sábado, 12 de março de 2011

Chuvas paralisam obras da hidrelétrica São Domingos, no MS

A Eletrobras Eletrosul anunciou nesta quinta-feira (10/3) que "as fortes chuvas que atingem o Mato Grosso do Sul desde o dia 27 de fevereiro, ininterruptamente", obrigaram a paralisação temporária das obras da hidrelétrica São Domingos, em Água Clara, a 250 quilômetros de Campo Grande. Segundo a estatal, o temporal que atingiu todo o estado no sábado (5) elevou o leito do rio Verde em três metros, obrigando a interdição da ponte de acesso às duas margens do canteiro de obras da usina por questões de segurança. Os trabalhos também estão paralisados na casa de força e a concretagem do vertedouro foi suspensa.
De acordo com o engenheiro residente, André Batistela, a situação deve ser normalizada em no máximo cinco dias, com o escoamento da água, caso as chuvas dêem uma trégua. A estatal afirma que as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam para o fim das chuvas nesse período.
O engenheiro da Eletrosul, porém, garante que o andamento da obra não foi comprometido porque, mesmo com a casa da força interditada e a concretagem do vertedouro paralisada, há outras frentes de serviço na ativa. A previsão da companhia é de que em 10 dias se recomece a construção da barragem da margem oposta da obra, juntamente com o desvio do leito do rio Verde, que a partir desta etapa, passa a ser somente pelas adufas (galerias na parte inferior do vertedouro), voltando ao leito principal, logo abaixo da barragem. A previsão é de que a usina inicie a operação em janeiro de 2012.
Fonte: Jornal da Energia

quinta-feira, 10 de março de 2011

Paraná se torna referência na engenharia de hidrelétricas


As Usinas Hidrelétricas (UHEs) que estão em processo de implantação no Brasil têm uma potência instalada que poderá gerar um volume adicional de energia elétrica de 26,2 mil MW nos próximos dez anos. Mais de 80% (80,8%) deste total virá de usinas cujos projetos de engenharia são responsabilidade de uma empresa nacional, sediada em Curitiba (PR), a Intertechne Consultores S.A. Esta energia vai auxiliar no atendimento à demanda do consumo interno, definida pelo Plano Decenal de Expansão de Energia 2019 do Ministério de Minas e Energia (MME). Também acompanhará o desenvolvimento econômico do Brasil, que deverá crescer a uma taxa de 5,1% ao ano no período.

“O Paraná vive um momento especial por concentrar boa parte da elaboração dos projetos de obras relevantes do segmento hidrelétrico. É o estado da engenharia de hidroenergia”, ressalta o diretor presidente da Intertechne, Antonio Fernando Krempel. Em função do cenário favorável a grandes projetos hidrelétricos, a Intertechne adequou sua estrutura para atender à demanda das novas usinas em processo de implantação.

As hidrelétricas que entraram em operação no período de 2001 a 2010 no país têm potência instalada que gera um volume adicional de energia elétrica de 17,1 mil MW - e cerca de 15% deste total veio das usinas com participação da Intertechne. ”Hoje as cinco maiores hidrelétricas em processo de implantação contam com a nossa experiência e com nossos profissionais para a realização de serviços de engenharia”, ressalta Krempel. ”A potência instalada apenas nestas cinco grandes usinas vai responder por 78,6% do total previsto até 2019”.

As maiores - As cinco maiores hidrelétricas que serão construídas no Brasil têm potência instalada de 20.590 MW. A Usina de Estreito, localizada no Rio Tocantins, na divisa dos Estados do Tocantins e do Maranhão, possui a quinta maior capacidade instalada das 30 usinas em processo de implantação - 1.087 MW. A quarta maior é a de Teles Pires, que será construída no Mato Grosso. Sua potência é de 1.820 MW. A Usina de Santo Antonio, com 3.150 MW, está sendo construída no Rio Madeira, a 10 km de Porto Velho (RO) e tem o terceiro maior potencial. Jirau, que está em construção em Rondônia, terá uma capacidade de 3.300 MW e tem a segunda grande potência. A maior de todas é a de Belo Monte, cujo potencial ultrapassa 11 mil MW. Nestas usinas, a empresa paranaense participa através da elaboração de projetos básico, executivo ou do gerenciamento de obras. “Em Belo Monte, Teles Pires e Estreito, a Intertechne é a líder dos Consórcios de Projetistas para a construção de tais usinas”, conta o diretor presidente.

No total, a Intertechne participa hoje de oito projetos de hidrelétricas no Brasil. No exterior, atua em grandes obras, como na elaboração dos projetos da Hidrelétrica de Palomino e das Barragens de Sabana Yegua e Monte Grande, na República Dominicana, nas usinas Ocoña e Chaglla, no Peru, e na UHE Brito, na Nicarágua.

