segunda-feira, 7 de março de 2011

Consórcio paranaense promete entrar em todos leilões hidrelétricos

Tapajós Por Luciano Costa
Um grupo de companhias sediadas no Paraná pretende se juntar para entrar nos próximos leilões de hidrelétricas promovidos pelo governo. O consórcio seria liderado pela estatal Copel, que vem participando com lances ousados nos certames mais recentes, e pela J. Malucelli, que está presente na Norte Energia, empresa que resultou do grupo vencedor da disputa pela usina de Belo Monte, que será construída no Pará.
A J. Malucelli quer estar presente na formação com sua subsidiária de energia, como investidora, e com a de construção, que se juntaria a outras empreiteiras, com quem o consórcio fecharia pré-contratos antes de entrar na disputa pelos empreendimentos. Esse último grupo também deve contar com CR Almeida e Cesbe - duas construtoras sediadas em Curitiba.
"É um consórcio paranaense. Vamos disputar todos os leilões que houver", adianta o diretor de energia da J. Malucelli, Theóphilo Garcez. O executivo lembrou que uma prévia desse consórcio já apareceu no primeiro A-5 deste ano, promovido em julho. Na ocasião, a Copel arrematou a concessão da hidrelétrica Colíder, que será implantada no rio Teles Pires. A estatal apareceu sozinha como investidora, mas posteriormente revelou que já havia fechado uma estrutura pré-contratada de parceiros na qual constavam J. Malucelli, CR Almeida e outras empresas, como Impsa e Engevix.
Após vencer a licitação da UHE Colíder, a Copel afirmou que a usina era vista pela companhia como uma porta de entrada para as outras hidrelétricas que o governo pretende leiloar no rio Teles Pires. A estatal acredita que o fato de já estar presente na região será um fator importante para ganhar competitividade nessas outras disputas. Garcez, da J. Malucelli, tem a mesma análise. "Como somos os únicos já situados no Teles Pires, com esse consórcio, temos grande chance de alavancar o resto (dos projetos). Vamos participar muito fortes (dos certames)", garante o executivo.
Garcez ainda afirma que o consórcio paranaense também está de olho na hidrelétrica de São Luiz do Tapajós (6.133MW), a maior prevista no Plano Decenal de Energia para ser licitada até 2019. O certame dessa planta deve ser marcado no próximo ano. O executivo, porém, negou rumores publicados na imprensa sobre uma conversa com as empreiteiras Serveng e Mendes Júnior, que estão junto à J. Malucelli em Belo Monte. O diretor afirma uma aproximação visando os novos projetos não aconteceu "nunca" e que a vontade é manter um grupo com as empresas que já apareceram em Colíder.

Copel assina ordem de serviço para início da obra da hidrelétrica de Colíder

A Copel assinou nesta terça-feira (1/3) a ordem de serviço para a construção da hidrelétrica de Colíder, (300MW) que será instalada no rio Teles Pires, no Mato Grosso. Para tocar a obra do empreendimento, licitado em julho do ano passado, a companhia contratou um consórcio formado por cinco empresas: J. Malucelli, CR Almeida, Wind Power Energia, Engevix Engenharia e VLB Engenharia.

O contrato com as construtoras e fornecedoras foi fechado por cerca de R$1,2 bilhão - o equivalente a 80% do valor estimado para o projeto pela Copel, que é de R$1,57 bilhão.
As empresas do consórcio já estão com equipamentos no local e pretendem dar início aos trabalhos nos próximos dias.
O início de produção comercial da primeira unidade geradora está previsto para janeiro de 2015. No entanto, o superintendente de Planejamento da Expansão da Geração da Copel, Cláudio Falcão, acredita que será possível adiantar os trabalhos. O coordenador do consórcio responsável pela obra, Fernando Krempel, observa que o cronograma está à frente do previsto. “Estamos adiantados, visto que recebemos a autorização para início da mobilização e já temos até equipamentos lá”.

O empreendimento está incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e a Copel já obteve excepcionalização do contingenciamento de recursos imposto pela resolução Bacen 2827/2001 junto ao Conselho Monetário Nacional, com a finalidade de obter financiamento para sua implementação. Com isso, também em dezembro a empresa deu início às tratativas junto ao BNDES para captar recursos que serão empregados no projeto.
Fonte:Jornal da Energia

