terça-feira, 7 de junho de 2011

Cerro Chato III com 10 MW


A Eletrosul recebeu autorização da Aneel para operar comercialmente 10 MW da usina eólica Cerro Chato III (30 MW), em Santana do Livramento (RS). A usina terá 15 turbinas, de 2 MW cada, e faz parte do complexo eólico Cerro Chato que terá 90 MW, construído em parceria com a Wobben (10%), da alemã Enercon. 
O complexo foi arrematado em dezembro de 2009 e está adiantado em relação ao cronograma inicial, que previa operação comercial em 2012. As três fases de Cerro Chato demandaram investimentos de R$ 400 milhões.
A Aneel também liberou a operação em teste de 28,5 MW em três unidades geradoras da PCH Santa Luzia Alto. A usina fica no rio Chapecó, entre os municípios de São Domingos e Ipuaçu, em Santa Catarina.

Deputado quer proibir construção de hidrelétricas no Pantanal

Fonte: Só Notícias/Alex Fama

O deputado estadual e relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Hidrelétricas, Dilmar Dal Bosco (DEM), apresentou um projeto de lei que pretende proibir a construção de novas usinas hidrelétricas de energia (UHE) e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) no pantanal mato-grossense. A medida, caso aprovada, irá anular os processos que estão em andamento para concessão destes empreendimentos na região.

A justificativa do parlamentar é o de minimizar os impactos da ocupação humana neste ecossistema. De acordo com a assessoria de imprensa, estudos apontam que a construção de barragens no pantanal impede que os peixes subam os rios e que os nutrientes da água fluam de um local para outro. Ou seja, prejudicam tanto a desova quanto a alimentação dos peixes. Além disso, a liberação de sedimentos das barragens pode assorear os rios da região, afetando a periodicidade e o volume das águas pantaneiras.

Para ele, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) está equivocada em analisar o impacto ambiental de cada empreendimento isoladamente, sem ter a visão global dos estragos que todas juntas causariam a esse ecossistema. "Interesses econômicos não podem sobrepor a sobrevivência do pantanal. Precisamos fazer algo antes que todas as usinas propostas estejam construídas, aí ficará mais difícil parar suas atividades", alertou Dal"Bosco.

O parlamentar não informou quantos empreendimentos já estão construídos ou estão em fase de concessão na região do Pantanal.

Usina hidrelétrica Teles Pires deve começar a ser construída em agosto

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Usina Hidrelétrica Teles Pires deverá começar a ser construída em agosto e a previsão é de que fique pronta em janeiro de 2015. O contrato de concessão do empreendimento, que foi leiloado em dezembro do ano passado, foi assinado hoje (o7/06) no Palácio do Planalto.
O presidente da empresa Neoenergia, uma das responsáveis pela obra, Marcelo Corrêa, disse que espera que a licença de instalação do empreendimento, que permite o início da construção da obra, seja emitida em até 90 dias. O grupo que vai construir a usina também é formado pelas empresas Furnas, Eletrosul e Odebrecht.
A hidrelétrica terá potência instalada de 1.820 megawatts e será construída no Rio Teles Pires, entre os estados de Mato Grosso e do Pará. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a construção da usina vai gerar cerca de 4,2 mil empregos diretos e indiretos, e todos os equipamentos utilizados serão construídos no Brasil. O custo estimado é de R$ 3,3 bilhões.
Segundo Lobão, a energia gerada pela usina é suficiente para abastecer 8% de todas as residências do país. “É uma iniciativa do governo federal para garantir a segurança energética de que o país necessita. Vem se juntar ao parque brasileiro de fornecimento de energia limpa e renovável”.

sábado, 28 de maio de 2011

Quatro hidrelétricas serão construídas na região do Teles Pires.

Quatro hidrelétricas serão construídas nos próximos anos na região do extremo norte de Mato Grosso. A informação foi repassada pelo governador Silval Barbosa (PMDB), na manhã desta quinta-feira (26), durante seu programa “Bom dia, Governador”. Segundo ele, todas estas usinas serão construídas no rio Teles Pires.

