sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Falha no sistema de Itaipu provoca falta de energia em vários estados


Uma falha no sistema de transmissão de Itaipu provocou o desligamento de quatro circuitos de transmissão entre a Usina de Itaipu e a subestação de Foz do Iguaçu. Com isso, as regiões Sul e Sudeste e os estados de Mato Grosso, Acre e Rondônia tiveram o Esquema Regional de Alívio de Carga (Erac) acionado e houve falta de energia em vários locais, segundo informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
De acordo com as Centrais Elétricas de Goiás (Celg), parte do estado também foi afetado. A  Empresa de Energia Elétrica de Mato Grosso do Sul (Enersul) informou que cinco municípios do estado ficaram sem energia elétrica durante três minutos. 
O problema provocou o desligamento da parte brasileira da Usina de Itaipu. No momento, a unidade estava gerando 5.700 Megawatts.
De acordo com informações da Assessoria de Planejamento e Comunicação do ONS, em casos assim, quando há grande perda de geração, o Erac procura restabelecer. Portanto, o que houve, foi um “corte planejado de carga”.
Segundo o ONS, o Erac corta cargas selecionadas pelas distribuidoras no montante necessário para estabelecer o equilíbrio entre geração e consumo, evitando, assim, um blecaute sem controle. O corte desta sexta-feira foi de aproximadamente 3 mil Megawatts.
A falta de energia aconteceu às 16h43 e, às 17h11, todas as distribuidoras já estavam autorizadas a fazer o religamento do sistema. De acordo com o operador, os estados afetados não chegaram a ficar completamente sem energia e o tempo necessário para o restabelecimento da energia pode variar de acordo com a distribuidora.
Perto das 18h30, o fornecimento de energia havia sido normalizado nos dez estados, segundo informações do ONS, que disse ainda que as causas da falha estão sob investigação.
EstadosNo oeste do Paraná, 53 mil consumidores ficaram sem energia. Apenas em Foz do Iguaçu, oito mil pessoas foram prejudicadas pela falta de energia. No estado, o problema foi normalizado às 17h04, segundo informações do Centro de Operação do Sistema da Companhia de Energia Elétrica do Paraná (Copel).
No Rio de Janeiro, a concessionária de energia elétrica Ampla informou que houve interrupção do fornecimento por 20 minutos em parte de 18 municípios da sua área de concessão no Rio.
Em Minas Gerais, a falha de transmissão atingiu menos de 5% da carga de energia, de acordo com a Companhia Energética do estado (Cemig). A empresa disse que, em média, o fornecimento de energia foi restabelecido de forma gradativa, em média, 20 minutos após a queda. A Cemig não soube dizer quantos consumidores no estado ficaram sem energia e quais regiões foram afetadas pelo problema.
A Eletropaulo informou, por volta de 19h, que sua rede não foi afetada pelo apagão. A concessionária fornece energia elétrica para a capital e outras cidades da Grande São Paulo. A empresa EDP Bandeirante, cujo abastecimento de luz abrange 28 municípios paulistas, disse que houve falha na distribuição apenas na Zona Leste de Guarulhos, Grande São Paulo, entre 16h43 e 17h08. Por volta de 19h30, a empresa informou que o sistema já estava normalizado.
A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que atende 18 milhões de consumidores, informou que nas regiões atendida por suas distribuidoras, 147 mil clientes foram afetados, entre 16h43 e 17h, nas cidades de Santos, Sorocaba, Jundiaí, Araçatuba, Americana, Praia Grande, São Vicente, Mococa, Pedreira, Itaí e Agudos, no estado de São Paulo; e Gravataí e Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul.
Em Mato Grosso, a Rede Cemat informou que a capital, Cuiabá, e as cidades de Alta Floresta, Apiacás, Cotriguaçu, Juruena, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde ficaram sem energia elétrica por exatos quatros minutos. A queda de energia no estado aconteceu às 15h44. Ainda segundo a concessionária de energia, cerca de 40 mil consumidores foram afetados pela interrupção, o que representa um comprometimento de 3,5% de toda a carga gerada no estado, segundo informações da Gerência de Operações da Rede Cemat.
Segundo o chefe de comunicação das Centrais Elétricas de Goiás (Celg), Alziro Zarur, o apagão atingiu parte de Inhumas, Porangatu, Santa Helena de Goiás e a região noroeste de Goiânia. De acordo com o gerente da superintendência de operações da Celg, João de Oliveira, o problema começou por volta das 16h20 e foi resolvido em menos de 30 minutos.
Cinco municípios de Mato Grosso do Sul ficaram sem energia elétrica durante três minutos na tarde desta sexta-feira (02). De acordo com a assessoria de imprensa da Empresa de Energia Elétrica de Mato Grosso do Sul (Enersul), com o problema em Itaipu, os dispositivos de segurança foram acionados e houve o desligamento de energia nos municípios de Miranda, Bonito, Bodoquena, Aquidauana e Dois Irmãos do Buriti às 15h43 (horário MS).