quarta-feira, 2 de março de 2011

Célula a hidrogênio alimenta notebooks e bicicletas elétricas

Notebook a hidrogênio
Durante o Mobile World Congress, realizado em Barcelona nesta semana, os visitantes puderam conhecer um sistema de alimentação a hidrogênio para notebooks e outros equipamentos móveis.
O sistema é composto de uma célula alimentada a hidrogênio, fornecida pela Powertrekk. Ao gerar a energia necessária para alimentar o equipamento, a célula produz apenas vapor de água como subproduto.
Os cartuchos de hidrogênio estão sendo colocados no mercado com capacidades para alimentar células a combustível de 1 watt até 3 kilowatts.
Isto os torna capazes não apenas de recarregar telefones celulares, notebooks, GPS e qualquer outro produto portátil, mas também de alimentar equipamentos com consumo significativo de energia.
Uma célula a combustível com o cartucho de maior capacidade pode alimentar uma bicicleta elétrica por até 160 quilômetros, a uma velocidade de 40 km/h.
Célula a hidrogênio alimenta notebooks e bicicletas elétricas  
Energia do sal e areia
As recargas de hidrogênio, que estão sendo lançadas pela empresa Signa Chemistry, baseiam-se no trabalho do professor James Dye, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
O Dr. Dye trabalha com metais de base alcalina, tendo desenvolvido o uso do siliceto de sódio para produzir hidrogênio.
"Em nosso laboratório, nós produzimos silicetos metal-alcalinos, que basicamente são feitos de sódio e silício que, por sua vez, vêm do sal e da areia," conta o pesquisador. "Nós conseguimos produzir hidrogênio adicionando água ao siliceto de sódio, e o hidrogênio alimenta as células a combustível."
Depois de exaurida sua carga de hidrogênio, o cartucho contém apenas silicato de sódio, o mesmo material encontrado nas pastas de dentes, por exemplo, o que mantém a característica "verde" dessa fonte de energia.

Mato Grosso é o 2º em PCH"s

Estado tem 49 unidades em operação e outras 11 em construção, segundo relatório da Aneel 

Mato Grosso é o segundo estado brasileiro com maior número de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), cuja capacidade instalada é de até 30 megawatt (MW). Ao todo são 49 unidades em operação com capacidade de gerar 632,326 mil quilowatt (kW) de energia elétrica. A liderança é de Minas Gerais que gera 743,927 mil kW provenientes de 100 geradoras de eletricidade. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


No total, considerando outras matrizes energéticas, Mato Grosso tem capacidade para gerar 2,231 milhões kW, representando 1,96% da produção nacional, de 113,683 milhões (kW). O presidente do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás de Mato Grosso (Sincremat), Fábio Garcia, lembra que o potencial hidráulico de Mato Grosso é motivo de atração dos investimentos. Ele explica que as PCH"s têm a vantagem de provocar menos impacto ambiental que uma Usina Hidrelétrica de Energia (UHE).

Mesmo assim, o economista doutor em Planejamento Energético, José Manuel Marta, afirma que é preciso verificar a necessidade das unidades geradoras. "Pelos impactos que causam no ambiente, é interessante analisar a demanda de energia. Não estamos trabalhando com a capacidade ociosa". Para ele, os investimentos estão acima do necessário.

Os dados da Aneel apontam que, em Mato Grosso, estão em construção outras 11 PCH"s. As unidades irão gerar 159 mil kW. A Apiaia é uma das empresas que administra PCH"s no Estado. No total, são 3 unidades com capacidade de gerar 86 megawatts. Elas estão localizadas nos municípios de Campinápolis, Nova Maringá e Lucas do Rio Verde. O diretor da empresa, Manuel Gonçalves, afirma que o interesse por Mato Grosso é disponibilidade dos recursos hídricos.

No Estado, existem 8 hidrelétricas, com capacidade geradora de 885,180 mil kW. Um dos mais recentes empreendimentos, ainda em fase de construção, é a usina de Colíder, situada no rio Teles Pires. A empresa que irá executar o projeto, a Copel, ainda tem interesse nas unidade São Manoel, com 764 MW; a Foz do Apiacás, de 174 MW e a de Sinop com capacidade para 646 MW. É o que afirma o gerente de Planejamento de Expansão de Geração da empresa, Claudio Marinho Falcão. Segundo ele, a Copel ainda está disponível para receber projetos das empresas privadas que queiram construir uma PCH e já possuem autorização da agência reguladora.

No país, nos últimos 7 anos, a capacidade instalada das usinas de pequeno porte do país cresceu quase 3 vezes. De acordo com Aneel, em 2003 a potência das PCH"s totalizava 1,151 mil megawatts (MW) e em 2010, esse número passou para 3,428 mil MW. A participação das PCH"s na matriz energética aumentou de 1,22% para 3,05% no mesmo período e a quantidade de usinas subiu de 241 para 387. Em 2010, entraram em operação 32 Pequenas Centrais Hidrelétricas, com potência total de 470,67 MW. Para este ano, está previsto o início da operação de 5 novas PCH"s.