A Intertechne – Fundada em 1987, é uma empresa brasileira que se consolidou no seu campo de atuação como uma das principais empresas de engenharia de projeto e consultoria, atuando seletivamente em uma esfera de empreendimentos hidráulicos, hidrelétricos e de geração e transmissão de energia elétrica, assim como em outros segmentos de infraestrutura. A empresa atua nos projetos básicos, executivos e gerenciamento do metrô de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de projetos rodoviários e serviços para a Usina Nuclear de Angra 3. Com seu escritório principal em Curitiba, a Intertechne conta ainda com o apoio de sucursais em outras capitais do Brasil, no México e na Argentina.



Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica

terça-feira, 8 de março de 2011

Turbinas Pelton.

Turbina Pelton - Ilustração da patente original

     Essa turbina foi idealizada cerca de 1880 pelo americano Pelton de onde se originou o nome.

São adequadas para operar entre quedas de 350 m até 1100 m, sendo por isto, muito mais comuns em países montanhosos.         Este modelo de turbina opera com velocidades de rotação maiores que os outros, e tem o rotor de característica bastante distinta.




 A turbina Pelton é constituída basicamente por um rotor que possui pás duplas igualmente espaçadas pela sua periferia, formando a roda da turbina, e um bocal que consiste em uma peça cônica fixada ao extremo da tubulação que injeta a água com uma agulha interna acionada por uma haste, a qual regula o fluxo de saída da água para a roda da turbina, conforme é visto na figura 01. 
     Essa turbina é classificada como uma turbina de ação, pois a energia hidráulica é transformada em energia cinética para, depois de incidir nas pás do rotor, transformar-se em mecânica. A principal característica é a velocidade do jato na de saída do bocal que, dependendo da altura de queda, pode chegar a uma velocidade de 150 m/s até 180 m/s. Na turbina Pelton, o torque é gerado pela ação de um jato livre sobre a dupla concha do rotor. Por essa razão a turbina Pelton também pode ser chamada de turbina de jato livre.
     Os rotores atuais são fundidos em uma só peça, com as conchas e a roda formando um só conjunto. Entretanto é possível a fabricação separada das conchas e da roda e a fixação por meio de pinos e parafusos. No primeiro caso, caso haja uma concha danificada o rotor precisa ser substituído por inteiro, enquanto no segundo caso, basta substituir a pá danificada. A geometria das conchas é bastante complicada o que torna sua fabricação um serviço quase artesanal principalmente a etapa de acabamento. A concha deve ter a capacidade de absorver convenientemente a energia cinética transmitida pela ação do jato que sai do bocal e ao mesmo tempo distribuí-la no seu retorno, sem interferir com a pá subseqüente. No bocal, a pressão da água é convertida em velocidade. 
     Um dos maiores problemas destas turbinas, devido à alta velocidade com que a água se choca com o rotor, é a erosão provocada pelo efeito abrasivo da areia misturada com a água, comum em rios de montanhas. As turbinas pelton, devido à possibilidade de acionamento independente nos diferentes bocais, têm uma curva geral de eficiência plana, que lhe garante bom desempenho em diversas condições de operação.


      


     Encontram-se, no Brasil, várias centrais hidroelétricas funcionando com esse tipo de turbina, principalmente no campo das pequenas centrais, porém o número é bastante reduzido quando comparado com as tradicionais Francis e Kaplan.
     
Para mini e micro aplicações, a turbina Pelton pode ser usada para baixas quedas em alguns casos até menos de 20 m. A maior queda em turbina PELTON situa-se na Suíça (Dixence) com 1750 m e potência de 65 MW, já a maior potência é gerada no Brasil (Cubatão) com 719 m de queda e potência de 110 MW. A UHE São Bernardo em Piranguçu/MG é outro exemplo de utilização das turbinas Pelton, gerando 6,7 MW de potência. As turbinas Pelton podem ser de eixo horizontal ou vertical e são caracterizadas por terem um alto número de rotações, tendo um rendimento de até 93%

segunda-feira, 7 de março de 2011

Os ambientalistas e as hidrelétricas.