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Escola Politécnica da UFRJ promoverá futuro na energia nuclear no Brasil na Primeira Semana da Energia Nuclear


Pela primeira vez o Brasil terá um encontro acadêmico sobre a energia nuclear. Trata-se da Primeira Semana de Energia Nuclear (SEN) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cuja iniciativa é da Escola Politécnica/ COPPE, e dos alunos das duas primeiras turmas do Curso de Graduação de Engenharia Nuclear. Os interessados poderão se inscrever de graça, de 15 a 19 de agosto (segunda a sexta-feira).
O SEM tem o apoio e patrocínio do Ministério da Ciência e Tecnologia (Governo Federal); Indústrias Nucleares do Brasil (INB); Eletrobrás; Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN), e Associação Brasileira para Desenvolvimento das Atividades Nucleares (ABDAN). O evento tem como objetivo promover o debate entre os setores relacionados à Engenharia e à Energia Nuclear e, ainda, divulgar e esclarecer questões sobre o primeiro Curso de Graduação em Engenharia Nuclear, iniciado em 2010.
A Cerimônia de abertura será no dia 15, das 9h às 11h30, no Auditório CGTEC. Na ocasião serão ministradas palestras e mesas-redondas sobre temas relacionados à Segurança de Instalações Nucleares, Ciclo do Combustível e Aplicações da Engenharia Nuclear, além de visitas ao Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), Instituto Nacional do Câncer (INCA) e laboratórios do Programa de Engenharia Nuclear (PEN).
Durante a SEN, terá destaque a importância da formação do engenheiro nuclear na composição de mão de obra especializada para atender a demanda por geração de energia. O evento objetiva, ainda, mapear o mercado para o setor e servir como elo entre as empresas que usam a energia nuclear e o futuro profissional, visando estreitar os laços entre ambos e desenvolver o setor no país, através da capacitação de mão de obra especializada. Atualmente, a UFRJ já conta com cursos de Mestrado e Doutorado em Engenharia Nuclear.
Dentre os assuntos da pauta do SEN, tem destaque o tema Desafios tecnológicos e de engenharia na Implantação da última etapa industrial do ciclo do combustível no país. De acordo com os organizadores do evento, a previsão é de que se formem, em media, 50 profissionais por ano no Curso de Engenharia Nuclear, mas esse número poderá ser maior.
De olho no mercado de trabalho-Na avaliação do professor de Análise de Segurança do PEN/DNC da UFRJ, Paulo Fernando Frutuoso e Melo, o mercado de engenharia nuclear é promissor. Ele ressalta um ‘caso’ relevante de uma aluna, que cursava o bacharelado em física na Unicamp, quando se mostrou interessada no Curso de Graduação em Engenharia Nuclear. A aluna prestou vestibular para a UFRJ e aproveitou os créditos dos dois primeiros anos do curso de origem na Unicamp, os quais são basicamente os mesmos dos dois primeiros anos na UFRJ - com exceção de algumas poucas disciplinas que ela cursou depois. Desse modo, ela começou a cursar, no ano passado, as disciplinas do terceiro ano do curso e, portanto, em 2012 ela se formará.
- Para ser aluno do curso de engenharia nuclear da Escola Politécnica é preciso vocação, pois a responsabilidade desse profissional será grande. Nós garantimos a excelência do ensino oferecido. Ao aluno, cabe a vontade de se tornar um profissional competente. Contudo, o mercado apresenta excelentes possibilidades para essa mão que estamos formando - frisa Fernando Frutuoso.
Segundo o coordenador do Programa de Energia Nuclear PEN/DNC da UFRJ, Su Jian, os profissionais formados no Curso de Engenharia Nuclear apresentarão uma base sólida e técnica/científica, capaz de absorver e desenvolver novas tecnologias no campo nuclear. Estarão capacitados também para uma atuação crítica e criativa na identificação e solução de problemas, considerando aspectos políticos, econômicos, sociais e ambientais que envolvem o tema da energia nuclear.
- A engenharia nuclear da Politécnica da UFRJ é considerada uma das melhores do mundo, o que leva os profissionais formados diretamente para o mercado de trabalho.
A primeira turma a se formar no curso oferecido pela UFRJ, em 2015, poderá ser absorvida pela Usina Nuclear de Angra 3 , avalia Su Jian.
Opções de trabalho- O engenheiro nuclear estará apto a trabalhar na indústria nuclear, com a exploração de minerais relevantes para a geração de energia elétrica, ou na concepção, construção e operação de reatores nucleares, bem como na gestão de aspectos de segurança relacionados ao uso de materiais radioativos.
O mercado para o setor não se restringe apenas ao trabalho na indústria nuclear. Áreas da medicina e da agricultura também têm demanda por estes profissionais. A SEN visa, ainda, fomentar a oferta de acadêmicos, que serão necessários para manter a excelência no desenvolvimento dos profissionais do setor.