FONTE: Gazeta DIgital

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Eletronuclear publica estudo em defesa da energia atômica

Estudo elaborado por uma empresa privada, por encomenda da Eletronuclear, defende que a energia nuclear pode reduzir as emissões de gases poluentes no Brasil em 19%.
Os dados se baseiam em uma participação de 7,3 gigawatts (GW) da energia nuclear na geração do Sistema Interligado Nacional (SIN), até 2030.
Isto corresponderia a 437 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) que deixariam de serem lançados na atmosfera.
O aumento da participação da energia nuclear na cesta de geração do SIN é previsto no Plano Nacional de Energia 2030 (PNE).
Energia nuclear na matriz brasileira
Hoje, a participação da energia nuclear alcança em torno de 2 GW.
A essa geração se somarão o 1,3 GW previsto para a Usina Nuclear Angra 3 e mais 4 GW adicionais, referentes às quatro novas unidades nucleares projetadas pelo Plano Nacional de Energia 2030.
A Consultoria Ecen, responsável pelo estudo, faz também o inventário nacional de emissões de gases de efeito estufa para o Ministério de Minas e Energia.
Ela foi contratada pela Eletronuclear para elaborar um estudo específico para o Brasil, comparando as emissões de gases de efeito estufa no ciclo nuclear com as de outros ciclos de combustível na geração de eletricidade.
O estudo mostra que sem a participação da energia nuclear, as emissões de CO2 seriam maiores, considerando que, dentro do previsto no PNE, caso não seja adotada, a energia nuclear seria substituída por energia térmica a carvão.
De acordo com o estudo, dentre todos os ciclos de combustível analisados - petróleo, gás natural, carvão mineral e geração termelétrico a partir do bagaço da cana - a energia nuclear é a mais limpa e a que emite menos gases de efeito estufa.
Consumo brasileiro de energia
Dados fornecidos pela Eletronuclear indicam que o consumo per capita de eletricidade do Brasil é o 90º no ranking mundial de consumo - abaixo da média mundial.
O consumo atual por brasileiro é de cerca de 2.000 quilowatts/hora por ano (kWh/ano). Nos países desenvolvidos, o consumo é 4.000 kWh/ano. Nos países de desenvolvimento recente, como Portugal, Espanha e Coreia do Sul, o consumo per capita atinge 4.500 kWh/ano, 5.600 kWh/ano e 6.400 kWh/ano, respectivamente, de acordo com dados da Eletronuclear.
  

Inaugurada Usina de Energia Eólica Alegria I, em Guamaré (RN)


A usina inaugurada que está em operação comercial desde 30 de dezembro de 2010 tem capacidade de geração de 51,2 MW, energia suficiente para abastecer 70 mil moradias. 
Segundo Hugo Seabra de Souza, diretor vice-presidente da Multiner, a inauguração do Alegria I celebra o encerramento de uma primeira etapa de desafios. A segunda será a construção da segunda usina eólica, ao lado de Alegria I, que terá o dobro de aerogeradores e que gerará mais 100,65 MW de energia.
Em conjunto, as duas formarão o Parque Eólico Alegria, com 151,8 MW instalados, o maior da América Latina, afirma Souza. As obras de Alegria II foram iniciadas no final de 2010 e as 61 turbinas eólicas já chegaram ao Brasil.
A Usina de Energia Eólica Alegria I contou com mais de 450 trabalhadores em sua construção e com um investimento de R$ 330 milhões. Desse total, R$ 250 milhões foram financiados pelo BNB. Alegria I opera com 31 aerogeradores da fabricante dinamarquesa Vestas – líder mundial na fabricação de aerogeradores. A escolha da localização é altamente estratégica, já que a Região Nordeste apresenta excelente regime de ventos, com média anual de velocidade de 8,5 metros/segundo.

Qual o mistério por trás de Belo Monte?