ESCRITO POR HENRIQUE CORTEZ

Os ambientalistas, em sua maioria, não possuem restrições ideológicas ou conceituais às hidrelétricas. O que questionamos com vigor é o modelo de desenvolvimento a partir do qual elas são concebidas.
As acusações de que somos “inimigos” das hidrelétricas são originadas de dirigentes do setor elétrico, das grandes empreiteiras e das empresas de consultoria fabricantes de EIA-RIMAs. Lamentavelmente são acusações inverídicas que encontram apoio e voz na grande mídia.
Há muito que os ambientalistas são acusados de “atrapalhar” o desenvolvimento. Isto não é novo e o setor energético especializou-se em nos acusar de impedir a patriótica expansão do setor.
O setor elétrico, em defesa da indústria eletrointensiva, pesadamente subsidiada, sempre tentou desqualificar os órgãos ambientais e os ambientalistas. Afinal, é mais fácil desqualificar o outro do que qualificar a si mesmo.
Os órgãos ambientais e os ambientalistas jamais fizeram exigências que justificassem algo tão estapafúrdio como a afirmação de um ex-presidente da Eletrobrás que “… Há casos de regiões em que não podemos oferecer energia para não estressar os vagalumes“. No entanto, os ambientalistas sempre cobraram cuidado e responsabilidade dos órgãos ambientais e sempre exigiram que a construção das hidrelétricas observasse cuidados socioambientais, para evitar os incalculáveis danos das grandes barragens, tais como em Balbina e Tucuruí.
Ou que não se repitam as tragédias de dezenas de milhares de pessoas expulsas de suas terras e seus lares. Milhares ainda lutam para o justo reconhecimento das indenizações a que tem direito. Ou que, pelo menos, fossem reassentadas em terras produtivas.
Danos incalculáveis , que o setor elétrico jamais reconheceu, muito menos se desculpou.
Os imensos erros foram cometidos pelos eletrocratas e não pelos ambientalistas e pelos movimentos sociais. Os mesmos eletrocratas que produziram o EIA-RIMA fraudulento na hidrelétrica de Barra Grande ou os EIA-RIMAs repletos de erros nas UHEs Corumbá IV e do rio Madeira. Erros que os representantes do setor, convenientemente, deixam de citar em suas declarações.
Também omitem que o esforço para construir as hidrelétricas no rio Madeira, apenas ocorre para atender à indústria eletrointensiva de exportação. Nem pensar em atender à Dna. Mariazinha e o Seu Zezinho.
A indústria eletrointensiva ( menos de 500 empresas ) consome mais de 1/4 de toda a energia firme produzida no Brasil e tem um imenso poder de mando.
Tanto é que o programa Luz para Todos teve um desempenho pífio no norte do Brasil. Afinal, as multinacionais eletrointensivas não são atendidas pelo Luz para Todos. O resultado do Luz para Todos, muito aquém das metas, é, que a população no entorno do reservatório de Tucuruí apenas começou a conhecer a eletrificação a partir de 2005 e, se tudo correr bem, talvez seja totalmente atendida até o final de 2012.
Em Tucuruí, 50% da energia firme produzida é, contratualmente, destinada à indústria eletrointensiva, com destaque para a produção de alumínio e para a mineração.
Em termos de política industrial é necessário discutir a quem serve este subsídio, porque até hoje não ficou claro se a exportação, de alumínio plano, por exemplo, sequer compensa os subsídios concedidos
Em outra ponta da questão, é bom lembrar que as mega-obras, incluindo as grandes hidrelétricas, são uma “festa” para as empreiteiras e seus amigos.
As usinas hidrelétricas construídas no clima de “Brasil Grande”, ao longo da ditadura militar, foram e continuam sendo grandes desastres socioambientais. Hoje temos maiores conhecimentos técnicos e científicos para planejar e projetar novas hidrelétricas, mitigando ao máximo os seus impactos. No entanto, continuamos a ver projetos sem reais preocupações sociais e ambientais, como se o “espírito” vigente durante a ditadura ainda nos assombrasse.
Quando a sua insustentabilidade econômica, social ou ambiental fica evidente, o setor sempre apela para o “patriótico” dever de gerar energia. Como se esta pseudo bandeira patriótica a tudo justificasse. A ditadura militar pensava e agia como se assim fosse. Sabemos no que deu.
Voltando aos reservatórios, lembro que eles são de uso múltiplo e geração de energia é apenas um dos usos. O gerenciamento das bacias de suporte dos reservatórios deve ser feito por toda a sociedade. A implantação eficaz dos Comitês de Bacias e o desenvolvimento de programas de recuperação hidroambiental são fundamentais para garantir a eficiência dos reservatórios para todos os usos, inclusive garantindo o “estoque” para hidroeletricidade.
O ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico, em tese, gerencia os “estoques” dos reservatórios e a oferta firme do sistema, coordenando a transferência de energia no sistema integrado. O problema é que, como é costume no setor elétrico, isto é realizado sem qualquer transparência ou controle social.
Um bom exemplo deste gerenciamento sem transparência pode ser demonstrado no esgotamento do reservatório de Sobradinho, em 2007. O reservatório de Sobradinho tem cerca de 320 km de extensão, com uma superfície de espelho d’água de 4.214 km² e uma capacidade de armazenamento de 34,1 bilhões de metros cúbicos em sua cota nominal de 392,50 m, constituindo-se no maior lago artificial do mundo, garantindo assim, através de uma depleção de até 12 m, juntamente com o reservatório de Três Marias/CEMIG, uma vazão regularizada de 2.060 m³/s nos períodos de estiagem, permitindo a operação de todas as usinas da CHESF situadas ao longo do Rio São Francisco. O reservatório foi concebido para suportar até dois anos de estiagem até chegar a 10% de seu volume útil. Então como foi possível que fosse reduzido de 98,62%, em março/2007, para 16,52%, em dezembro/2007 – uma redução de 82,10% do volume útil em apenas nove meses. Nenhuma estiagem, por si só, explica tal redução, da ordem de 28 bilhões de metros cúbicos. Alguém mais, além de São Pedro, deve explicações para tal inacreditável redução.
Oficiosamente, soube-se depois, o reservatório operou em plena carga, “queimando” os estoques que seriam necessários na estiagem, para que o sistema transferisse energia para a Argentina, naquele momento, sob risco de um “apagão”. Bem, se isto for verdade, quem tomou esta decisão, com que base técnica e para atender a quais interesses?
Por falar nisso, que tal repotenciar as usinas mais antigas, isto é, modernizar o seu conjunto gerador, permitindo produzir mais energia com o mesmo volume de água. É mais rápido, barato e eficiente. Por que este projeto “dormita” em alguma gaveta a mais de 15 anos? A quem não interessa a repotenciação?
As questões de fundo exigiriam um espaço editorial muito maior do que posso me permitir. No entanto, tomo a liberdade, de sugerir alguns artigos em que estes temas são avaliados e discutidos de forma mais acurada.
Os diversos artigos do Rodolfo Salm, publicados aqui e no Correio da Cidadania, são referência no tema e devem ser consultados e considerados.