Copel reforçará transmissão de energia no Paraná e São Paulo


A Copel recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel para implantar reforços nas instalações de transmissão em dois de seus empreendimentos: na subestação Cascavel Oeste, no Oeste do Paraná, e na linha de transmissão Araraquara 2 a Taubaté, em 500 mil volts, no interior do estado de São Paulo.
As obras autorizadas envolvem investimentos da ordem de R$ 36,8 milhões e irão assegurar um adicional anual de receitas de R$ 5,2 milhões à subsidiária de geração e transmissão de energia elétrica da Companhia. Os projetos básicos já estão sendo iniciados.
Cascavel
Os reforços autorizados para a subestação Cascavel Oeste, no Paraná, compreendem a instalação do terceiro banco de autotransformadore da unidade que será composto por tres equipamentos com potência individual de 200 MVA (megavolts-ampères), operando nas tensões de chegada de 525 mil e 230 mil volts e dos módulos de conexões associados além da ampliação do barramento de 525 mil volts.

Essa é a maior subestação do sistema de transmissão operado pela Copel, com potência de transformação de 1.200 MVA. O aumento da sua capacidade em 600 MVA vai proporcionar maior disponibilidade de energia para os consumidores estabelecidos em todo o Oeste e Sudoeste do Estado, com melhoria na segurança operacional e nos níveis de confiabilidade do sistema elétrico.
Para a instalação desses reforços de transmissão na subestação Cascavel Oeste, também será necessária a realocação de estruturas metálicas de três linhas de transmissão no terreno e no entorno da subestação. Uma das linhas é de propriedade da Copel, outra da Abengoa e a terceira, da Eletrosul.
A implantação dessas obras exigirá investimentos estimados em R$ 35,5 milhões, permitindo à subsidiária de geração e transmissão da Copel uma receita anual de R$ 5,1 milhões. Tal empreendimento representa 15% das metas físicas de expansão da transmissão relativamente à capacidade de transformação prevista no planejamento estratégico da Companhia até 2015.
São Paulo
Também foi aprovada pela Aneel a implantação de circuito duplo nos últimos 5,4 km da linha de transmissão em 500 mil volts que interligará as subestações Araraquara 2 e Taubaté, no interior de São Paulo, com lançamento somente do primeiro circuito.
Tal alternativa viabilizará a construção da futura conexão prevista entre as subestações Taubaté e Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro, por meio de uma linha de transmissão que também deverá operar na tensão de 500 mil volts.
Os impactos sociais e econômicos antevistos para a construção da linha até Nova Iguaçu serão significativamente atenuados, pois ela poderá compartilhar tanto as torres quanto a faixa de segurança da linha que a Copel está construindo e cujo traçado passa por uma região urbana de Taubaté cujo crescimento é bastante expressivo.
A execução dessa obra autorizada pela Aneel exigirá a utilização de uma nova série de estruturas metálicas adequadas à sustentação de dois circuitos de transmissão e a implantação de 11 torres autoportantes, sendo quatro do tipo ancoragem e sete do tipo suspensão.
Esses reforços na linha de transmissão entre Araraquara e Taubaté terão custo aproximado de R$ 1,3 milhão e vão proporcionar à Copel um aumento de R$ 140 mil na receita anual permitida para esse empreendimento.
A concessão para a construção dessa linha, que integra o Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, foi arrematada pela Copel em leilão promovido pela Aneel no dia 11 de junho de 2010.
Com 356 km de extensão, essa linha reforçará a rede básica de transmissão que atende ao maior pólo consumidor de eletricidade do país, permitindo escoar a energia proveniente das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em construção no rio Madeira, na Região Amazônica.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Brasil estuda construir hidrelétricas em 7 países da América Latina




O governo brasileiro realiza estudos para construir usinas hidrelétricas em ao menos sete países da América Latina.
América do Sul tem de dobrar capacidade energética até 2030 para evitar ameaça de apagão
Os projetos tentam atender à crescente demanda por energia da região, que vive um período contínuo de expansão econômica, mas, em alguns casos, enfrentam resistência local de ambientalistas e de críticos de um suposto "imperialismo" do Brasil.
As usinas, que gerariam cerca de 12 mil MW (Itaipu, a segunda maior hidrelétrica do mundo, gera 14 mil MW), seriam erguidas em associação com empreiteiras locais e também abasteceriam o mercado brasileiro.
Lançado neste ano, o Plano Decenal de Expansão de Energia cita projetos para a construção de hidrelétricas no Peru, na Bolívia, na Guiana e na fronteira com a Argentina.
Entre os projetos, estão seis usinas no Peru, que totalizariam aproximadamente 7 mil MW de capacidade instalada.
As hidrelétricas, listadas em acordo assinado em 2010 pelos então presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Alan García, custariam US$ 15 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões) e seriam geridas pela Eletrobrás, estatal brasileira do setor elétrico.
No entanto, em junho, o Peru cancelou a licença provisória de um consórcio brasileiro para a construção da primeira das usinas, no rio Inambari. A decisão ocorreu em meio a protestos no departamento (Estado) de Puno, o mesmo que abrigaria a hidrelétrica, pela cassação de todas as concessões nos setores energético e minerador do Peru.
Para Sinval Gama, superintendente de operações internacionais da Eletrobrás, cabe agora à empresa esperar pelas novas diretrizes a serem definidas pelo governo do presidente Ollanta Humala, que assumiu o cargo em julho.
"Cada país é soberano, cabe aos investidores se adequar às regras", disse à BBC Brasil.
Manifestantes peruanos alegam que as usinas seriam mais benéficas ao Brasil do que ao Peru, já que o país andino arcaria sozinho com o prejuízo ambiental das obras.
Em resposta a este argumento, Gama afirma que o consórcio estuda formas de exportar a energia excedente a outros países, como Chile e Argentina. "Assim, a energia poderá ser exportada para onde o Peru achar melhor."