Um dos setores mais bem planejados no passado foi o de energia elétrica. As aberrações (Balbina e Samuel) nada tiveram com este planejamento. Dentre os diversos parâmetros observados, procurava-se nas hidrelétricas construir barragens que, atendendo a curvas de altura em função de volume e área, com capacidade de armazenamento plurianual, visando a ter meios de fazer face a mais de um ano seco a cada cinco anos. 
Preocupava-se também em investir na transmissão em extra alta tensão (EAT) diante da evidencia que a Região Sudeste - principal centro de carga do país mercê do desenvolvimento - não teria no futuro possibilidades de construção de barragens de porte, o que obrigaria a trazer-se de longe a energia gerada em outras regiões, em especial da Amazonia. 
Assim, construiu-se um sistema de transmissão robusto, gradualmente interligado, de 500KV, e ampliou-se para acima disso (600 e 750KV) as linhas oriundas de Itaipu, visando à redução de perdas em distancias de mais de 2,5 mil quilômetros. 
Preparou-se pois o Brasil, com grandes investimentos, para viver o momento atual, isto é, trazer de aproveitamentos longínquos, num sistema hidrelétrico com bacias complementares, energia para qualquer ponto de carga do país. 
O primeiro parâmetro citado, qual seja, acumulação plurianual, foi abandonado na época do Grande Sociólogo, acompanhado pelos neófitos que instalou no MME, face a inércia, omissão e despreparo que marcaram o período. 
Deu no que deu. Apagão. E o mais grave, um Programa (poluidor) de Térmicas Emergenciais que, inicialmente, complementavam a geração, por falta de alternativa, e que, posteriormente, institucionalizou-se, não mais como emergência, mas já agora como forma de investir pouco, rápido e faturar-se imediatamente. 
O grande modelito do Tolmasquin. Os magníficos ambientalistas nada falaram, nada falam, nem tampouco se importam com a poluição e com os reflexos tarifários desta política. 
Para simplificar e não estender este texto, limitando-nos a obras maiores, o governo licitou Santo Antonio e Jirau, no Rio Madeira, e os gênios ambientalistas quase não "chiaram" e "entubaram", até por conveniências inconfessáveis, os projetos ora em execução que observam características técnicas inéditas e inovadoras. Utilização de turbinas bulbos em dimensões nunca antes utilizadas e que portanto comportam as hipóteses do desconhecido. 
No entanto, Belo Monte, que é estudado há mais de 30 anos, e que, em decorrência de pressões de ambientalistas e defensores de índios, teve em 1994 o seu projeto reformulado, preservando áreas indígenas e reduzindo a área inundada em 66%, e em consequência a energia firme tem sido objeto de criticas permanentes e tentativas desesperadas de obstaculização. 
O curioso, e parece até anedota, que uma das críticas deste mesmos grupos que forçaram a revisão do projeto é que a energia firme é baixa em relação à capacidade instalada (1.1250 MW). 
Ao longo do tempo já fizeram "marola" contra o projeto o cantor Sting, o cineasta James Cameron, a atriz Sigourney Weaver, o ator Joel David Moore, o bispo austríaco Erwin Krautler (este com alguma representatividade, pois esteve na região por bom tempo), culminando com o ato do Greenpeace derrubando, em 20/4/2010, um caminhão de esterco de boi na porta da Aneel. 
Outros, menos badalados, também se pronunciaram igualmente, e com raras exceções, sem nenhum vínculo com a nacionalidade brasileira ou com a nossa soberania. O grau de preparo desta gente é de tal ordem que todos, economistas, o ex-genro especialista que não evitou o apagão, jornalistas (alguns que pensam entender de tudo) e até publicitários, sentem-se à vontade para dizer qualquer coisa sem nunca terem estudado a questão. 
Recentemente um site - Avaast - tendo um norte-americano a frente (Bem Wikler), manipulando dados , confundindo áreas de estado com município, fez uma pressão danada e conseguiu via Internet que 500 mil brasileiros, incautos, assinassem um documento contra a usina. (Sergio Barreto Mota, em sua coluna neste MM, registrou que mais importante são os milhões da maioria silenciosa que são a favor da usina) 
Deviam antes obrigar o Obama a cumprir a promessa sobre Guantánamo, avaliar o que representaram e representam as milhões de toneladas de bombas jogadas no Iraque, no Afeganistão, a queima de petróleo nos EUA, a derrubada da floresta boreal no Alasca, em matéria de agressão contra o meio ambiente e a humanidade. 
Também há poucos dias, em debate na TV, com o físico Luiz Pingueli, um diretor de uma ONG, com sotaque estrangeiro, disse pérolas do gênero: a região não está preparada para receber 120 mil pessoas. Isto sob o olhar complacente e embevecido de uma jornalista que pensa entender de tudo. 