Henrique Cortez é ambientalista e coordenador do portal EcoDebate

Consórcio paranaense promete entrar em todos leilões hidrelétricos

Tapajós Por Luciano Costa
Um grupo de companhias sediadas no Paraná pretende se juntar para entrar nos próximos leilões de hidrelétricas promovidos pelo governo. O consórcio seria liderado pela estatal Copel, que vem participando com lances ousados nos certames mais recentes, e pela J. Malucelli, que está presente na Norte Energia, empresa que resultou do grupo vencedor da disputa pela usina de Belo Monte, que será construída no Pará.
A J. Malucelli quer estar presente na formação com sua subsidiária de energia, como investidora, e com a de construção, que se juntaria a outras empreiteiras, com quem o consórcio fecharia pré-contratos antes de entrar na disputa pelos empreendimentos. Esse último grupo também deve contar com CR Almeida e Cesbe - duas construtoras sediadas em Curitiba.
"É um consórcio paranaense. Vamos disputar todos os leilões que houver", adianta o diretor de energia da J. Malucelli, Theóphilo Garcez. O executivo lembrou que uma prévia desse consórcio já apareceu no primeiro A-5 deste ano, promovido em julho. Na ocasião, a Copel arrematou a concessão da hidrelétrica Colíder, que será implantada no rio Teles Pires. A estatal apareceu sozinha como investidora, mas posteriormente revelou que já havia fechado uma estrutura pré-contratada de parceiros na qual constavam J. Malucelli, CR Almeida e outras empresas, como Impsa e Engevix.
Após vencer a licitação da UHE Colíder, a Copel afirmou que a usina era vista pela companhia como uma porta de entrada para as outras hidrelétricas que o governo pretende leiloar no rio Teles Pires. A estatal acredita que o fato de já estar presente na região será um fator importante para ganhar competitividade nessas outras disputas. Garcez, da J. Malucelli, tem a mesma análise. "Como somos os únicos já situados no Teles Pires, com esse consórcio, temos grande chance de alavancar o resto (dos projetos). Vamos participar muito fortes (dos certames)", garante o executivo.
Garcez ainda afirma que o consórcio paranaense também está de olho na hidrelétrica de São Luiz do Tapajós (6.133MW), a maior prevista no Plano Decenal de Energia para ser licitada até 2019. O certame dessa planta deve ser marcado no próximo ano. O executivo, porém, negou rumores publicados na imprensa sobre uma conversa com as empreiteiras Serveng e Mendes Júnior, que estão junto à J. Malucelli em Belo Monte. O diretor afirma uma aproximação visando os novos projetos não aconteceu "nunca" e que a vontade é manter um grupo com as empresas que já apareceram em Colíder.

Copel assina ordem de serviço para início da obra da hidrelétrica de Colíder

A Copel assinou nesta terça-feira (1/3) a ordem de serviço para a construção da hidrelétrica de Colíder, (300MW) que será instalada no rio Teles Pires, no Mato Grosso. Para tocar a obra do empreendimento, licitado em julho do ano passado, a companhia contratou um consórcio formado por cinco empresas: J. Malucelli, CR Almeida, Wind Power Energia, Engevix Engenharia e VLB Engenharia.

O contrato com as construtoras e fornecedoras foi fechado por cerca de R$1,2 bilhão - o equivalente a 80% do valor estimado para o projeto pela Copel, que é de R$1,57 bilhão.
As empresas do consórcio já estão com equipamentos no local e pretendem dar início aos trabalhos nos próximos dias.
O início de produção comercial da primeira unidade geradora está previsto para janeiro de 2015. No entanto, o superintendente de Planejamento da Expansão da Geração da Copel, Cláudio Falcão, acredita que será possível adiantar os trabalhos. O coordenador do consórcio responsável pela obra, Fernando Krempel, observa que o cronograma está à frente do previsto. “Estamos adiantados, visto que recebemos a autorização para início da mobilização e já temos até equipamentos lá”.

