontem em decisão liminar da Justiça Federal do Pará. O objetivo central da liminar é evitar modificações no leito do rio Xingu, onde a hidrelétrica será construída. A multa diária fixada pela 9ª Vara Ambiental, caso a liminar seja descumprida, é de R$ 200 mil.
De acordo com Valter Cardeal, diretor de Geração da estatal, a empresa apenas aguarda a notificação para recorrer da decisão judicial. A Eletrobras tem participação direta de 15% no consórcio Norte Energia, que constrói a usina, além de outros 15% via Chesf e 19,98% através da Eletronorte, ambas subsidiárias integrais da estatal.
“Não fizemos nada de errado e vamos buscar nossa defesa. Nenhum empreendimento foi tão criteriosamente estudado, com tanta profundidade, como Belo Monte. Tenha certeza que faremos tudo de maneira socialmente justa e ambientalmente correta”, disse Cardeal, que participou do Seminário Amazônia, promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB), no Rio de Janeiro.

Segundo ele, depois que Belo Monte estiver concluída, o empreendimento possibilitará uma rentabilidade “excelente”. Por razões concorrenciais, o diretor não revelou as estimativas de ganho da Eletrobras com Belo Monte.
A respeito do leilão A-5, previsto para ocorrer no fim deste ano, com projetos que deverão iniciar a geração em 2016, Cardeal garantiu que a Eletrobras participará da concorrência em alguns projetos.
“Cada empreendimento será analisado separadamente. A definição sobre os projetos nós ainda não temos”, afirmou o executivo.
Ainda de acordo com o diretor, a Eletrobras estuda participar dos projetos com parceiros ou sozinha, mas ainda não há uma definição.



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Leilão de energia nova tem 377 cadastrados, diz EPE


A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 377 empreendimentos para o leilão de energia nova que contratará a demanda do mercado cativo em 2016 (A-5), que será realizado pelo governo federal em 20 de dezembro deste ano. Esses projetos somam uma capacidade de 24,25 mil megawatts (MW), entre térmicas a gás e a biomassa, projetos eólicos, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), novas hidrelétricas e ampliações de hidrelétricas existentes.
De acordo com a EPE, as térmicas a gás natural representam 53% da oferta cadastrada para o leilão, totalizando 12,86 mil MW a partir de 34 projetos. A fonte eólica detém a maior quantidade de usinas inscritas, 296, totalizando 7,48 mil MW. Entre os Estados, o Rio Grande do Sul teve o maior número de projetos cadastrados, 87, enquanto o Rio de Janeiro registrou a maior oferta de energia, 3,009 mil MW. Quatorze usinas a biomassa foram inscritas, sendo 12 termelétricas movidas a bagaço de cana-de-açúcar (696 MW) e duas a cavaco de madeira (159,8 MW).
Entre os 14 projetos hidrelétricos, 10 usinas são novas concessões, que totalizam 2,16 mil MW. As hidrelétricas são: Cachoeira (63 MW), Castelhano (64 MW), Estreito Parnaíba (56 MW), Ribeiro Gonçalves (113 MW), Uruçuí (134 MW), Cachoeira Caldeirão (219 MW), São Roque (135 MW), São Manoel (700 MW), Sinop (400 MW) e Riacho Seco (276 MW). Esses projetos estão localizados nos rios Parnaíba (PI/MA), Araguari (AP), Canoas (SC), Teles Pires (MT/PA) e São Francisco (BA/PE). Dos 10 projetos, apenas Riacho Seco e Uruçuí não têm previsão de obter a licença ambiental prévia a tempo de participar do leilão A-5.
Já outros quatro projetos são expansões de hidrelétricas existentes e somam 584,3 MW. Entre as usinas, destaque para a expansão de um projeto entre os Estados do Amapá e do Pará, que provavelmente deve ser a hidrelétrica Santo Antônio do Jari, adquirida recentemente pela EDP. A companhia tem planos de expandir em cerca de 70 MW a capacidade dessa usina, volume que é exatamente o valor cadastrado no leilão A-5 do projeto entre o Amapá e o Pará.
A EPE também informou que está cadastrada no leilão a expansão de uma hidrelétrica em Rondônia, totalizando 450 MW de capacidade.