Preliminarmente, e sem xenofobia, deveria ter declarado sua nacionalidade e se seu país tem prática na construção de hidrelétricas, e se o objetivo é manter a região isolada e por quê? 
Foz do Iguaçu e Cidade Del Leste estavam preparadas quando começaram a construção de Itaipu? Ilha Solteira ou Três Lagoas estavam preparadas quando começaram Jupiá? Tucurui estava? Estamos tratando do município de Altamira, segundo maior em área do mundo, com cerca de 160 mil km² e com sua riquíssima hidrografia. Vão ser inundados 400 a 500 km² (0,25% a 0, 30%). A cidade de Altamira já tem mais de 105 mil habitantes, dos quais 80% alfabetizados. 
Não se ouviu uma palavra destes ambientalistas, do Ibama, da Funai, quando, em abril de 2009, a região foi inundada pelo rompimento de inúmeras "barragens", feitas em cima da perna por exploradores locais, que obrigaram autoridades paraenses a decretar em 14 de abril de 2009 situação de calamidade publica. 
Lembra-se que uma barragem bem feita contribui para regularizar um rio, o que acaba ou atenua qualquer tipo de enchente. As pressões contrarias são tantas que deve haver algum mistério por trás de Belo Monte. 
A cidade de Altamira a mil quilômetros de Belém, cuja única ligação com outras partes é a Transamazônica, permanece isolada grande parte do ano (cheias). O que haverá além da riquíssima biodiversidade na chamada terra do meio, entre o Tapajós e o Xingu, maior area de floresta não perturbada na Amazônia Oriental? O que tem de diferente a topografia que, a partir de Marabá em direção ao Xingu, chega a ter altitudes de 700m? E o efetivo centro geográfico do Brasil? 
Se observarmos o local de construção da usina, formando um triângulo com Belém e Santarém, interligando-se com Tucurui e, no futuro, com as usinas do Tapajós, verificaremos que Belo Monte não é só importante pelos kWs que irá gerar, mas também, e não exclusivamente, como veremos em futuro breve, pela incorporação de um amplo território ao desenvolvimento. 
Quem são os donos daquelas terras? Que riquezas elas escondem? Quem as explora? É preciso lembrar que a cidade de Tucurui, em menos de 30 anos, se aproxima dos 100 mil habitantes. 
Embora situada longe dali, já não é suficiente a barbaridade da Reserva Raposa do Sol, em Roraima? O que querem no Xingu? Transformar os índios em latifundiários maiores ainda e persistir na sua exploração? 
Num raio de quinhentos quilômetros em torno de Belo Monte, excluindo-se Belém, já temos uma área de influencia da ordem de 2 milhões de brasileiros (Santarém, Marabá, Tucurui, Imperatriz...). Se utilizarmos o conceito de distância econômica de transmissão, a população abrangida se amplia muito mais ainda. 
Será que não é hora de estabelecermos regras para as ONGs estrangeiras ou que sejam financiadas por recursos externos? Até quando seremos a casa da mãe Joana, em que todo mundo manda, fala e explora? De examinarmos melhor o conluio descarado entre ONGs e aqueles ambientalistas que, por despreparo ou desonestidade, servem de margem de manobra? E a CPI? 
Sem dúvida o território brasileiro é muito grande, os meios fiscais são escassos, mas não seria possível, no momento em que se busca melhor ação nas nossas enormes fronteiras, atuarmos seletivamente, em algumas áreas do nosso território? 
O que faz ou pode fazer a Abin? E as Forças Armadas brasileiras? Até incursões eventuais ajudariam! Não é possível continuarmos a conviver com estas ONGs alienígenas! 
E o Congresso Nacional, o que pensa? E as representações políticas do Norte do país? Por que o Ibama não se preocupa com os problemas ambientais palpáveis: saneamento deficiente no país, entorno de Brasília, Baía de Guanabara, Tietê e Pinheiros, em São Paulo, favelas de Salvador, Recife e Belo Horizonte, desmatamento, queimadas, madeireiras no Norte? 
Se querem opinar sobre o Norte, que o Ibama e a Funai mudem sua sede para a Região Amazônica e ajudem a ocupá-la e desenvolvê-la. Teriam mais credibilidade. 
Se tivermos a cada hidrelétrica que nos submeter ao despreparo e interesses desta gente, sem que apontem alternativas - térmicas ou outras antieconômicas, poluentes e incompatíveis com a região - é melhor acabar com todo o planejamento que foi feito ao longo de muitos anos e aprender a conviver com os modismos importados há alguns anos e que não tem nada a ver com a nossa realidade. 
A propósito, como se formam "ambientalistas" no Brasil? Como os sociólogos? A maior poluição é a miséria! É hora de falar sério. Já há muitos problemas ambientais, reais, para esta "turma", se quiser, de fato, trabalhar. Não devem se meter no que não entendem. 
Parem de bancar os "inocentes úteis" As representações políticas, principalmente do Norte, têm que colocar um paradeiro nisso. E as Forças Armadas precisam atuar nestas áreas ou, se já o fazem, aprimorar e aprofundar o seu trabalho. Terão grandes surpresas! 