“Estive em Nova Canaã e lá me reuni com toda a equipe da companhia elétrica Copel, do Paraná, que ganhou a licitação para construir a hidrelétrica entre Nova Canaã e Colíder. Esta usina vai gerar 300 megawatts e abastecerá toda a região neste momento. Porém já esta saindo outro empreendimento como este na região de Paranaíta, que irá produzir 1,8 mil megawatts. Além disso, serão construídas outras duas hidrelétricas: uma na Foz do Apiacás e a outra no rio Teles Pires”, explicou.

Segundo o governador, a construção destas usinas trará maior desenvolvimento para a região, já que produtores têm procurado os municípios do extremo Norte do Estado para investimentos. “Quando falo que está havendo uma demanda muito grande nesta região, falo daqueles que estão buscando municípios como Colíder, Matupá, Guarantã do Norte, Terra Nova, Marcelândia, Itaúba, entre outros. Toda essa região estará muito mais próxima do Porto de Santarém do que quem está nas cidades de Lucas do Rio Verde ou Nova Mutum. Por isso essa procura por estes lugares”, detalhou Silval.

Para finalizar, o governador disse que é preciso investir ainda na questão de infraestrutura, principalmente no que se refere a pavimentação asfáltica. “Queremos uma transformação para melhor. Por isso o desenvolvimento tem que chegar lá agora, pois ainda temos deficiência na infraestrutura. Temos que recuperar a rodovia 320, entre a BR-163 até Alta Floresta, pavimentar até Paranaíta, levar o asfalto até Nova Monte Verde, Bandeirantes e Apiacás. São regiões altamente produtivas e que as empresas e produtores vão chegar para fazer os investimentos”.
Fonte: PnB Online

terça-feira, 26 de abril de 2011

China instalará 18GW de eólicas em 2011, diz associação

Crédito: ArquivoA China, que é o país com a maior capacidade eólica instalada no mundo, deve incrementar seu parque instalado com 18GW eólicos em 2011. A estimativa é do vice secretário-geral da Associação Chinesa da Indústria de Energia Renovável, Ma Lingjuan.
Com isso, a expectativa é que, até o final deste ano, o país asiático alcance 58GW de usinas eólicas em operação. O plano da China é instalar de 150GW a 230GW de plantas eólicas no decorrer dos próximos 10 anos. O objetivo é que a energia eólica seja responsável por 15% da produção de energia chinesa.
Apesar da forte expansão, o número cogitado pelo executivo da associação é bastante inferior ao montante total instalado na China em 2010. No ano passado, os chineses agregaram 25GW eólicos à matriz elétrica.
Segundo Lingjuan, o custo de implantação das fazendas eólicas tem caído consideravelmente. A média do custo do MW instalado no país é de US$764 mil por unidade. Contudo, o executivo garante que algumas usinas já estão sendo viabilizadas ao preço de US$611 mil por MW instalado.

Cientistas desenham turbina eólica de 20MW de potência

Trabalho de laboratório dinamarquês é fruto de cinco anos de pesquisas
Por Milton Leal
A questão que os pesquisadores pretendiam responder era se seria possível construir uma turbina de 20MW com a tecnologia e os componentes já existentes no mercado. Como uma turbina possui de 16 a 20 mil componentes, os cientistas focaram o trabalho somente nas principais partes da máquina e chegaram a conclusão que é possível, sim, construir esse equipamento.
"A conclusão geral a que chegamos é que para construirmos uma turbina de 20MW, incrementaríamos o custo do equipamento em 20% com as atuais tecnologias. Eu acho que isso está longe de nos desencorajar", afirma Peter Hjuler Jensen, responsável pelo projeto.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Google anuncia investimentos de US$ 500 milhões em parque de energia eólica

Shepherds Flat pretende ser o maior parque desse tipo de energia no mundo. Junto com o Google participam do investimento as companhias japonesas Itochu Corporation e Sumitomo Corporation
REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA EFE
Depois de anunciar investimentos para a construção da maior usina de energia solar, o Google anunciou que colocará US$ 500 milhões em um projeto para a construção do maior parque eólico do mundo, mais um de seus investimentos em energia sustentável. A informação foi confirmada nesta terça-feira (19) pelo grupo norte-americano General Electric (GE), que ficará responsável pelas turbinas do parque a ser construído no Estado do Oregon. 

Junto com o Google participam do investimento as companhias japonesas Itochu Corporation e Sumitomo Corporation, que se tornarão, junto à gigante da internet, coproprietárias do complexo. 