domingo, 25 de setembro de 2011

Super turbina eólica utiliza levitação magnética para produzir até 1 GWS


Super turbina eólica

A energia eólica é vista de forma muito simpática por todos aqueles que se preocupam com o meio ambiente. Os especialistas em energia, contudo, afirmam que a eletricidade produzida pelo vento necessitará de mais tecnologia e menos custos se quiser entrar para valer como uma fonte de geração definitiva.
Turbina com levitação magnética
A empresa MagLev apresentou na China aquela que poderá ser a solução tecnológica que faltava para a viabilização econômica da energia eólica. Com um design totalmente diferente dos tradicionais cataventos, a turbina MagLev utiliza levitação magnética para oferecer um desempenho muito superior em relação às turbinas tradicionais.
As pás verticais da turbina de vento são suspensas no ar acima da base do equipamento. Ao invés se sustentarem e de girarem sobre rolamentos, essas pás ficam suspensas, sem contato com outras partes mecânicas - e, portanto, podem girar sem atrito, o que aumenta exponencialmente seu rendimento.
Ímãs de neodímio
A turbina utiliza ímãs permanentes, e não eletroímãs, que poderiam diminuir seu rendimento líquido, já que uma parte da energia gerada seria gasta para manter esses eletroímãs em funcionamento.
Os magnetos permanentes são feitos de neodímio - um elemento contido no mineral conhecido como terras-raras, - largamente utilizado na fabricação de discos rígidos para computadores. Além de aumentar o rendimento, os ímãs diminuem os custos de manutenção da turbina, que dispensa lubrificação e as constantes trocas dos rolamentos.
Viabilização econômica da energia eólica
Segundo a empresa, a turbina MagLev consegue gerar energia a partir de brisas de apenas 1,5 metros por segundo e consegue suportar até vendavais de até 40 metros por segundo - o equivalente a 144 km/h.

gerador do moinho de vento de 5kw MAGLEV

As maiores turbinas eólicas atuais geram 5 MW de potência. Já uma única MagLev gigantesca poderia gerar 1 GW, suficiente para abastecer 750.000 residências. Isso acontece porque a nova turbina pode ser construída em dimensões muito grandes, o que não acontece com os tradicionais cataventos.
Segundo a empresa, a nova turbina gera 20% a mais de energia em relação à turbinas convencionais e tem um custo de manutenção 50% menor. Ainda segundo as estimativas do seu fabricante, uma super-turbina eólica que utiliza levitação magnética poderá funcionar continuamente por... 500 anos.

sábado, 24 de setembro de 2011

Mercedes-Benz usará nanotecnologia em motores diesel


Mercedes-Benz usará nanotecnologia em motores diesel
A superfície nano-cristalina é tão homogênea que parece um espelho. [Imagem: Daimler]
Nano-revestimento do motor
A Mercedes-Benz anunciou que começará a usar nanotecnologia para revestir o interior dos cilindros dos seus motores diesel.
A tecnologia, batizada de NanoSlide, usa um arco elétrico em um jato de gás para fundir fios de ferro e carbono e formar um spray, de forma a aspergir os metais sobre uma superfície.
A superfície em questão será o interior dos cilindros dos motores diesel V6 da série ML 350 BlueTEC.
O resultado é uma superfície nano-cristalina tão homogênea que se parece com um espelho, o que reduz o atrito - diminuindo o consumo de combustível - e o desgaste - aumentando a vida útil do motor.
Mercedes-Benz usará nanotecnologia em motores diesel
O nano-revestimento permite a eliminação das camisas do cilindro. [Imagem: Daimler]



Fim das camisas
O nano-revestimento permite a eliminação das chamadas "camisas" do pistão, o revestimento estado-da-arte hoje, com uma redução de 4,3 quilogramas de peso de um motor V6.
Em lugar das camisas, que têm 5 milímetros de espessura, a camada nanocristalina mede entre 0,1 e 0,15 milímetro.
Apesar de extremamente lisa, a superfície possui poros em nanoescala que aprisionam moléculas de óleo, otimizando a lubrificação do motor.
Segundo a empresa, o novo motor alcança um consumo de 14,7 km/l (6,8 litros de diesel a cada 100 quilômetros), com uma emissão de 179 gramas de CO2 por quilômetro - não foram divulgadas as condições do teste.