Osvaldo Nobre 
Autor dos livros Brasil, país do presente, Bric ou RIC e 1999-2010 - Década de Transformações. 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Participação das PCHs Na Geração Triplicou Nos Últimos Anos.

Nos últimos sete anos, a capacidade instalada das usinas de pequeno porte do país cresceu quase três vezes. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em 2003 a potência das pequenas centrais hidrelétricas (PCH) totalizava 1.151 megawatts (MW) e, em 2010, esse número passou para 3.428,31 MW.
A participação das PCHs na matriz energética aumentou de 1,22% para 3,05% no mesmo período e o número de usinas subiu de 241 para 387 empreendimentos. Em 2010, entraram em operação 32 pequenas centrais, com potência total de 470,67 MW. 
O estado de Minas Gerais é que tem o maior número de PCHs, com 100 empreendimentos, seguido de Mato Grosso, com 49, e São Paulo e Santa Catarina, com 45 cada. O Rio Grande do Sul tem 35 usinas e o Paraná, 31.
As pequenas centrais hidrelétricas têm potência entre 1 MW e 30 MW e área total de reservatório de até 3 quilômetros quadros (km²). Os empreendimentos precisam de autorização da Aneel, mas o procedimento para implantação das PCHs é mais simples que o das hidrelétricas maiores. Os empreendedores também têm benefícios do governo, como a autorização sem ônus para exploração do potencial hidráulico e descontos de no mínimo 50% nos encargos de uso dos sistemas de transmissão e distribuição.
fonte(Jornal do Brasil) 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Belo Monte viabiliza hidrovia no Xingu

A formação do reservatório dentro da Volta Grande do Xingu, onde atualmente existem só propriedades rurais, permitirá a navegação. Embora viável, a discussão do tema ainda não apareceu.
A viabilidade da transposição foi incluída nos estudos de impacto ambiental apresentados ao Ibama. O trabalho não chegou a ser discutidos nas audiências públicas.
A Eletronorte, subsidiária da Eletrobras que assina o estudo, aponta três arranjos diferentes para a construção das eclusas (espécie de elevador que permite às embarcações transpor barragens). 

Caso seja construído, o conjunto viabiliza a transposição das embarcações no degrau de 95 metros que passará a existir entre o canal de navegação do baixo Xingu e o reservatório da usina.
As eclusas foram dimensionadas para receber comboios de até 200 m de comprimento e 24 m de largura.
A profundidade do canal será de 3 m, suficiente para o trânsito de comboios com até 2,5 m de calado (parte submersa das embarcações).
O trecho navegável no baixo Xingu tem 298 quilômetros (de 1.815 km de extensão) e conecta Belo Monte (onde há um terminal da Petrobras) ao rio Amazonas.
Os estudos feitos pela Eletronorte são preliminares. Não informam, por exemplo, quantos quilômetros seriam adicionados à hidrovia, tampouco o potencial de carga.

Santa Catarina deve ganhar mais seis parques de energia eólica em 2011

O casamento entre a força da natureza e a tecnologia pode impulsionar Santa Catarina do oitavo para o terceiro lugar no ranking de capacidade de produção de energia eólica do país. A notícia é resultado da construção de 86 aerogeradores em seis novos parques em Água Doce, no Meio-Oeste.

Graças aos bons ventos, as novas torres devem gerar 129 megawatts/hora. Três dos seis parques entram em funcionamento em julho.

A produção total poderá abastecer uma cidade do tamanho de Joinville, que tem mais de 500 mil habitantes. A energia produzida vai para a subestação da Celesc e pode ser distribuída para qualquer lugar do Brasil.

Hoje, entre os nove Estados produtores de energia eólica, Santa Catarina ocupa a oitava posição, na frente apenas do Paraná. Com os investimentos, a atual capacidade será multiplicada por 10, fazendo o Estado saltar para terceiro lugar.

Com a venda da energia das novas torres, a estimativa é de uma receita mensal de R$ 6,8 milhões, durante 20 anos, para a argentina Impsa, maior investidora de energia eólica no país. Segundo o gerente de projetos, Jairo César Moro, foram dois anos de estudo para avaliar os ventos.

— A energia já foi negociada através de leilão. Temos a garantia da venda em contrato. Santa Catarina deve mostrar ao país o seu potencial.

Os investidores acreditam tanto nessa capacidade que devem injetar R$ 770 milhões na construção dos seis novos parques de Água Doce.

Empresa também investe em Bom Jardim da Serra
A Impsa também está construindo 61 torres na cidade de Bom Jardim da Serra, no Planalto, onde já existe um aerogerador em funcionamento em caráter de experiência. Em contrapartida às construções, a empresa terá de desembolsar compensações. A principal é um tributo ambiental, de 0,5% do investimento, cerca de R$ 3,6 milhões, pagos ao governo do Estado e para a pesquisa da fauna que habita a região. A medida é uma exigência para a licença de operação dos parques.

Este documento também foi necessário em 2002, quando iniciou a construção das 23 torres que estão em operação na divisa com Palmas (PR). A geração de energia começou em 2004 e chega a 13,8 megawatts/hora, o que dá para abastecer uma cidade de 80 mil habitantes.

Os investimentos também impulsionam a economia. Com 7 mil habitantes, Água Doce arrecada R$ 1 milhão por mês, 85% do setor agrícola. Com os novos parques, a estimativa é de um aumento de 20% na arrecadação. Segundo a prefeita Nelci Bortolini, os parques também garantem o aumento do turismo local.