"Este projeto é particularmente atrativo porque usa um sistema de turbinas muito avançado, além de gerar energia limpa e renovável", disse o responsável de operações comerciais verdes do Google, Rick Needham. 

O parque eólico incluirá 338 aerogeradores da GE, que ficará responsável pela manutenção destes pelos primeiros dez anos de operações. No total, as instalações foram avaliadas em US$ 2 bilhões e devem gerar cerca de 845 megawatts quando estiverem em funcionamento em 2012. 

Chamado de Shepherds Flat, o parque, a ser instalado nos condados de Gilliam e Morrow, servirá quase que exclusivamente ao Estado da Califórnia, vizinho do Oregon. O abastecimento energético californiano trará à costa oeste dos EUA, enfim, uma grande usina de energia renovável. 

O Google já investiu mais de US$ 350 milhões no setor das energias renováveis, incluindo o projeto da maior usina de energia solar do mundo, que está sendo construída na própria Califórnia. Já a japonesa Itochu tem investimentos em mais de 15 usinas nos EUA, e a Sumitomo possui duas usinas eólicas no Japão, uma na China e já é coproprietária de outra nos Estados Unidos junto à GE.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Governo arma reunião para tentar destravar obras de hidrelétricas paradas.

O governo federal realizou nesta terça-feira (29/3) uma reunião entre sindicalistas e empresários da construção civil para tratar de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que se encontram paralisadas após conflitos nos canteiros. Entre elas, as hidrelétricas de Jirau (3.450MW) e Santo Antônio (3.150MW), no rio Madeira (RO), e São Domingos, no Mato Grosso do Sul. Sem consenso, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, marcou nova conversa para a quinta-feira (31/3).

Carvalho, com trânsito entre os sindicalistas, foi nomeado pela presidente Dilma para dedicar atenção especial aos problemas envolvendo os empreendimentos paralisados. As hidrelétricas tiveram os trabalhos suspensos após conflitos que terminaram com destruição de alojamentos e presença policial em Jirau e São Domingos. Em Santo Antônio, a proximidade com Jirau e sinais de uma iminente confusão levaram o consórcio construtur a optar por aguardar as negociações.

"A reunião de hoje (terça) foi apenas o primeiro palco, houve muita briga. Trabalhadores de um lado e patrão, do outro. Mas caminhamos para um processo que parece interessante. Logo após a reunião, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) sentou-se com a Odebrecht e com a Camargo Correa, para tentar resolver o problema de Jirau e Santo Antônio", resumiu Carvalho.

O presidente da CUT, Artur Henrique, afirma que foi às usinas e teve "um diagnóstico grave" sobre as situações de trabalho. Paulo Safady, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, diz que Jirau está parada "por uma questão de polícia" e alega que "a Força Nacional que foi para lá com o objetivo de conter as revoltas concluiu que não havia condições de trabalho". Ainda assim, Safady acredita que há "exagero das centrais" e os conflitos no Madeira são "pontuais".

Segundo o ministro Carvalho, a reunião de quinta vai trabalhar com a perspectiva de "uma mesa permanente de negociação", envolvendo "trabalhadores, patrões e governo". O secretário-geral da Presidência também fala em "ter uma mesa (de negociações) em cada obra importante.
Fonte:Jornal da Energia

Brasil possui 331 centrais geradoras hidrelétricas

Santa Catarina é o estado com maior número de CGH em operação, com 77 empreendimentos, seguida de Minas Gerais, com 73, e Rio Grande do Sul, com 36. O Mato Grosso ocupa o quarto lugar, com 29 centrais, enquanto que São Paulo possui 28

13 de abril de 2011 – A matriz energética nacional possui 331 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) em operação. Essas mini usinas, com capacidade instalada de até 1 Megawatt (MW), tem capacidade instalada de 188,7 MW e representam 0,17% da matriz energética brasileira. Em 1998, 21 centrais estavam registradas com uma potência total de 11,56 MW.

Atualmente, uma central está em construção em Minas Gerais. Outras 68 foram outorgadas pela AgênciaNacional de Energia Elétrica (Aneel), mas ainda não iniciaram as obras.  