O empreendimento está incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e a Copel já obteve excepcionalização do contingenciamento de recursos imposto pela resolução Bacen 2827/2001 junto ao Conselho Monetário Nacional, com a finalidade de obter financiamento para sua implementação. Com isso, também em dezembro a empresa deu início às tratativas junto ao BNDES para captar recursos que serão empregados no projeto.
Fonte:Jornal da Energia

quarta-feira, 2 de março de 2011

Célula a hidrogênio alimenta notebooks e bicicletas elétricas

Notebook a hidrogênio
Durante o Mobile World Congress, realizado em Barcelona nesta semana, os visitantes puderam conhecer um sistema de alimentação a hidrogênio para notebooks e outros equipamentos móveis.
O sistema é composto de uma célula alimentada a hidrogênio, fornecida pela Powertrekk. Ao gerar a energia necessária para alimentar o equipamento, a célula produz apenas vapor de água como subproduto.
Os cartuchos de hidrogênio estão sendo colocados no mercado com capacidades para alimentar células a combustível de 1 watt até 3 kilowatts.
Isto os torna capazes não apenas de recarregar telefones celulares, notebooks, GPS e qualquer outro produto portátil, mas também de alimentar equipamentos com consumo significativo de energia.
Uma célula a combustível com o cartucho de maior capacidade pode alimentar uma bicicleta elétrica por até 160 quilômetros, a uma velocidade de 40 km/h.
Célula a hidrogênio alimenta notebooks e bicicletas elétricas  
Energia do sal e areia
As recargas de hidrogênio, que estão sendo lançadas pela empresa Signa Chemistry, baseiam-se no trabalho do professor James Dye, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
O Dr. Dye trabalha com metais de base alcalina, tendo desenvolvido o uso do siliceto de sódio para produzir hidrogênio.
"Em nosso laboratório, nós produzimos silicetos metal-alcalinos, que basicamente são feitos de sódio e silício que, por sua vez, vêm do sal e da areia," conta o pesquisador. "Nós conseguimos produzir hidrogênio adicionando água ao siliceto de sódio, e o hidrogênio alimenta as células a combustível."
Depois de exaurida sua carga de hidrogênio, o cartucho contém apenas silicato de sódio, o mesmo material encontrado nas pastas de dentes, por exemplo, o que mantém a característica "verde" dessa fonte de energia.

Mato Grosso é o 2º em PCH"s

Estado tem 49 unidades em operação e outras 11 em construção, segundo relatório da Aneel 

Mato Grosso é o segundo estado brasileiro com maior número de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), cuja capacidade instalada é de até 30 megawatt (MW). Ao todo são 49 unidades em operação com capacidade de gerar 632,326 mil quilowatt (kW) de energia elétrica. A liderança é de Minas Gerais que gera 743,927 mil kW provenientes de 100 geradoras de eletricidade. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


No total, considerando outras matrizes energéticas, Mato Grosso tem capacidade para gerar 2,231 milhões kW, representando 1,96% da produção nacional, de 113,683 milhões (kW). O presidente do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás de Mato Grosso (Sincremat), Fábio Garcia, lembra que o potencial hidráulico de Mato Grosso é motivo de atração dos investimentos. Ele explica que as PCH"s têm a vantagem de provocar menos impacto ambiental que uma Usina Hidrelétrica de Energia (UHE).

Mesmo assim, o economista doutor em Planejamento Energético, José Manuel Marta, afirma que é preciso verificar a necessidade das unidades geradoras. "Pelos impactos que causam no ambiente, é interessante analisar a demanda de energia. Não estamos trabalhando com a capacidade ociosa". Para ele, os investimentos estão acima do necessário.

Os dados da Aneel apontam que, em Mato Grosso, estão em construção outras 11 PCH"s. As unidades irão gerar 159 mil kW. A Apiaia é uma das empresas que administra PCH"s no Estado. No total, são 3 unidades com capacidade de gerar 86 megawatts. Elas estão localizadas nos municípios de Campinápolis, Nova Maringá e Lucas do Rio Verde. O diretor da empresa, Manuel Gonçalves, afirma que o interesse por Mato Grosso é disponibilidade dos recursos hídricos.

No Estado, existem 8 hidrelétricas, com capacidade geradora de 885,180 mil kW. Um dos mais recentes empreendimentos, ainda em fase de construção, é a usina de Colíder, situada no rio Teles Pires. A empresa que irá executar o projeto, a Copel, ainda tem interesse nas unidade São Manoel, com 764 MW; a Foz do Apiacás, de 174 MW e a de Sinop com capacidade para 646 MW. É o que afirma o gerente de Planejamento de Expansão de Geração da empresa, Claudio Marinho Falcão. Segundo ele, a Copel ainda está disponível para receber projetos das empresas privadas que queiram construir uma PCH e já possuem autorização da agência reguladora.