Tudo pronto até dezembro
A obra dos seis novos parques eólicos de Água Doce começou em abril do ano passado. Agora, estão sendo finalizadas as etapas de construção dos acessos e das bases para os aerogeradores. Os responsáveis pelas usinas abriram 62 quilômetros de estradas para o trânsito dos caminhões e trabalham na construção de uma subestação em meio às torres.

Tudo na obra é gigantesco, inclusive as bases que darão sustentação às torres. Elas têm diâmetro de 15 metros e são construídas em concreto maciço. Cada uma precisa de 42 caminhões de cimento, o que daria para construir um prédio de oito andares. Toda a estrutura tem uma explicação. Cada torre terá cem metros de altura e vai pesar 317 toneladas.

A previsão é de que as obras sejam concluídas no final do ano. Três parques devem ser entregues até julho.

Hoje, 600 homens trabalham na obra. Uma fábrica de concreto também foi instalada no local para dar conta da demanda do projeto.

Os terrenos onde estão instalados os parques pertencem a 28 proprietários diferentes. Eles são alugados pela empresa responsável, com contrato de 20 anos. Cada dono de terra recebe um valor anual, calculado de acordo com o número de torres.

E ninguém precisa parar as atividades por conta disso. A maioria da área serve para o cultivo da soja e também à criação de gado. Harmonia que já garantiu ao município, pioneiro no Estado com esse tipo de geração de eletricidade, o título de capital catarinense da energia eólica.



fonte (Diário Catarinense)

ANEEL QUER DE VOLTA CONCESSÃO DE USINAS

Renato Andrade, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) quer retomar as concessões de hidrelétricas que ainda não conseguiram licenciamento ambiental. A ideia é ajustar os projetos e licitá-los novamente, destravando a construção. A medida pode beneficiar os consumidores, porque vencerá o leilão quem oferecer o menor preço pela energia a ser produzida.
Mais da metade das usinas previstas para entrar em operação no Brasil nos próximos oito anos tem algum tipo de impedimento legal. De acordo com levantamento feito pelo Estado, das 28 usinas a serem construídas, 16 estão nessa situação. Destas, 10 estão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Boa parte dos empreendimentos está travada por causa da política de concessão adotada até 2004. O governo podia autorizar a exploração dos rios para a construção de hidrelétricas sem a necessidade de licenciamento ambiental prévio. A maior parte das usinas com problemas teve suas concessões liberadas de 2000 a 2002, quando a preocupação era ampliar a oferta de energia e afastar o fantasma do racionamento.
O problema é que para as usinas saírem do papel é preciso ter a chancela do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou, em alguns casos, dos órgãos ambientais estaduais. Falhas nos projetos apresentados e a burocracia na análise dos pedidos têm condenado as propostas a ficar nas prateleiras.
Menor preço. Segundo o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, se o governo retomar essas concessões as usinas poderão ser leiloadas pelas regras atuais, que determinam que o vencedor da licitação é a empresa ou grupo que propuser o menor preço para a energia que será produzida.
"No meu ponto de vista, se devolverem todas será muito vantajoso porque, pelas regras atuais, podemos submeter essas usinas a um processo de licitação pública aberta onde estou conseguindo contratar energia a um custo muito mais baixo", disse ele.
As concessões antigas foram liberadas às empresas que ofereceram o maior valor pelo chamado "uso do bem público". Segundo Hubner, esse mecanismo acaba encarecendo a tarifa cobrada pela energia produzida. "O que buscamos hoje é reduzir a tarifa. Portanto, se elas são devolvidas, podemos licitar de novo e passar a concessão para quem oferecer o menor preço para a energia que vamos entregar ao mercado regulado", acrescentou.
Algumas empresas já procuraram a Aneel para devolver a concessão. É o caso da usina de Baú I, que seria construída em Minas Gerais. A autorização foi dada em 2001, mas a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) não liberou o projeto até hoje.
O Ministério de Minas e Energia e o Ibama estão avaliando os projetos. O objetivo da análise é identificar quais têm chances reais de receber a licença ambiental, os que terão de ser descartados e aqueles que poderão sofrer mudanças e ser leiloados.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Angra 2 é desconectada do SIN


Falha no sistema de medição de pressão de vapor principal na saída da turbina e na sinalização da chave de abertura em carga foram razões do desligamento.


  
A usina nuclear Angra 2 está desconectada do Sistema Interligado Nacional desde as 3:25 horas desta terça-feira, 22 de fevereiro. Inicialmente, segundo a Eletronuclear, houve uma falha no sistema de medição de pressão de vapor principal na saída da turbina de alta pressão. O reator, ainda de acordo com a companhia, permaneceu em operação normal.

Às 08:55 horas, após normalização do canal de pressão da turbina, o gerador elétrico principal foi sincronizado ao Sistema Interligado Nacional. Devido à falha na sinalização da chave de abertura em carga, que conecta o gerador à rede elétrica nacional, a unidade foi retirada manualmente do Sistema e, desta vez, o reator foi desligado automaticamente.