Obras das hidrelétricas Colíder e Teles Pires têm ações de embargo




As obras das primeiras hidrelétricas que serão instaladas no rio Teles Pires, na divisa dos Estados de Mato Grosso e Pará, começam maculadas por uma série de acusações e problemas relacionados a descumprimento de acordos socioambientais. No alvo do Ministério Público Estadual (MPE) do Mato Grosso estão as hidrelétricas de Colíder e de Teles Pires. Essas duas usinas, que estão entre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são as primeiras de um complexo de ao menos cinco hidrelétricas previstas para a região.
Esta semana, o MPE e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do Mato Grosso decidiram embargar as obras da usina Colíder. A decisão, segundo o promotor de Justiça, Marcelo Caetano Vacchiano, deve-se a dezenas de irregularidades nas áreas de engenharia e meio ambiente cometidas pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), responsável pela usina. Um pedido de paralisação das obras de Teles Pires também deverá ser feito pelo MPE ao Ibama, na próxima segunda-feira.
"Não somos contra usinas hidrelétricas, nossa posição não é ideológica, mas é um absurdo o que está ocorrendo nessa região", diz Marcelo Caetano Vacchiano.
A usina Colíder, projeto de R$ 1,6 bilhão, com 342 megawatts (MW) de potência, foi iniciada em março. Os problemas relatados pelo MPE na execução do empreendimento são confirmados pelo prefeito de Colíder, Celso Paulo Banazeski (PR).
A Copel, segundo Banazeski, não inclui em seu Plano Básico Ambiental (PBA) qualquer ação compensatória que atenda Colíder, município de 39 mil habitantes. "Vamos receber 8 mil novos habitantes e não temos a menor capacidade para isso. Os homicídios já aumentaram, nossa saúde está entulhada e a empresa que está causando tudo isso simplesmente não se comprometeu a pagar nada até agora", afirma Banazeski.
O prefeito de Colíder elaborou um estudo técnico com a relação de ações compensatórias para o município, o que custará R$ 44 milhões. "Vivemos uma situação muito difícil. Até o treinamento de profissionais que eles disseram que fariam não foi realizado. Essa usina vai gerar 2,8 mil empregos diretos e 5 mil indiretos. Eles treinaram 80 pessoas no Senai", acrescenta.
A Copel não permitiu que o Valor tivesse acesso ao canteiro de obras da usina. Por meio do rio Teles Pires, no entanto, a reportagem pôde verificar que está tudo parado no local. Os 700 homens que trabalhavam na obra foram dispensados e aguardam um desfecho em casa. Para o prefeito Banazeski, a construção só será retomada com a negociação fechada.
Por meio de nota, a Copel informou que "já apresentou ao órgão ambiental, mesmo antes da efetivação do embargo, todos os esclarecimentos e as informações que haviam sido solicitados, razão pela qual entende que o restabelecimento da licença se dará no menor prazo possível." A empresa informou ainda que "se prontifica a estudar a alteração das ações, sempre mantendo a mesma equivalência na aplicação dos recursos para os programas sociais e ambientais" previstos na concessão.
Segundo o prefeito de Colíder, uma reunião com a liderança da Copel deverá ocorrer no início da próxima semana.
As ações do MPE também estão direcionadas para a hidrelétrica de Teles Pires, que será construída entre os municípios de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA). O promotor Marcelo Caetano Vacchiano afirmou que irá entregar uma notificação ao Ibama para que interrompa as operações no canteiro de obras de Teles Pires. O motivo do pedido, segundo o promotor, é o descumprimento de um acordo firmado entre o consórcio empreendedor de Teles Pires e o MPE, para contratar um serviço independente de auditoria que acompanhe a execução de ações compensatórias nos municípios impactados pela obra.
Segundo Vacchiano, "houve um retrocesso nos compromissos" assumidos pela Companhia Hidrelétrica Teles Pires, sociedade formada pela Neoenergia (50,1%), Eletrobras Eletrosul (24,5%), Eletrobras Furnas (24,5%) e Odebrecht Participações e Investimentos (0,9%).
"Fechamos um acordo para que pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) analisassem os impactos da obra, mas eles passaram mais de dois meses para dar a resposta e depois alegaram preço caro e questionaram a capacidade técnica dos pesqusiadores", comenta o promotor de Justiça. "A obra não pode seguir adiante sem que essa situação seja resolvida."
O consórcio Teles Pires nega qualquer negligência na contratação da auditoria que fará o acompanhamento das ações indenizatórias. A empresa afirma, inclusive, que partiu dela a iniciativa de contratar uma empresa externa para fiscalizar a execução dos projetos. "Vamos financiar esse estudo, não há nenhuma resistência por parte da empresa", comentou.
As obras de Teles Pires tiveram início há apenas duas semanas, depois que o Ibama liberou sua licença de instalação, em 19 de agosto. O projeto de R$ 3,3 bilhões e potência instalada de 1.820 MW é a quarta maior obra hidrelétrica em andamento no país, atrás apenas das usinas do rio Madeira, em Porto Velho-RO (Jirau e Santo Antônio) e de Belo Monte, no Pará. A previsão é de que 7 mil empregos diretos sejam gerados daqui a dois anos, no pico das obras e de Teles Pires fique pronta em 2015.
Além de Colídes e Teles Pires na região, está prevista a construção das usinas São Manoel (747 MW), Sinop (461 MW), e Foz do Apiacás, no rio Apiacás (275 MW).