No país, nos últimos 7 anos, a capacidade instalada das usinas de pequeno porte do país cresceu quase 3 vezes. De acordo com Aneel, em 2003 a potência das PCH"s totalizava 1,151 mil megawatts (MW) e em 2010, esse número passou para 3,428 mil MW. A participação das PCH"s na matriz energética aumentou de 1,22% para 3,05% no mesmo período e a quantidade de usinas subiu de 241 para 387. Em 2010, entraram em operação 32 Pequenas Centrais Hidrelétricas, com potência total de 470,67 MW. Para este ano, está previsto o início da operação de 5 novas PCH"s.

FONTE: Gazeta DIgital

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Eletronuclear publica estudo em defesa da energia atômica

Estudo elaborado por uma empresa privada, por encomenda da Eletronuclear, defende que a energia nuclear pode reduzir as emissões de gases poluentes no Brasil em 19%.
Os dados se baseiam em uma participação de 7,3 gigawatts (GW) da energia nuclear na geração do Sistema Interligado Nacional (SIN), até 2030.
Isto corresponderia a 437 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) que deixariam de serem lançados na atmosfera.
O aumento da participação da energia nuclear na cesta de geração do SIN é previsto no Plano Nacional de Energia 2030 (PNE).
Energia nuclear na matriz brasileira
Hoje, a participação da energia nuclear alcança em torno de 2 GW.
A essa geração se somarão o 1,3 GW previsto para a Usina Nuclear Angra 3 e mais 4 GW adicionais, referentes às quatro novas unidades nucleares projetadas pelo Plano Nacional de Energia 2030.
A Consultoria Ecen, responsável pelo estudo, faz também o inventário nacional de emissões de gases de efeito estufa para o Ministério de Minas e Energia.
Ela foi contratada pela Eletronuclear para elaborar um estudo específico para o Brasil, comparando as emissões de gases de efeito estufa no ciclo nuclear com as de outros ciclos de combustível na geração de eletricidade.
O estudo mostra que sem a participação da energia nuclear, as emissões de CO2 seriam maiores, considerando que, dentro do previsto no PNE, caso não seja adotada, a energia nuclear seria substituída por energia térmica a carvão.
De acordo com o estudo, dentre todos os ciclos de combustível analisados - petróleo, gás natural, carvão mineral e geração termelétrico a partir do bagaço da cana - a energia nuclear é a mais limpa e a que emite menos gases de efeito estufa.
Consumo brasileiro de energia
Dados fornecidos pela Eletronuclear indicam que o consumo per capita de eletricidade do Brasil é o 90º no ranking mundial de consumo - abaixo da média mundial.
O consumo atual por brasileiro é de cerca de 2.000 quilowatts/hora por ano (kWh/ano). Nos países desenvolvidos, o consumo é 4.000 kWh/ano. Nos países de desenvolvimento recente, como Portugal, Espanha e Coreia do Sul, o consumo per capita atinge 4.500 kWh/ano, 5.600 kWh/ano e 6.400 kWh/ano, respectivamente, de acordo com dados da Eletronuclear.
  

Inaugurada Usina de Energia Eólica Alegria I, em Guamaré (RN)


A usina inaugurada que está em operação comercial desde 30 de dezembro de 2010 tem capacidade de geração de 51,2 MW, energia suficiente para abastecer 70 mil moradias. 
Segundo Hugo Seabra de Souza, diretor vice-presidente da Multiner, a inauguração do Alegria I celebra o encerramento de uma primeira etapa de desafios. A segunda será a construção da segunda usina eólica, ao lado de Alegria I, que terá o dobro de aerogeradores e que gerará mais 100,65 MW de energia.
Em conjunto, as duas formarão o Parque Eólico Alegria, com 151,8 MW instalados, o maior da América Latina, afirma Souza. As obras de Alegria II foram iniciadas no final de 2010 e as 61 turbinas eólicas já chegaram ao Brasil.
A Usina de Energia Eólica Alegria I contou com mais de 450 trabalhadores em sua construção e com um investimento de R$ 330 milhões. Desse total, R$ 250 milhões foram financiados pelo BNB. Alegria I opera com 31 aerogeradores da fabricante dinamarquesa Vestas – líder mundial na fabricação de aerogeradores. A escolha da localização é altamente estratégica, já que a Região Nordeste apresenta excelente regime de ventos, com média anual de velocidade de 8,5 metros/segundo.

Qual o mistério por trás de Belo Monte?