De acordo com os procedimentos de operação, nos dois casos foi declarado, preventivamente, Evento Não Usual. Segundo a estatal, o motivo da falha da sinalização da chave de abertura em carga está sendo verificado, e o retorno de Angra 2 à operação está condicionado a esta normalização.



fonte (http://www.canalenergia.com.br)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ersa testa PCH Várzea Alegre


A Ersa foi autorizada a operar em teste as duas turbinas da PCH Várzea Alegre (7,5 MW),no rio José Pedro, no município Conceição de Ipanema (MG). A usina possui energia assegurada de 4,9 MW e se conecta ao SIN por linha de transmissão de 7 km, em tensão de 69 kV, ligada à subestação da PCH Varginha, da mesma empresa.
Ao todo, a companhia reúne um portfólio de 18 PCHs em operação ou em fase de construção e preparação para construção, além de onze parques eólicos, todos localizados no Nordeste do país, totalizando mais de 500 MW. 
     

Conta de luz deve subir até 11% em 2011

Reajuste começa em abril e também inclui subsídios ao programa Luz Para Todos e à geração térmica na Amazônia. Seca em reservatórios forçou maior uso de termelétricas, que têm energia mais cara; alta deve continuar até 2014.

As contas de luz virão salgadas neste ano e terão aumento bem acima da inflação. Especialistas apontam reajuste médio entre 9% e 11% para os consumidores, enquanto a meta de inflação do governo é de 4,5%.

A primeira leva de reajustes tarifários das grandes concessionárias elétricas do país, entre as quais a Cemig (MG) e a CPFL (SP), ocorrerá em abril.
 
Mas a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) já deu neste mês de fevereiro uma pequena amostra do que está por vir: concedeu aumentos nas tarifas de até 15% para duas pequenas empresas de energia.

Na Santa Maria, no Espírito Santo, o reajuste foi de 10,35% para os clientes residenciais. Na Energisa Borborema, na Paraíba, as contas deram um salto de 14,92%.

O efeito climático La Niña, com chuvas abaixo da média, provocou uma seca recorde nos reservatórios das hidrelétricas. Com isso, o país precisou lançar mão de geração térmica, mais cara. Essa conta somou o valor recorde de R$ 1,82 bilhão em 2010, que será pago pelo consumidor neste ano.

Outros vários encargos embutidos na conta também serão responsáveis pelo seu aumento em 2011. No ano passado eles representaram mais de R$ 17 bilhões, valor 24,5% superior a 2009, quando somaram R$ 13,65 bilhões. O valor agora será repassado ao consumidor.

Os encargos não são impostos e servem para fins específicos como custear a geração a óleo -mais cara - em lugares remotos da Amazônia ou financiar programas sociais, como Luz Para Todos e Proinfa (de energia limpa).

De 2001 a 2010, o aumento acumulado das tarifas de energia chegou a 186%, enquanto no mesmo período o IGP-M subiu 124% e o IPCA (índice oficial de inflação do governo) acumulou 86%.
 
Os dados são da Abrace (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia Elétrica).

Os reajustes da conta de luz devem pressionar ainda mais o índice de inflação. Caso as tarifas subam em média 9% em 2011, contribuirão com 0,29 ponto percentual para o IPCA.
 
Se atingirem 11% terão impacto de 0,35 ponto percentual nas 11 regiões pesquisadas pelo IBGE. Em 2010, a energia elétrica contribuiu com 0,10 ponto para o índice.

A Abrace projeta que até 2014 o preço da energia subirá mais de 30%. Paulo Pedrosa, presidente da associação, diz ainda que em 2011 as térmicas leiloadas em 2008 começarão a operar, o que irá encarecer ainda mais as tarifas para os consumidores.
 
"Nós pagamos uma energia cara e com tendência de aumento", diz ele. "O custo da energia no Brasil está entre os mais altos do mundo, o que compromete nossa competitividade", completou.

Custo inclui tributo, geração e distribuição
 
O reajuste das tarifas de energia, calculado pela Aneel, leva em conta vários fatores. Entre eles, a variação dos custos administrativos das concessionárias elétricas, sobre os quais incide o IGP-M.

Também são considerados custos sobre os quais as empresas não têm controle, como a compra de energia e o seu transporte pelas linhas de transmissão e distribuição.

Por fim, são cobrados os encargos setoriais, destinados a financiar as políticas de governo para o setor, e os tributos.

Em 2010 houve geração maior de energia de térmicas para poupar os reservatórios das hidrelétricas, ao custo de R$ 1,8 bilhão.

Esse valor será pago pelo consumidor em 2011.
 
FONTE: Folha de São Paulo