OUTROS PAÍSES


Na Bolívia, a Eletrobrás estuda a implantação da hidrelétrica Cachoeira Esperança, com 800 MW.
Na Guiana, a companhia verifica a viabilidade de uma usina com potência de 1.500 MW e está mapeando o potencial hidrelétrico total do país, estimado em 8 mil MW.
A energia poderá ser importada pelo Brasil por meio de interligações em Roraima e substituir o uso de combustíveis fósseis na região.
Há ainda duas usinas binacionais, que produziriam 2 mil MW, em estudo entre o Brasil e a Argentina, a serem instaladas no rio Uruguai.
Além desses empreendimentos, segundo Sinval Gama, a Eletrobrás iniciou negociações sobre possíveis investimentos no Suriname e na Guiana Francesa. Também há previsão de construção de uma hidrelétrica na Nicarágua.


DEFICIT ENERGÉTICO


Para Gama, embora a carência de energia na América Latina favoreça no longo prazo os planos de expansão da Eletrobrás, no curto prazo, pode acarretar em decisões equivocadas dos governos.
"Quando o sapato aperta, procura-se um sapato folgado e só depois é que se vê qual sapato é o melhor", disse.
Ele explica que a urgência em gerar energia pode fazer com que os países optem por investimentos com resultados mais rápidos, como em usinas termelétricas.
"Mas a solução por uma matriz limpa e renovável nunca pode ser de curto prazo", afirmou. Segundo Gama, a construção de uma hidrelétrica exige uma série de estudos e licenças que dificilmente são concluídos em menos de dez anos.


IMPERIALISMO BRASILEIRO


Ao mesmo tempo em que estimula a internacionalização da Eletrobrás, o governo brasileiro tenta evitar que os investimentos da estatal nos vizinhos sejam vistos com ressalvas pelas populações locais, como se refletissem uma espécie de "imperialismo brasileiro" na região.
Por isso, segundo um diplomata brasileiro ouvido pela BBC Brasil, o governo advoga que as relações com os vizinhos não devem ocorrer somente no campo econômico, mas também em cooperação em políticas sociais e em segurança nas fronteiras, por exemplo.
Quanto aos acordos energéticos, o Itamaraty diz que o Brasil busca situações em que haja ganhos para os dois lados e ampara as negociações em tratados internacionais, que tenham respaldo de todas as partes.

sábado, 13 de agosto de 2011

Aripuanã: Após atraso de 6 meses usina entra em operação


Por enquanto, estão sendo realizados testes.
 Após 6 meses de atraso, a Usina de Dardanelos, instalada no rio Aripuanã, está pronta para entrar em operação, gerando 261 megawatts (MW) de energia. As informações são do diretor técnico da Energética Águas da Pedra, Arfield Ramos Tomas, prevendo início das atividades em até uma semana, já que solicitação ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para operação comercial foi apresentada. No empreendimento foram investidos R$ 580 milhões.

 "Agora é rápido, único problema é o baixo volume de água, porque com a seca a vazão diminuiu muito". Linhas de transmissão (LT) interligando Aripuanã às subestações em Brasnorte e Juína e então ao Sistema Integrado Nacional (SIN) estão concluídos. Gerente de operações da Empresa Brasileira de Terraplanagem e Engenharia Ltda (EBTE), Joeval Gusmão da Rosa, diz que o trecho de 207 km entre Brasnorte e Juína está concluído, após embargo indígena. "Desde início deste mês LT está pronta". Ela integra um empreendimento de 775 km de extensão no Estado.

 De acordo com informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o grupo de linhas possibilitará o escoamento de energia de diversas usinas instaladas e a serem construídas em Mato Grosso, agregando 1,120 mil MW de potência ao SIN. Conforme dados do primeiro balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) para período 2011-2014, apresentado nesta sexta-feira (29), associando a produção energética de Dardanelos à hidrelétrica de Estreito, no Rio Tocantins (MA/TO) e do Complexo Eólico Cerro Chato, no Rio Grande do Sul, mais 2 mil megawatts de energia entram em operação no país.