Um dos setores mais bem planejados no passado foi o de energia elétrica. As aberrações (Balbina e Samuel) nada tiveram com este planejamento. Dentre os diversos parâmetros observados, procurava-se nas hidrelétricas construir barragens que, atendendo a curvas de altura em função de volume e área, com capacidade de armazenamento plurianual, visando a ter meios de fazer face a mais de um ano seco a cada cinco anos. 
Preocupava-se também em investir na transmissão em extra alta tensão (EAT) diante da evidencia que a Região Sudeste - principal centro de carga do país mercê do desenvolvimento - não teria no futuro possibilidades de construção de barragens de porte, o que obrigaria a trazer-se de longe a energia gerada em outras regiões, em especial da Amazonia. 
Assim, construiu-se um sistema de transmissão robusto, gradualmente interligado, de 500KV, e ampliou-se para acima disso (600 e 750KV) as linhas oriundas de Itaipu, visando à redução de perdas em distancias de mais de 2,5 mil quilômetros. 
Preparou-se pois o Brasil, com grandes investimentos, para viver o momento atual, isto é, trazer de aproveitamentos longínquos, num sistema hidrelétrico com bacias complementares, energia para qualquer ponto de carga do país. 
O primeiro parâmetro citado, qual seja, acumulação plurianual, foi abandonado na época do Grande Sociólogo, acompanhado pelos neófitos que instalou no MME, face a inércia, omissão e despreparo que marcaram o período. 
Deu no que deu. Apagão. E o mais grave, um Programa (poluidor) de Térmicas Emergenciais que, inicialmente, complementavam a geração, por falta de alternativa, e que, posteriormente, institucionalizou-se, não mais como emergência, mas já agora como forma de investir pouco, rápido e faturar-se imediatamente. 
O grande modelito do Tolmasquin. Os magníficos ambientalistas nada falaram, nada falam, nem tampouco se importam com a poluição e com os reflexos tarifários desta política. 
Para simplificar e não estender este texto, limitando-nos a obras maiores, o governo licitou Santo Antonio e Jirau, no Rio Madeira, e os gênios ambientalistas quase não "chiaram" e "entubaram", até por conveniências inconfessáveis, os projetos ora em execução que observam características técnicas inéditas e inovadoras. Utilização de turbinas bulbos em dimensões nunca antes utilizadas e que portanto comportam as hipóteses do desconhecido. 
No entanto, Belo Monte, que é estudado há mais de 30 anos, e que, em decorrência de pressões de ambientalistas e defensores de índios, teve em 1994 o seu projeto reformulado, preservando áreas indígenas e reduzindo a área inundada em 66%, e em consequência a energia firme tem sido objeto de criticas permanentes e tentativas desesperadas de obstaculização. 
O curioso, e parece até anedota, que uma das críticas deste mesmos grupos que forçaram a revisão do projeto é que a energia firme é baixa em relação à capacidade instalada (1.1250 MW). 
Ao longo do tempo já fizeram "marola" contra o projeto o cantor Sting, o cineasta James Cameron, a atriz Sigourney Weaver, o ator Joel David Moore, o bispo austríaco Erwin Krautler (este com alguma representatividade, pois esteve na região por bom tempo), culminando com o ato do Greenpeace derrubando, em 20/4/2010, um caminhão de esterco de boi na porta da Aneel. 
Outros, menos badalados, também se pronunciaram igualmente, e com raras exceções, sem nenhum vínculo com a nacionalidade brasileira ou com a nossa soberania. O grau de preparo desta gente é de tal ordem que todos, economistas, o ex-genro especialista que não evitou o apagão, jornalistas (alguns que pensam entender de tudo) e até publicitários, sentem-se à vontade para dizer qualquer coisa sem nunca terem estudado a questão. 
Recentemente um site - Avaast - tendo um norte-americano a frente (Bem Wikler), manipulando dados , confundindo áreas de estado com município, fez uma pressão danada e conseguiu via Internet que 500 mil brasileiros, incautos, assinassem um documento contra a usina. (Sergio Barreto Mota, em sua coluna neste MM, registrou que mais importante são os milhões da maioria silenciosa que são a favor da usina) 
Deviam antes obrigar o Obama a cumprir a promessa sobre Guantánamo, avaliar o que representaram e representam as milhões de toneladas de bombas jogadas no Iraque, no Afeganistão, a queima de petróleo nos EUA, a derrubada da floresta boreal no Alasca, em matéria de agressão contra o meio ambiente e a humanidade. 
Também há poucos dias, em debate na TV, com o físico Luiz Pingueli, um diretor de uma ONG, com sotaque estrangeiro, disse pérolas do gênero: a região não está preparada para receber 120 mil pessoas. Isto sob o olhar complacente e embevecido de uma jornalista que pensa entender de tudo. 
Preliminarmente, e sem xenofobia, deveria ter declarado sua nacionalidade e se seu país tem prática na construção de hidrelétricas, e se o objetivo é manter a região isolada e por quê? 