Santa Catarina é o estado com maior número de CGH em operação, com 77 empreendimentos, seguida de Minas Gerais, com 73, e Rio Grande do Sul, com 36. O Mato Grosso ocupa o quarto lugar, com 29 centrais, enquanto que São Paulo possui 28.

A política governamental prevê para os interessados em explorar o potencial hidráulico das centrais geradoras descontos de no mínimo 50% nas tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e distribuição.

Para entrar em operação, as centrais precisam ser registradas na Aneel.

Segundo o Decreto nº. 2003/1996, os aproveitamentos de potenciais hidráulicos de até 1 MW independem de concessão ou autorização, porém devem ser comunicados ao órgão regulador e fiscalizador do poder concedente para fins de registro.

Desativar uma usina nuclear é mais difícil do que se previa.

Desativar uma usina nuclear é mais difícil do que se previa


Teoricamente, ao atingir o fim de sua vida útil, uma usina nuclear deverá ser desmontada como qualquer outro equipamento inservível.
Na prática, porém, autoridades e técnicos suíços e alemães estão vendo que a coisa não é tão fácil como se prevê nos estudos teóricos.
A experiência dos dois países mostra que fatores inesperados podem surgir na questão do desmantelamento dos equipamentos nucleares e que o planejamento financeiro não responde às necessidades reais.
A usina nuclear de Beznau I, a mais antiga da Suíça, está se aproximando do momento de sua desmontagem, mas nem tudo está saindo como previsto.[Imagem: SFNSI]
Desativação de usinas nucleares
A demolição das usinas nucleares desativadas na Suíça já está planejada desde que elas foram projetadas. Porém, desde que entraram em funcionamento, nunca o destino dessas centrais esteve tão politicamente incerto como agora.
Oficialmente a indústria atômica e o governo consideram que as usinas nucleares têm um período útil de vida de cinquenta anos.
Durante esse tempo, os consumidores de energia pagam um acréscimo na conta de energia de 0,8 centavo de franco suíço por Kilowatt/hora. Os recursos captados alimentam dois fundos: um fundo para o desligamento das centrais e um fundo para financiar a eliminação dos dejetos radioativos.
Os dois fundos são controlados pelo governo federal. Assim como os fundos de pensão, esses recursos são aplicados nos mercados financeiros. A meta é um retorno de capital na base de 5% ao ano. Atualmente a soma de capital dos dois fundos é de 4,15 bilhões de francos.
O custo oficial planejado para a eliminação dos dejetos radioativos durante o período de funcionamento das centrais (eliminação e transporte do lixo nuclear), e da demolição consequente das estruturas, é de 15,5 bilhões.
Desse valor, as operadoras das centrais assumem 7 bilhões. Os restantes 8,5 bilhões deveriam vir dos fundos - mas os fundos têm menos da metade disso.
Falta capital para o risco
Assim fica claro: mesmo se a central nuclear não for retirada prematuramente da rede elétrica, o financiamento do desmantelamento não está 100% garantido. A questão é se os mercados de capitais podem dar realmente um retorno anual de 5%. Em todo caso, especialistas consideram essa meta bastante ambiciosa.
Além disso, ainda é preciso levar em conta complicações possíveis no caso de trabalhos complexos e dispendiosos no desmantelamento. No caso de desativação prematura, o fundo não é mais financiado.
Caso haja necessidade de capital, a Lei atualmente em vigor na Suíça sobre o uso da energia nuclear prevê que as operadoras das centrais nucleares cubram a parte em falta, caso os recursos disponíveis nos fundos não sejam suficientes. Porém, especialistas duvidam que a quota de capital próprio responda a essa necessidade.
O especialista em mercados financeiros, Kaspar Müller, escreve no seu estudo publicado em 2008 - "Risco e rendimentos das centrais nucleares" - que falta "em grande ordem às centrais nucleares capital para assumir responsabilidade em caso de riscos e a estabilidade financeira é questionável".
Desmantelamento problemático na Alemanha
A experiência, até então, com o desmantelamento de uma usina nuclear na Alemanha, mostra que esse processo complexo não apenas pode durar mais do que vinte anos, mas também provocar surpresas desagradáveis na forma de locais que estão contaminados radioativamente. Esse fator aumenta o trabalho e também os custos.
"Nos últimos anos as empresas especializadas no desmantelamento ganharam bastante experiência. Foi possível aperfeiçoar e melhorar os métodos utilizados,", declara Philipp Hänggi, da Swissnuclear, o grupo de interesse das empresas do setor.
"Contudo, os custos e o tempo de desmantelamento da primeira dúzia de centrais desativadas não são diretamente transferíveis aos novos projetos de desmantelamento As etapas individuais podem ser padronizadas, mas o desmantelamento de todo o sistema será sempre um projeto individual," diz o representante da indústria.
Hänggi considera o prazo de 15 anos para desmontar completamente uma central nuclear como realista. A questão, de saber se o terreno utilizado poderá abrigar posteriormente um parque infantil, é respondida por ele com um "sim".
Herança nuclear
Na desmontagem, em primeiro lugar são removidos os bastões de combustível nuclear e o edifício do reator. A descarga das barras de combustível "não é um processo extraordinário", declara Michael Schorer, chefe de comunicação no Fórum Nuclear. "Os bastões de combustível são trocados regularmente durante o funcionamento normal das centrais e levados para depósitos provisórios."
As autoridades suíças estimam que o simples desmantelamento de todas as centrais nucleares do país e a manutenção do depósito provisório de lixo nuclear em Würenlingen custaria 2,2 bilhões de francos.
Os custos de eliminação durante o período de funcionamento das centrais são de 13,3 bilhões. No valor está incluído o reprocessamento dos bastões, o depósito provisório e o depósito geológico final.
A cada cinco anos os custos são checados e reavaliados. Um estudo mais recente deverá ser publicado em 2012.
A partir da catástrofe no Japão, a pressão para o desligamento antecipado das mais antigas usinas - Mühleberg e Beznau - não vem mais só dos grupos de esquerda e os ecológicos, mas também de uma parte dos partidos de centro.
Por outro lado, o lobby atômico resiste: a desativação prematura teria não apenas consequências a curto prazo, mas também afetariam o planejamento do período subsequente, incluindo também o financiamento para a demolição das estruturas criadas.