 Balanço do PAC 2 mostra que 14% das obras do setor de energia já foram concluídas, havendo 76% em andamento adequado, 9% que merecem atenção e 1% em situação preocupante.

Em Mato Grosso existe atualmente 49 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), com potência instalada de 645,92 MW. Conforme estudo apresentado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), entregue à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre 2014 e 2019 serão viabilizados projetos de 7 usinas hidrelétricas (UHE) em Mato Grosso, as quais permitirão gerar mais 4,072 mil MW de energia, somados aos atuais 1,95 mil MW, montante proporcional a 1,98% da potência total no país (108,26 mil MW) e 22% da região Centro-Oeste.

 No ultimo dia 27 foi assinado contrato de concessão do Lote A do Leilão de Transmissão 008/2010, na Aneel. Entre eles, da subestação de Lucas do Rio Verde, de 230/138 kV, arrematada pela Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A. O deságio médio foi de 35,03%. A Receita Anual Permitida (RAP) ofertada foi de R$ 1,917 milhão. Obra deve gerar 120 empregos diretos, sendo entregue em 2 anos.

 Com empreendimento, crescimento da carga da cidade será suprido. Foram leiloados 7 empreendimentos, com 555 km de linhas de transmissão e 9 subestações, disputados por 14 empresas e 10 consórcios. Os investidores são brasileiros, espanhóis, chineses e portugueses.
Fonte: Redação - MT Notícias com GD

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sinop discutirá com governo federal compensações com hidrelétrica


Fonte: Só Notícias/Weverton Correa

A prefeitura de Sinop discutirá compensações com a construção da Usina Hidrelétrica Sinop (UHE Sinop), no município, este mês, com uma comissão do governo federal. O assunto será tratado dia 24, a possibilidade da União também assumir ações, principalmente nos setores da Saúde e Educação com a construção, visando a demanda de pessoas que devem desaguar no município e região, para trabalhar na obra.

Um dos objetivos seria "contar" com o governo para preparação da estrutura para acomodar a demanda, já que tanto compensações nas áreas sociais como ambientais, foram reiteradas em duas cartas abertas, elaboradas por lideranças dos municípios que serão afetados com a obra. Porém, estes documentos preveem a execução das medidas, estimadas em R$ 197 milhões, apenas por parte da empresa que vencer a concessão da usina. 

Rogério Rodrigues, secretário de Meio Ambiente, declarou os textos devem ser alterados para serem inclusas as ações que a União assumiria, já no próximo encontro de lideranças dos municípios que devem ser afetados com a UHE- Sinop, Colíder, Paranaíta, Claudia, Alta Floresta, Paranaíta, Nova Canaã e Itaúba-, em Alta Floresta, dia 19. Outros dois encontros já foram realizados em Sinop e Colíder, nos últimos dois meses.

Contudo, enquanto entidades discutem compensações, o processo de liberação da usina é moroso. Recentemente, conforme Só Notícias informou, o Ministério Público Estadual (MPE) requereu, no início do mês, anulação da licença ambiental da obra. O órgão apontou que laudos técnicos elaborados por professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), demonstram uma série de vícios no Estudo e no Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

Entre essas irregularidades, o MP destacou omissões na delimitação das áreas de influência do empreendimento; falta de definição dos métodos de transposição de espécies ameaçadas de extinção em virtude a obra; além de falhas em relação às alterações do regime hidrológico do Rio Teles Pires.

A usina que terá capacidade de gerar 400 megawatts de energia será construída abrangerá território de Sinop, Itaúba, Sorriso, Ipiranga do Norte, Cláudia. O reservatório deve inundar pelo menos 23 mil hectares somente em Sinop. O número de empregos diretos e indiretos que devem ser gerados e o investimento que deve ser feito ainda não foram divulgados oficialmente. O processo de liberação pode durar até quatro anos e meio.

Aneel aprova estudos de inventário da bacia do rio Juruena


Potencial apontado foi de 8.945 MW para 22 aproveitamentos distribuídos em oito rios

Da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão
10/08/2011 - 18:45h
A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou a revisão do estudos de inventário hidrelétrico da bacia do rio Juruena, localizado na bacia hidrográfica do rio Amazonas, nos estados do Mato Grosso e Amazonas. O estudo feito pela Empresa de Pesquisa Energética identificou um potencial total de 8.945 MW, distribuídos em 22 aproveitamentos nos rios Juruena, Arinos, do Peixe, Juína, Papagaio, Buriti, Sacre e do Sangue. O rio Juruena é o que comporta mais aproveitamentos, sete em um total de 7.518 MW.
Em seguida vem o rio Juina, com quatro aproveitamentos somando  267 MW. Com três aproveitamentos, os rios Papagaio, com potencial de 261 MW, e o Buriti, de 140 MW. Os rios Arinos e do Peixe comportam dois aproveitamentos em um total de 44 MW e 206 MW, respectivamente. Os rios Sacre, com 34,5 W e do Sangue, com 75 MW admitem apenas um aproveitamento. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 10 de agosto.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