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Biomassa: uma energia brasileira


Biomassa é ainda um termo pouco conhecido fora dos campos da energia e da ecologia, mas já faz parte do cotidiano brasileiro. Fonte de energia não poluente, a biomassa nada mais é do que a matéria orgânica, de origem animal ou vegetal, que pode ser utilizada na produção de energia. Para se ter uma idéia da sua participação na matriz energética brasileira, a biomassa responde por um quarto da energia consumida no País.

Esse percentual tende a crescer com a entrada em operação de novas usinas. Até 2006, devem começar a funcionar 26 novos empreendimentos de geração de energia a partir da biomassa selecionados pela Eletrobrás para o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA). Todos os organismos biológicos que podem ser aproveitados como fontes de energia são chamados de biomassa. Entre as matérias-primas mais utilizadas estão a cana-de-açúcar, a beterraba e o eucalipto (dos quais se extrai álcool), o lixo orgânico (que dá origem ao biogás), a lenha e o carvão vegetal, além de alguns óleos vegetais (amendoim, soja, dendê). Em termos mundiais, os recursos renováveis representam cerca de 20% do suprimento total de energia, sendo 14% proveniente de biomassa e 6% de fonte hídrica. No Brasil, a proporção da energia total consumida é cerca de 35% de origem hídrica e 25% de origem em biomassa, significando que os recursos renováveis suprem algo em torno de dois terços dos requisitos energéticos do País. A biomassa é uma forma indireta de aproveitamento da energia solar absorvida pelas plantas, já que resulta da conversão da luz do sol em energia química. Estima-se que existam dois trilhões de toneladas de biomassa no globo terrestre ou cerca de 400 toneladas por pessoa, o que, em termos energéticos, corresponde a 8 vezes o consumo anual mundial de energia primária (produtos energéticos providos pela natureza na sua forma direta, como o petróleo, gás natural, carvão mineral, minério de urânio, lenha e outros). Em 2004, três novas centrais geradoras a biomassa (bagaço de cana) entraram em operação comercial no País, acrescentando 59,44 MW à matriz de energia elétrica nacional. Projeções da Agência Internacional de Energia indicam que o peso relativo da biomassa na geração mundial de eletricidade deverá passar de 10 terawatts/hora (TWh), em 1995, para 27 TWh em 2020. Para se ter uma idéia de quanto isso representa, o Brasil consumiu 321,6 TWh em 2002.