terça-feira, 5 de abril de 2011

Argentinos investem pesado para gerar energia dos ventos

parque_eolicoNo Brasil, principalmente em regiões litoraneas sulistas ou nordestinas, as rajadas de ventos raramente atingem mais do que 10,0 metros por segundo.
Prá ter a dimensão do que essa velocidade de ventos significa, basta dizer que na Europa, a maior parte da geração de eletricidade é feita com ventos de até 6,0 metros por segundo.
Nos vales argentinos patagônicos, no entanto, as rajadas comuns invariavelmente são menores do que 50,0 metros por segundo e movimentariam, facilmente, milhares de “ventiladores” gigantescos para produzir eletricidade abundante e relativamente barata, até pára exportar aos países vizinhos.
Uma lei aprovada em 2009 dá prazo de dez anos para que argentinos elevem para 8% do mix total elétrico os seus percentuais de geração de energias renováveis não-tradicionais.
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O Rio Grande do Sul  já retira dos ventos, significativos percentuais de energia elétrica através do Parque Eólico de Tramandaí (foto ao lado).
Nos leilões públicos brasileiros e argentinos os preços médios dos empreendimentos eólicos vai de R$ 140 a R$ 148 por Megawatt/hora produzido.
Um dos maiores entraves tanto na Argentina quanto no Brasil é a deficitária e antiquada rede de transmissão elétrica existente e as dificuldades geográficas e operacionais para ampliar suas estrutura.
As localidades de Comodoro Rivadávia, Santa Cruz e Buenos Aires são as que mais projetos eólicos implementarão nos proximos 36 meses 