MPE pede anulação de licença ambiental de hidrelétrica em Sinop

Laudos técnicos elaborados por professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), demonstram uma série de vícios no Estudo e no Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) da Usina Hidrelétrica de Sinop. Dentre eles, omissões na delimitação das áreas de influência do empreendimento; falta de definição dos métodos de transposição de espécies ameaçadas de extinção em virtude a obra; além de falhas em relação às alterações do regime hidrológico do Rio Teles Pires.

Com base nos referidos laudos, a 3ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Sinop ingressou com ação civil pública ambiental requerendo a nulidade do EIA /RIMA e do licenciamento já concedido para a realização da obra. A ação foi protocolada no dia 29/07, na Vara Única da Subseção Judiciária da Justiça Federal de Sinop, já que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) é ligada ao Ministério de Minas e Energia.

De acordo com a autora da ação, promotora de Justiça Audrey Ility, os estudos ainda confirmaram danos ambientais, que foram tratados superficialmente no EIA/RIMA, com a extinção de espécies aquáticas em todo trecho da obra no rio Teles Pires em virtude da transformação do ambiente. "O EIA menciona a reposição de espécies no rio Teles Pires, indicando que haverá extinção ou desaparecimento de espécies, porque a reposição somente é realizada nestas hipóteses, o que, contudo, foi não foi objeto de pesquisas sérias e da devida exposição às populações impactadas", destacou a promotora de Justiça.

Segundo ela, a maior preocupação refere-se à ausência de aferição e demarcação da área de influência, direta ou indireta, do empreendimento. "A Themag, empresa contratada pela EPE para elaborar o EIA/RIMA da UHE de Sinop, apenas considerou como área de impacto direto a área da construção e a da obra em si, deixando de considerar a operação do empreendimento para se aferir e demarcar estas áreas", explicou.

Na ação, a promotora de Justiça argumenta que, devido às omissões constatadas na delimitação das áreas de influência da hidrelétrica, quaisquer medidas mitigadoras dos impactos ou compensatórias traçadas para o empreendimento e às sociedades impactadas são questionáveis, já que os estudos foram pautados em dados que não correspondem à realidade.

A representante do Ministério Público destaca ainda que, apesar de ter sido tratada como espelho d´água pela EPE, a usina hidrelétrica possui reservatório, o que causará consequências no regime hidrológico do Rio Teles Pires. O referido problema, segundo ela, não foi considerado no EIA/RIMA. "Estes vícios, dentre outros, acarretam a absoluta imprestabilidade do estudo e, de consequência, do próprio licenciamento e de eventuais licenças a serem expedidas", afirmou Ility.

A promotora de Justiça acrescentou ainda que o processo de licenciamento ambiental em questão é omisso quanto à realização dos estudos de usos múltiplos, utilização racional e integrado das águas do Rio Teles Pires, em dissonância à Lei n.º 9.433/97 e Lei nº 9.984/2000. "A Política Nacional de Recursos Hídricos dispõe sobre a obrigatoriedade de, salvo absoluta impossibilidade, que deve ser comprovada tecnicamente, viabilizar-se este uso múltiplo dos recursos hídricos, necessário para a outorga do uso das águas", disse.

Conforme Ia promotora de Justiça, os estudos de viabilidade dos usos múltiplos das águas encontram suporte na Lei 6.938/1981 que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. "Estes estudos devem ser realizados antes ou mesmo concomitantemente a realização dos EIA/RIMA, porque, caso licenciada ou iniciada a instalação do empreendimento, sem observância da obrigatoriedade dos estudos sobre os múltiplo das águas, restará inviabilizada a utilização múltipla das águas, inclusive eventual aproveitamento para navegação", acrescentou.

Os laudos que embasaram a ação do MPE, proposta em litisconsórcio com o Sindicato Rural de Sinop, foram elaborados pelos professores Dorival Gonçalves Júnior, mestre e doutor em energia pela Universidade de São Paulo; e Francisco de Arruda Machado, doutor em biologia. Além da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), também foram acionados o Estado de Mato Grosso e a União Federativa do Brasil.

OUTRA AÇÃO: Esta é a segunda ação proposta pelo Ministério Púbico Estadual, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Sinop, em relação a Usina Hidrelétrica de Sinop. A primeira, que também tramita na Justiça Federal, tem como objeto a declaração de incompetência da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para a conclusão do procedimento de licenciamento ambiental.