Atuando no mercado há mais de 60 anos, a Companhia Energética Santa Elisa, localizada em Sertãozinho (SP), produz 30 MW/h de energia, o suficiente para abastecer uma cidade de 500 mil habitantes. O custo da energia produzida é de US$ 30 por megawatt/hora. “Acaba saindo mais barato do que a energia produzida em uma hidrelétrica, se considerarmos que para construir uma usina desse tipo é necessário gastar muito dinheiro. Há também os problemas ambientais e sociais”, explica o diretor administrativo da empresa, Sebastião Henrique Gomes. O diretor destaca ainda as vantagens da biomassa em termos de controle da poluição: “O uso desse tipo de fonte renovável de energia está diminuindo a emissão de gases poluentes no ambiente. Quando aproveitamos o bagaço da cana para produzir energia elétrica, também estamos preservando a natureza”. Na produção de energia a partir de biomassa, não há emissão de dióxido de carbono e as cinzas são menos agressivas ao meio ambiente, em comparação com as provenientes de combustíveis fósseis, como o petróleo.

Pesquisador do Centro Nacional de Referência em Biomassa (CENBIO), o ambientalista Orlando Nunes lembra que uma das principais vantagens da biomassa é a capacidade de renovação. “É muito importante para um país como o Brasil produzir energia onde ela será consumida e poder produzi-la sem o risco de que acabe”, diz. “O uso dessa energia gera empregos e renda ao envolver mão-de-obra local na produção. Mais de 1 milhão de pessoas trabalham com Biomassa no Brasil e o número tende a crescer.” Dados do Balanço Energético Nacional (edição 2003) revelam que a participação da biomassa na matriz energética brasileira é de 27%, a partir da utilização de lenha de carvão vegetal (11,9%), bagaço de cana-de-açúcar (12,6%) e outros (2,5%). O potencial autorizado para empreendimentos de geração de energia elétrica, de acordo com a ANEEL, é de 1.376,5 MW, quando se consideram apenas centrais geradoras que utilizam bagaço de cana-de-açúcar (1.198,2 MW), resíduos de madeira (41,2 MW), biogás ou gás de aterro (20 MW) e licor negro (117,1 MW).


Energia a partir da casca de cupuaçu

Um projeto pioneiro na produção de energia a partir de biomassa está sendo desenvolvido no município amazonense de Manacapuru. O Centro Nacional de Referência em Biomassa, em parceira com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), está testando a casca de cupuaçu como combustível para produção de eletricidade. Para o projeto, foram escolhidas 187 famílias de agricultores do assentamento de Aquidaban. Após a definição de como será feita a distribuição da eletricidade gerada, o sistema – que já está em funcionamento – deve ser inaugurado oficialmente no início de Setembro próximo. A Eletrobrás, a Eletronorte e a Companhia Energética do Amazonas (CEAM) deverão atuar como parceiros no projeto.

Para o CENBIO, o aproveitamento energético da casca de cupuaçu é um importante meio para integrar as famílias da região e gerar eletricidade de forma limpa e renovável para uma população carente. “É o primeiro projeto fora da Índia de gaseificação de biomassa num sistema isolado (não conectado à rede nacional interligada)”, explica o coordenador do projeto, Osvaldo Martins.

O princípio de transformação da casca do cupuaçu em combustível é relativamente simples. A casca, com umidade máxima de 6%, é queimada dentro de um gaseificador com pouco oxigênio. A combustão incompleta produz, no lugar da fumaça, um gás que tem poder calorífico equivalente a aproximadamente 25% daquele proporcionado pelo gás natural. Esse gás é jogado na entrada de ar do motor a diesel, reduzindo em até 80% o consumo desse combustível. Neste momento ocorre a substituição do diesel pelo gás da casca de cupuaçu. “Se o motor consumia cinco litros de diesel por hora, passará a usar apenas um litro”, explica Martins.

O objetivo do programa, segundo Martins, é mostrar a viabilidade técnica e econômica da geração de energia a partir da casca do cupuaçu na região. “Precisamos ter um cenário real do potencial da adaptação desse novo sistema no Norte do País”, diz Martins. O custo total do programa é de R$ 980 mil, financiados durante dois anos pelos fundos setoriais de energia do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Antes de mandar os equipamentos – importados da Índia – para Manacapuru, os pesquisadores fizeram modificações: “Trocamos alguns acessórios por similares nacionais. Isso facilitou a manutenção”, informa Martins. Ele ressalta que a geração de energia não é o único objetivo do programa: “Queremos, além de implementar energia, inserir uma agroindústria à rede de processamento de cupuaçu para agregar mais valor ao produto e gerar renda.