Foz do Iguaçu e Cidade Del Leste estavam preparadas quando começaram a construção de Itaipu? Ilha Solteira ou Três Lagoas estavam preparadas quando começaram Jupiá? Tucurui estava? Estamos tratando do município de Altamira, segundo maior em área do mundo, com cerca de 160 mil km² e com sua riquíssima hidrografia. Vão ser inundados 400 a 500 km² (0,25% a 0, 30%). A cidade de Altamira já tem mais de 105 mil habitantes, dos quais 80% alfabetizados. 
Não se ouviu uma palavra destes ambientalistas, do Ibama, da Funai, quando, em abril de 2009, a região foi inundada pelo rompimento de inúmeras "barragens", feitas em cima da perna por exploradores locais, que obrigaram autoridades paraenses a decretar em 14 de abril de 2009 situação de calamidade publica. 
Lembra-se que uma barragem bem feita contribui para regularizar um rio, o que acaba ou atenua qualquer tipo de enchente. As pressões contrarias são tantas que deve haver algum mistério por trás de Belo Monte. 
A cidade de Altamira a mil quilômetros de Belém, cuja única ligação com outras partes é a Transamazônica, permanece isolada grande parte do ano (cheias). O que haverá além da riquíssima biodiversidade na chamada terra do meio, entre o Tapajós e o Xingu, maior area de floresta não perturbada na Amazônia Oriental? O que tem de diferente a topografia que, a partir de Marabá em direção ao Xingu, chega a ter altitudes de 700m? E o efetivo centro geográfico do Brasil? 
Se observarmos o local de construção da usina, formando um triângulo com Belém e Santarém, interligando-se com Tucurui e, no futuro, com as usinas do Tapajós, verificaremos que Belo Monte não é só importante pelos kWs que irá gerar, mas também, e não exclusivamente, como veremos em futuro breve, pela incorporação de um amplo território ao desenvolvimento. 
Quem são os donos daquelas terras? Que riquezas elas escondem? Quem as explora? É preciso lembrar que a cidade de Tucurui, em menos de 30 anos, se aproxima dos 100 mil habitantes. 
Embora situada longe dali, já não é suficiente a barbaridade da Reserva Raposa do Sol, em Roraima? O que querem no Xingu? Transformar os índios em latifundiários maiores ainda e persistir na sua exploração? 
Num raio de quinhentos quilômetros em torno de Belo Monte, excluindo-se Belém, já temos uma área de influencia da ordem de 2 milhões de brasileiros (Santarém, Marabá, Tucurui, Imperatriz...). Se utilizarmos o conceito de distância econômica de transmissão, a população abrangida se amplia muito mais ainda. 
Será que não é hora de estabelecermos regras para as ONGs estrangeiras ou que sejam financiadas por recursos externos? Até quando seremos a casa da mãe Joana, em que todo mundo manda, fala e explora? De examinarmos melhor o conluio descarado entre ONGs e aqueles ambientalistas que, por despreparo ou desonestidade, servem de margem de manobra? E a CPI? 
Sem dúvida o território brasileiro é muito grande, os meios fiscais são escassos, mas não seria possível, no momento em que se busca melhor ação nas nossas enormes fronteiras, atuarmos seletivamente, em algumas áreas do nosso território? 
O que faz ou pode fazer a Abin? E as Forças Armadas brasileiras? Até incursões eventuais ajudariam! Não é possível continuarmos a conviver com estas ONGs alienígenas! 
E o Congresso Nacional, o que pensa? E as representações políticas do Norte do país? Por que o Ibama não se preocupa com os problemas ambientais palpáveis: saneamento deficiente no país, entorno de Brasília, Baía de Guanabara, Tietê e Pinheiros, em São Paulo, favelas de Salvador, Recife e Belo Horizonte, desmatamento, queimadas, madeireiras no Norte? 
Se querem opinar sobre o Norte, que o Ibama e a Funai mudem sua sede para a Região Amazônica e ajudem a ocupá-la e desenvolvê-la. Teriam mais credibilidade. 
Se tivermos a cada hidrelétrica que nos submeter ao despreparo e interesses desta gente, sem que apontem alternativas - térmicas ou outras antieconômicas, poluentes e incompatíveis com a região - é melhor acabar com todo o planejamento que foi feito ao longo de muitos anos e aprender a conviver com os modismos importados há alguns anos e que não tem nada a ver com a nossa realidade. 
A propósito, como se formam "ambientalistas" no Brasil? Como os sociólogos? A maior poluição é a miséria! É hora de falar sério. Já há muitos problemas ambientais, reais, para esta "turma", se quiser, de fato, trabalhar. Não devem se meter no que não entendem. 
Parem de bancar os "inocentes úteis" As representações políticas, principalmente do Norte, têm que colocar um paradeiro nisso. E as Forças Armadas precisam atuar nestas áreas ou, se já o fazem, aprimorar e aprofundar o seu trabalho. Terão grandes surpresas! 

Osvaldo Nobre 
Autor dos livros Brasil, país do presente, Bric ou RIC e 1999-2010 - Década de Transformações.