De acordo com entendimento do MPE, o órgão competente para a condução do procedimento de licenciamento ambiental da UHE Sinop é o Ibama. "Além do empreendimento fazer parte de um complexo hidrelétrico na bacia hídrica do Rio Teles Pires, o referido rio, nos termos da Constituição da República, é da União, haja vista que banha dois Estados da Federação, inclusive servindo de fronteira entre os Estados do Mato Grosso e do Pará", ressaltou a promotora de Justiça Audrey Ility.

Governo decide aumentar nível mínimo de reservatório de hidrelétricas


Agência Brasil
Foto: ReproduçãoGoverno decide aumentar nível mínimo de reservatório de hidrelétricas
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou nesta segunda-feira (25) mudanças no nível meta dos reservatórios das usinas hidrelétricas das regiões Sudeste e Nordeste. No Sudeste, o nível mínimo dos reservatórios deve subir de 42% para 46% e no Nordeste, de 25% para 32%.

Segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, a determinação foi por causa do atraso na entrada em operação de 15 termelétricas, sendo que quatro deveriam começar a fornecer energia neste ano, mas vão operar a partir de 2013. “Só o deslocamento dentro do horizonte já fez com que aumentasse o nível meta”.

O nível meta é o nível mínimo de água estabelecido pelo setor elétrico para os reservatórios das hidrelétricas no início do período chuvoso. Quando há previsão de que essa meta não será atingida, pode haver o acionamento de termelétricas para evitar o desabastecimento de energia, o que pode tornar a energia mais cara.

Chipp acredita que as mudanças no nível meta não vão afetar o custo da energia para os consumidores. “A metodologia do estoque de segurança do nível meta teve um aperfeiçoamento, se introduziu uma margem de tolerância e um nível de segurança mensal. Então, se o nível de armazenamento ficar nessa margem de tolerância, não se mexe no despacho das térmicas”, explicou.

Segundo Chipp, o nível meta dos reservatórios só será alterado depois que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar a Curva de Aversão ao Risco, que determina os requisitos mínimos de armazenamento de energia de um sistema para os próximos dois anos.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico foi criado em 2004 com a função de acompanhar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético em todo o país. Além da ONS, participam do grupo órgãos como a Aneel, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Ministério de Minas e Energia e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

    Sistema de transmissão para hidrelétricas em MT terá 1.500 km de extensão


    Fonte: Redação
    Data: 04/08/2011 15:42

    A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) finalizou os estudos para definição do sistema de transmissão associado às usinas Teles Pires (1.820 MW), São Manoel (700 MW), Sinop (400 MW), Colíder (300 MW) e Foz do Apiacás (230 MW). A soma da potência instalada será de de 3.450 megawatts (MW). O objetivo do trabalho foi encontrar a melhor alternativa que garanta o pleno escoamento da eletricidade que será produzida pelos empreendimentos de geração, levando em conta a longa distância dos centros consumidores.

    O estudo contemplou a análise de tecnologias em corrente alternada e corrente contínua, além de diversos pontos de chegada das linhas na região Sudeste, principal centro consumidor de energia do país. A opção pela implantação de um sistema em corrente alternada em 500 quilovolts (kV) possibilita a viabilização de futuras conexões com os sistemas locais, próximos às usinas hidrelétricas. Com relação às questões socioambientais, os estudos concluíram que as faixas de terrenos não apresentam características que venham a dificultar a implantação das futuras linhas de transmissão.

    A alternativa que será implantada estabelece inicialmente a integração das cinco usinas com o Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de três linhas de transmissão entre as subestações de Paranaíta e Ribeirãozinho, ambas localizadas em Mato Grosso. Neste trecho haverá ainda a implantação de três novas subestações. A partir da subestação de Ribeirãozinho, será construída uma nova linha até a subestação Rio Verde Norte (GO), de onde partirão outras duas linhas de transmissão até uma nova subestação em Marimbondo (na fronteira entre MG e SP).

    Esse conjunto de projetos totaliza 1.500 quilômetros de extensão, desde a subestação de Paranaíta até a de Marimbondo. Serão investidos cerca de R$ 3,8 bilhões em todo o sistema de transmissão, e a estimativa é que o leilão dessas novas linhas e subestações ocorra ainda em 2011. Os projetos terão que entrar em operação até janeiro de 2015, data prevista para o início do funcionamento comercial da hidrelétrica de Teles Pires - licitada no final do ano passado.

    As análises estratégicas do escoamento da energia que será produzida pelas usinas hidrelétricas em Mato Grosso, bem como a comparação econômica dos custos entre as opções estudadas, permitiram que a alternativa de transmissão recomendada assegurasse o desempenho adequado do sistema de transmissão dentro dos padrões de confiabilidade, segurança e qualidade de suprimento que caracterizam as linhas planejadas pela EPE para o SIN.