PCH Santa Cruz fomenta desenvolvimento em Monte Negro e Cacaulândia

Economia
Uma nova realidade econômica se vislumbra para os municípios de Monte Negro e Cacaulândia com a instalação da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santa Cruz – tida como um novo marco no desenvolvimento sustentável da região, por sua inserção no mercado mundial de carbono, por gerar energia de baixo impacto ambiental -; impulsionar a economia com a expansão de energia em 17 megawatts; geração de aproximadamente 400 postos de trabalho de forma direta e indireta; aumento da arrecadação; fortalecimento da piscicultura e, ao ecoturismo e lazer na exploração de áreas de camping, marina e revitalização da praia fluvial de Monte Negro.

A obra, em fase de instalação deve ser concluída até janeiro de 2015 sob a responsabilidade do grupo Mega Energia. Nessa fase inicial, está sendo instalado o canteiro de obras, mas até o final do ano se pretende concluir a escavação em solo e rocha para construção da PCH.
A PCH Santa Cruz faz parte dos investimentos feitos pela Mega Energia na região da grande Ariquemes, onde estão sendo instaladas outras duas usinas – Jamari e Canaã – e que vem sendo apresentadas em reuniões públicas à população dos municípios envolvidos pela Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Em Monte Negro, o empreendimento já tem um projeto pronto de revitalização da prainha – com nova repaginação e infra-estrutura para receber a população e turistas – e deu início a uma parceria com a Prefeitura para implantar o programa Banco de Dados, que consiste no cadastro e seleção de pessoas para trabalhar na construção da PCH Santa Cruz, uma forma de valorizar a mão de obra qualificada local. Esse Banco de Dados funcionará na Secretaria Municipal de Ação Social de Monte Negro.

A expansão de energia em Monte Negro e região da grande Ariquemes, para garantir auto-suficiência energética no presente e a gerações futuras, começou em 2002 com o estudo de inventário, aprovado em 2005 pelos órgãos competentes, mesmo ano da elaboração e aprovação do projeto básico. No ano passado, foram aprovadas as licenças ambientais de instalação do empreendimento e também incluído no leilão de energia do Governo Federal. Nesse ano, as licenças ambientais de instalação foram renovadas.

A PCH Santa Cruz terá também como diferencial de sustentabilidade a escada de peixe – tecnologia que permite a transposição de peixes - um programa efetivo de proteção da fauna e flora, e integração socioeconômica da população afetada pelo empreendimento.

Copel diz que obra da Colíder segue diretrizes do Estado do MT

SÃO PAULO - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) divulgou um comunicado hoje dizendo que as obras na Usina Hidrelétrica Colíder, no Mato Grosso, seguem diretrizes aprovadas pelo governo do Estado. As obras foram embargadas nesta semana (20) e a empresa foi multada em R$ 1,2 milhão.

Segundo o Ministério Público do Estado do Mato Grosso, o motivo do embargo foi o não cumprimento de recomendações feitas pelo órgão e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

O promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano disse que, entre as irregularidades detectadas, está a ausência de comprovação, por parte da Copel, de acordos com os proprietários das áreas que serão alagadas. Além disso, a empresa não estaria cumprindo decisão judicial que suspendeu as obras, no mês de agosto, por ausência de Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS).

Procurados, representantes da Copel não foram encontrados para comentar o assunto. Em comunicado, a empresa diz ter seguindo as diretrizes que constam do Plano Básico Ambiental (PBA) levado a audiências públicas e aprovado pela Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso, "da qual puderam participar o Ministério Público e as Prefeituras dos Municípios do entorno da obra".
"Todas as etapas exigidas foram e estão sendo rigorosamente cumpridas pela Companhia", diz o texto. Ainda assim, segundo a Copel, caso haja uma proposta para substituição de itens do plano, a companhia se prontifica a estudar a alteração.