Petrobras assumirá termelétrica em Cuiabá até 2012

Termelétrica Governador Mário CovasSão Paulo - A Petrobras e a Empresa Produtora de Energia (EPE), controladora da Usina Termelétrica Governador Mário Covas, chegaram a acordo que viabilizará a retomada das atividades da unidade. Ela está paralisada desde agosto de 2007 em função da interrupção do fornecimento de gás natural pela Bolívia. Após meses de negociações, as partes assinaram ontem contrato de locação da usina localizada em Cuiabá para a Petrobras, com vigência até o final de 2012.
Nesse período, a Petrobras assumirá a condição de titular da energia gerada pelo empreendimento. A EPE, por sua vez, seguirá à frente da operação e manutenção do empreendimento. Para viabilizar a retomada das operações da unidade, foi acertado que a Petrobras ficará responsável por garantir o abastecimento do local.
A EPE, também conhecida como Pantanal Energia, não revelou a existência de acordo entre Petrobras e governo boliviano acerca do envio de gás natural para Cuiabá. Em outubro do ano passado, entretanto, representantes do governo boliviano e da petrolífera estatal YPFB garantiram a retomada do fornecimento de gás natural para Mato Grosso.
Caso esse acerto não seja confirmado, a Petrobras terá a alternativa de abastecer a usina com gás natural transportado a partir de caminhões ou com diesel - alternativa considerada menos provável. "A retomada da operação da Usina Termelétrica de Energia (UTE) Cuiabá, com seus mais de 500 megawatts de capacidade instalada, representa a garantia de confiabilidade elétrica para a baixada cuiabana e uma importante contribuição à segurança energética nacional", destacou em nota o diretor presidente da EPE, Fabio Garcia.
A solução de arrendamento da unidade negociada entre Petrobras e EPE não é inédita. Em 2007, a Petrobras firmou acordos semelhantes com as estatais Emae (SP) e Copel (PR) para arrendar, respectivamente, as termelétricas Piratininga e Araucária, nos mesmo Estados. Em ambos os casos, a Petrobras passou a deter o direito de explorar comercialmente a geração de energia elétrica dos empreendimentos, que enfrentavam dificuldades de operação por falta de gás natural.
fonte (http://exame.abril.com.br)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Copel prevê entrada em geração de energia eólica

Reuters/Brasil Online

SÃO PAULO (Reuters) - Além de garantir ampla participação nos leilões de geração e transmissão de energia que serão realizados neste ano, a estatal paranaense Copel prevê a entrada no segmento de energia renovável, principalmente a eólica.
Entretanto, a companhia não participará, de forma alguma, de projetos que tenham taxas de retorno inferiores aos custos, afirmou o presidente do conselho de administração, Mauricio Schulman.
"Além das usinas, desenvolveremos e implantaremos projetos de outras fontes renováveis, e vale o destaque para as fontes eólicas", disse o executivo nesta quarta-feira, em teleconferência com analistas sobre os resultados do quarto trimestre de 2010.
"Seguramente é muito importante que a empresa esteja presente neste desenvolvimento."
Schulman afirmou que prospecções indicam que o potencial para a energia eólica no Brasil são de mais de 150 mil megawatts (MW), "50 por cento a mais que todo o potencial instalado no país".
Na terça-feira, a CPFL informou que está se focando na geração de energia eólica, que "pelo menos está 10 por cento à frente da biomassa e da PCH em custo final".
O presidente do conselho da Copel afirmou que "estaremos presentes em um maior número de leilões de geração e transmissão. Não faz absolutamente nenhum sentido termos taxas de retorno inferiores... o que significaria destruir o valor da empresa", observou.
A Copel possui cinco obras em geração e transmissão de energia em andamento que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que lhe permite recorrer a financiamentos diretos do BNDES.
"Já temos solicitações protocoladas de até 1,6 bilhão de reais... esperamos que até o final do ano esses financiamentos sejam aprovados", disse o presidente da companhia, Lindolfo Zimmer.
BAIXO IGUAÇU
Os executivos da Copel confirmaram que a companhia mantém negociações com a Neoenergia para a construção da usina de Baixo Iguaçu.
O leilão de concessão da usina de 350 megawatts (MW) foi realizado em setembro de 2008 e teve como vencedor o consórcio formado por Neoenergia, com 90 por cento de participação, e Desenvix, com os 10 por cento restantes.
"A participação em Baixo Iguaçu foi feita por gestores anteriores e a empresa não foi feliz na estratégia", disse o presidente do conselho.
De acordo com Schulman, surgiram "novos fatos" que indicaram possibilidades que não estavam presentes no leilão. "Estudos técnicos mostraram otimização do aproveitamento", disse o executivo, citando, por exemplo, o fato de que a Copel já possui uma usina a 15 quilômetros do local onde será erguido o empreendimento.
"Isso significa que nem precisaria de uma sala de comando... seria uma vantagem enorme nos custos", completa Schulman.
(Por Carolina Marcondes)