    Transmissão de hidrelétricas de MT terá investimento de R$ 3,8 bi




    As linhas de transmissão dos cinco novos projetos de usinas hidrelétricas no Mato Grosso demandarão investimentos de R$ 3,8 bilhões, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
    O leilão das linhas de transmissão e subestações deve ocorrer ainda em 2011. Segundo a EPE, os projetos terão que entrar em operação até janeiro de 2015, data prevista para o início do funcionamento comercial da usina de Teles Pires, com potência instalada de 1.820 megawatts (MW) e que foi licitada no final do ano passado. As outras hidrelétricas previstas no Estado são Sinop (400 MW), Colíder (300 MW), Foz do Apiacás (230 MW) e São Manoel (700 MW).
    De acordo com a EPE, as cinco usinas serão inicialmente integradas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de três linhas de transmissão entre as subestações de Paranaíta e Ribeirãozinho, ambas em Mato Grosso. A partir de Ribeirãozinho, será construída uma nova linha até a subestação Rio Verde Norte (GO), de onde partirão outras duas linhas de transmissão até uma nova subestação em Marimbondo - na fronteira entre Minas Gerais e São Paulo. O conjunto de projetos, conforme a EPE, totaliza 1,5 mil km de extensão.
    O estudo contemplou a análise de tecnologias em corrente alternada e corrente contínua, para definir qual a melhor para os empreendimentos. "A opção pela implantação de um sistema em corrente alternada... possibilita a viabilização de futuras conexões com os sistemas locais, próximos às usinas hidrelétricas", disse a EPE. "Com relação às questões socioambientais, os estudos concluíram que as faixas de terrenos não apresentam características que venham a dificultar a implantação das futuras linhas de transmissão", acrescentou a EPE

    terça-feira, 2 de agosto de 2011

    Autorizada pela Aneel, hidrelétrica de Dardanelos inicia testes





    Segundo publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (18/07), a Aneel autorizou no sábado (16/07) o início da operação em testes de duas unidades da usina hidrelétrica de Dardanelos (261MW), no Mato Grosso. 

    O empreendimento é administrado pelo consórcio Águas da Pedra, que é liderado pela Neoenergia e tem como sócias Eletronorte e Chesf.
    Segundo a assessoria da companhia, foram iniciados no próprio sábado os testes de carga na primeira turbina. A primeira unidade está gerando energia ainda fora de operação comercial, e os ensaios devem durar por volta de 15 dias
    POR:
    Assessoria Pajé Transportes

    segunda-feira, 1 de agosto de 2011

    Governo investe R$ 5 bi em hidrelétrica


    O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em sua segunda versão, prevê R$ 958,9 bilhões em investimentos entre os anos de 2011 e 2014 e mais uma média de R$ 631,6 bilhões após 2014. Somados, os dois períodos totalizam um montante de R$ 1,59 trilhão. Destes, a maior parte está direcionada para a área de energia elétrica, que sozinha custará ao Governo Federal R$ 465 bilhões entre 2011 e 2014 e mais R$ 627 bilhões após este período. Em Mato Grosso, a construção das Usinas Hidrelétricas (UHE) Teles Pires e Colíder, juntas, custarão aos cofres públicos R$ 5 bilhões somente no período de 2011-2014.

    A UHE Teles Pires tem como meta, segundo o relatório do PAC 2 divulgado pelo Governo Federal no último dia 29, produzir 1.820 MW de energia. A responsável pela execução da obra é a Companhia Hidrelétrica Teles Pires, composta pela Eletrosul (24,5%), Neoenergia (50,1%), Furnas (24,5%) e a ODEBRECHT (0,9%).

    A data de operação prevista para a usina é em 30 de maio de 2015, com data de conclusão das obras marcadas para até 30 de setembro do mesmo ano. O contrato de concessão da usina já foi assinado em junho deste ano e, para dar segmento à obra, a empresa aguarda a emissão da licença de instalação pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O documento deve ser concedido até 19 de agosto deste ano, para que o as obras se iniciem até o final de outubro.

    Outra usina, de menor porte, também localizada no rio Teles Pires, está inclusa nos recursos destinados ao PAC 2. Com meta de produção de 300 MW, a usina deverá “abocanhar” R$ 1,3 bilhão até 2014. A empresa responsável pela execução das obras é a Companhia Paranaense de Energia (Copel). O contrato de concessão foi assinado em janeiro de 2011 e a licença de instalação já foi emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) em dezembro de 2010. As obras já estão com 13,4% de progresso e a meta da empresa é concluir 17% até dezembro.

    Planejamento

    O Governo Federal pretende ainda, investir os recursos do PAC também na instalação de mais uma UHE, que ainda está em fase de estudos para implantação. A UHE Sinop deverá ser erguida igualmente no rio Teles Pires e terá meta de produção de 400 MW. A empresa responsável pelos estudos é a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os investimentos previstos pelo governo são de R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos e mais R$ R$ 311,2 milhões após 2014.

    Agora, a empresa aguarda que a emissão de licença prévia da Sema até 30 de setembro deste ano, a fim de dar continuidade aos estudos de viabilização para instalação.